Mostrando postagens com marcador evangelho de domingo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador evangelho de domingo. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de junho de 2023

Um olhar no texto de São João 3, 16-18. - Domingo da Santíssima Trindade

 

 Durante a semana que passou  a Câmara voltou o marco temporal e pelo que se percebe  a Pátria perdeu de novo e tivemos  visita do Chefe de Estado  de um pais vizinho que usa  a censura como arma e não  permite a livre  manifestação segundo alguns  filhos dessa terra que conversamos  recentemente, mas o atual presidente   diante de uma realidade tão complexa que é governa uma pátria com  6 anos de neoliberalismo, dos pobres que estão endividados de  um congresso  corrupto na essência que legitimou o toma lá da cá com seu presidente vindo dizer que o Executivo tem que negociar para ter governabilidade,  sobrevivemos o fim de maio e iniciamos o mês de junho, olhando os primeiros 6 meses do atual governo  ainda com esperança  e observando que estamos melhor que 2019, nesse sentido vamos celebrar o


domingo da Trindade que  nos ajuda a meditar   sobre o quanto somos de fato fieis ao Deus Uno e Trino.  As leituras para esse dia  são as seguintes:  Êxodo  34,4b-6.8-9;  Salmo de hoje é de - Dan 3,52-256 com  a resposta  Digno é o Senhor de louvor e de glória para sempre; 2 Coríntios  13,11-13 e  evangelho de João  3,16-18 que narra o encontro de Jesus com o Mestre da lei Nicodemos .
Semana passada infelizmente tivemos dificuldade de posta a reflexão aqui em  nosso espaço e já pedimos perdão  e nesse dia da trindade voltamos a  nosso texto de Um olhar no texto de São João 16,12-15. - Domingo da Santíssima Trindade  e ao vídeo Reflexão: Boa Nova de Jesus Cristo segundo São João 16,12-15. - Domingo da Santissima Trindade  do dia 12 de junho de 2012, que nos ajuda a refletir.  Como  sempre vamos meditar    o evangelho que narra esse nosso encontro, não queremos explicar  o mistério da Trindade  que é um amor que não se explica ou se entende com os olhos humanos e sabemos que a Trindade é o Amante, o Amado e Amor  que se soma em único  sentimento de viver a unidade,  e para outro a Trindade pode ser definida como a vela que é a chama, a cera e pavio E ESSA e essa solenidade nos convidado a reconhecer que somos criados por Amor, salvo por esse Amor e no batismo recebemos a graça do Amor em nosso dia-a-dia. 

Deus nosso Pai que envia seu Filho para nos salvar e nos ajudar entender como devemos viver a plena liberdade como  diz o texto : Gálatas 5, 1  que diz “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão.”  Essa proposta  que Jesus apresenta no sentido da vida de cristã de liberdade que nos leva para cima e nesse sentido que Jesus veio ao mundo. De uns tempos pra cá muitos cristãos tem pregado um Deus radical  que só conhece o julgamento e a condenação  e aqui temos a definição do motivo da vinda de Jesus para terra, Jesus  não vem como juiz, o Espirito Santo e chamado de Paraclito  e o Pai é o Criador da humanidade que nos cria no seu Amor e por seu Amor

Que seria crer em Jesus?

Na semana passada recebemos o mandado de ir e batizar em nome da Trindade  ensinando a observar os mandamentos,  essa semana temos a narrativa que quebra qualquer tentativa de  se fazer da comunidade um tribunal de condenação ou julgamento Crer certamente não é regular  ou se achar mais santo que  o outro  que não viveu ou não tem a mesma linha teológica  que a gente, disso temos certeza.  A trindade  nos ajuda a pensar como nos relacionamos com o diferente, pois sabemos quem é o Pais,o Filho e o Espírito Santos, se não sabemos devemos saber, esta faltando Catequese ou Escola Dominical,  pois é um  dos digmas mais importante da Fé cristão e aqui deixamos um outro  texto Dogmas segundo a Tradição apostólica recomendado para aqueles que desejam entender  que seria dogma[1].  Embora no inicio do texto tenhamos uma verbo em algumas traduções no verbo passado o termo correto é que seja lido no presente. (Deus ama), pois segundo  os pensamentos de Santo Agostinho Deus não se cansa de amar que  foi cantada por Adriana Arydes  e aqui vale pena entende que a  medida do Amor é amar sem medida e foi por isso que Jesus veio ao mundo e por isso fomos criados por Deus e  ainda nesse sentido que Espírito Santo vem sobre a nossa vida de cada pessoa  ele age sem show ou gritaria que muitos  costumam invocar como ação do Espírito.  O evangelista é chamado de  discípulo amado por  apresentar uma proposta de amor e  de uma riqueza  que fala da Pessoa do Pai, Espírito Santo e nos revela a intima comunhão com o Filho e aqui rezamos o credo   desde de 325 e devemos ler o no Catecismos da Igreja para os Católicos  o número 35,36,122 e 164 do Youcat Brasil ou ainda ou CIC numero 48.

Que Deus Uno e Trino nos abençoe!!!




[1] Os dogmas de doutrina incluir explicitamente presentes no texto da Bíblia, tal como consta da Tradição e formalizado pelo ensinamento da Igreja (Magistério).

 

sábado, 22 de abril de 2023

Um olhar sobre Lucas 24,13-35 - 3º Domingo de Páscoa

 

Entraríamos na fala do Presidente, poderíamos ainda escrever sobre o feriado de Tiradentes. ou sobre a 60º Assembleia da CNBB.  Mas vamos refletir nesse inicio sobre São Jorge, associado ao orixá  Ogum, para os seguidores das religiões de matriz africana,  todos querem a força do  Orixá e ainda há aqueles que se associam ao Santo Guerreiro por causa do uso das armas, mas se faz necessário resgatar que São Jorge foi um homem justo que viveu sua fé em um contexto de perseguição e o  Orixá Ogum é uma força  de um  Povo que foi escravizado que resistiu a dominação religiosa de um outro povo que através de uma doutrinação com uso até da  tortura e da força tentou tirar desse Povo suas  sacralidade ancestral  e a fé intima e particular.  Precisamos ter em nossas mentes que tanto o Santo Jorge que que deu sua vida pela causa do evangelho como o Orixa  Ogum são sinais do sagrados  de uma resistência e representam  força do povo que vive em  uma realidade de dificuldades. 


 

Ogum Yê! ou São Jorge Rogai por nós!

São duas  saudações de religiões diferentes que evoluiu para o Salve Jorge!  Deixemos esse assuntos para os devotos tantos na religião de Matriz Africanas que  tem Ogum como exemplo  ou para os cristãos que se devotam a São Jorge que viveu em 303  e foi decapitado por sua fidelidade  ao projeto  de Jesus.


Vamos para a Liturgia do dia que é a seguinte: Atos 2,14.22-33;  Salmo 15 (16) Refrão 1: Mostrai me, Senhor, o caminho da vida; 1 Pedro 1,17-21 e  o  evangelho Lucas 24,13-35 neste 3º domingo do tempo Pascal e como é nosso costume vamos nos prender a reflexão do evangelho e o texto de hoje nos ajuda a pensar sobre a esperança.   O Capitulo 24 do Evangelho  de Lucas tem 50 versículos que falam da ressurreição e da ascensão do Senhor, incluindo  a narração do episódio  dos discípulos de Emaus que    esta bem no centro do capitulo. Um texto que  podemos dividir em duas partes.  Do versículos 13-27 a caminhada  dos discípulos com Jesus  e os versículos 28-35 que pode se subdividido em 3 partes

1.   Versículos: 28-29 - Quando pedem pra Jesus ficar com Eles

2.    Versículos: 30-31 -  O parti do pão  e o reconhecimentos de

do Mestre.

3.    Versículos:  32-35 – A consciência que precisam volta  e anunciam para  seus amigos a novidade.

Devemos responder uma pergunta: Aonde vamos nos encontrar com Jesus? 

  Em um mundo marcado pelas cruzes e dores,  a liturgia desse domingo nos convida a estar com Jesus nos caminhos da vida, mesmo quando parecer que tudo acabou ou que não podemos sair da situação vexatória e se estamos tendo dificuldades neste caminho somos convidados a parar e rezar, celebrar cultuar ao Deus da vida, para assim poder encontrar a ressurreição. 

O evangelho desse dia, nos traz uma memória  sobre  com estamos caminhando,  pois diante da falta de esperança daqueles dois discípulos (alguns dizem que seria um casal), o Forasteiro  se aproxima e faz uma  reflexão  apresentando o projeto do Reino, o Cristo chagado por causa dos  egoísmos e das  ideologias seja política ou religiosa, mas também um Cristo que vence essa peleja ressuscitando.  O autor sagrado faz questão de relatar cada detalhe, de onde eles vinham e para onde estavam indo e evangelista Lucas é o único que faz questão de fazer tal narração e se prende ao detalhe do partir do Pão para uma revelação da pessoa do Cristo Ressuscitado.

Atualizando o evangelho dentro de uma perspectivas  de hoje onde sofremos desencantos com a vida comunitária, somos omissos e até colaboramos com as crucificações virtuais, morais e aqui   vale a pena lembrar  que o  pior não fogo real que te consome,    mas a fogueira das vaidades humanas que  queimam  e continua acesas no egos de muitos que se acham mais  santos ou perfeitos ao ponto de falar de perdão e amor  no discurso, mas a pratica é outra e é desses que o Forasteiro de Emaús se fará  companheiro,  talvez precisemos compreender esse mistério, todos somos discípulos que durante um momento do caminho bate a desolação, bate o desespero e não acha saída, mas todos somos obrigados a levar a esperança para aqueles que sofrem tal desolação e da falta de fé. Porém para levar essa esperanças se faz necessário ouvir o Mestre Jesus, o Senhor da Historia que não se apresentou  com vestes caras ou com uma  autoridade para ninguém. Somos discípulo do Senhor que assumiu nossa  humanidade, que viveu plenamente  a sua realidade que não fez acordos pra obter vantagens, que não vendeu o irmão pra ficar bem na fita com um grupo.

 Temos dificuldades de ver esse Jesus que caminha conosco que aqueles discípulos pediram para ficar com eles?

Queremos o Cristo sentado em um trono, um Cristo que precisa de não sei quantas vestes, velas e incenso para se transubstanciar no altar,  um Cristo Servo obediente  aos nossos caprichos e manias que condena essa ou aquela forma de viver a fé, um Cristo que só caminha com vencedores e poderosos com certos acordos que nem vamos nos prender pra evitar processos (na atualidade ta difícil até para comprar o feijão e o arroz, imagina se formos processados). Para enxergar o verdadeiro Cristo se faz necessário ter um coração sensível para a dor do próximo,  se faz necessário ter consciência que  temos pessoas desempregadas famílias inteiras que passam fome, que sofrem  na cruz  da falta de atendimento digno na saúde (embora alguns cegos pela ideologia não vejam  os milhões de faminto ou os milhões de desempregados).  Ouvir a palavra e ter compromisso de  mudar essa realidade, não adianta missa da graça enquanto não fizermos nada para acabarmos com as desgraças que muitos irmãos vivem.  Levar a noticia do Ressuscitado envolve  fazer ressuscitar ao longo da nossa caminhada.  

Deixemos uma mensagem do Papa Francisco de Domingo, 26 de abril de 2020

  •       Há uma antiga regra de peregrinação, que diz que o verdadeiro peregrino deve ir ao ritmo da pessoa mais lenta. E Jesus é capaz disto, faz isto, não acelera, espera que demos o primeiro passo. E quando chega o momento, faz-nos a pergunta. Neste caso, é claro: «De que estais a falar?» (cf. v. 17). Faz-se de ignorante para nos impelir a falar. Gosta que falemos. Gosta de ouvir, gosta que falemos, ouçamos e respondamos, faz-nos falar. Como se fosse ignorante, mas com muito respeito. E depois responde, explica até ao ponto necessário. «Aqui diz: “Porventura não convinha que Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?” E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras» (v. 26). Explica, esclarece. Confesso que tenho a curiosidade de saber como Jesus explicou, para fazer o mesmo. Foi uma catequese muito boa! E depois, o próprio Jesus que nos acompanhou, que se aproximou de nós, finge ir além, para ver a medida da nossa inquietação: «Não. Vem, fica um pouco conosco!» (cf. v. 29). E é assim que se realiza o encontro. Contudo, o encontro não é apenas o momento de partir o pão, mas todo o caminho. Encontramos Jesus na escuridão das nossas dúvidas, até na dúvida horrível dos nossos pecados, Ele está lá para nos ajudar, nas nossas inquietações... Está sempre conosco! O Senhor acompanha-nos porque quer encontrar-nos. É por isso que dizemos que o núcleo do cristianismo é um encontro: o encontro com Jesus. “Por que és cristão? Por que és cristã?”. E muitas pessoas não sabem responder. Alguns, por tradição. Outros não sabem dizer porque encontraram Jesus, mas não se aperceberam de que era realmente um encontro com Jesus. Jesus está sempre à nossa procura. Sempre. E nós temos a nossa inquietação. No momento em que a nossa inquietação encontra Jesus, começa a vida da graça, a vida da plenitude, a vida do caminho cristão!   Que o Senhor conceda a todos nós a graça de encontrar Jesus todos os dias; de conhecer, de saber que Ele caminha conosco em todos os nossos momentos. Ele é o nosso companheiro de peregrinação.


sábado, 18 de fevereiro de 2023

Um Olhar no texto de Mateus 5,38-48: 7º domingo do tempo comum

 


Estamos em pleno domingo de carnaval e muitos demonizam o mesmo, dizendo que o mesmo é uma festa profana etc,  aqui vale a máxima de Paulo a Tito 1:15 “Para as pessoas puras, tudo é puro; no entanto, para os corrompidos e descrentes, nada é puro; pelo contrário, tanto a razão quanto a consciência deles estão pervertidas” Conhecemos pessoas que criticam os carnaval e faz coisa mais feia que o  carnaval durante todo

 O carnaval que tem sua origem pagã na Babilônia, a festa de  Saceias, onde um prisioneiro assumia  a identidade do rei,  só não podia emitir decretos entrasse em conflito com  a idéia do rei e no fim desse período o prisioneiro era executado e  verdadeiro rei  era levado ao templo de Marduk era agredido, humilhado para ter consciência que era  apenas humano, na  cultura Grega  se celebrava o            deus do vinho Dionisio, semelhante ao festança romana de Baco onde os riscos se fantasiavas com mascaras para circular no meio do povo e marcava o  fim da colheita celebrando ao deus saturno, a Saturnália , com a cristianização da Europa   a festa ganha uma nova roupagem e se torna um marco para entrada do tempo quaresmal, tempo onde não se comia dia nenhum e carnaval era um adeus a Carbe carne e recomendamos  a leitura do texto: Quaresma: Tempo de Reflexão, a origem.

Aqui no Brasil   o tempo  quaresmal é vivida na temática proposta:  jejum, oração e caridade e durante  esse  tempo litúrgico a Igreja  realiza a  Campanha  da Fraternidade sobre um tema especifico e convida os cristãos a um gesto concreto frente a realidade  nesse  ano de 2023 a Igreja do Brasil  reflete sobre a realidade da Fome  com  tema “Fraternidade e fome” e lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16) e sugerimos a leitura da  Historia da Campanha da Fraternidade  que é marcada por  4 fases que são:

  Fase: Renovação da Igreja e do cristão

2ª Fase: A Igreja se preocupa com a realidade social do povo, denunciando o pecado social e promovendo a justiça (Vaticano II, Medellín e Puebla)

3ª Fase: A Igreja se volta para situações existenciais do povo brasileiro

4ª Fase: A campanha da Fraternidade torna-se ecumênica e a cada cinco anos é realizada em comunhão com as Igrejas que fazem parte do CONIC

Ainda durante essa semana tivemos alguns sinais de esperança com os resgate de sobrevindes do terremoto da Turquia e  a noticia que  aquele que era anti-vacina   ter  sido imunizado segundo a   imprensa, sem esquecer a noticia do aumento do salário mínimo , mas deixemos isso de lado e vamos seguir o nosso domingo.

 

Esse domingo de carnaval  a Igreja traz em sua liturgia os seguintes textos:  Levitico:  19, 1-2.17-18;   Salmo 102 (103)  com  a resposta: O Senhor é clemente e cheio de compaixão. ; I Coríntios  3, 16-23 e o evangelho de  Mateus 5, 38-48 que a continuação do Texto da semana passada. 
Sabemos que liturgia católica é dividida em 4 tempos 

Tempo comum[1]

Tempo Pascal

Tempo quaresmal

Tempo do Advento

O tempo comum marcado pelo os acontecimentos do cotidiano da vida pública de Jesus do 1º domingo comum quando Ele   é batizado  ao 32º/34º domingo comum  onde narra o juízo final e celebramos o Cristo Rei do Universo e o dia dos Leigos e Leigas. O tempo comum tem o sentido de nos recorda que necessitamos viver plenamente nossa fé   dentro da nossa realidade onde teremos  muitas dificuldades   e evangelho de hoje  aponta que precisamos  construir relações e nos  traz a memória  uma entrevistas do Papa Francisco que nos diz que não podemos ter medo da ternura e o revolucionário Che Guevara traz a frase citada por todos que  diz: “Hay que endurecerse pero sin perder la ternura”. Diante do evangelho desse domingo  temos perguntas que precisamos responder: 

  • Somos agentes da ordem ou do caos? 
  • As nossas relações  constrói uma relação de amor  ou conflito?  
  • Como membros do Corpo de cristo, temos  inimigos., quem são eles?

Olhando para o modelo evangélico pregado por muitos em nome de Deus que fala de uma possível vantagem, seja financeira ou um status  de poder e somos chamados a superar esse modelo , sendo um sinal do próprio amor de Deus doado sem  pedir nada em troca, somos chamados a combater os nossos desvios violentos, a justa reação que muitos pregam, quando exigem o direito ao porte de uma arma de fogo entra em  conflito com esse texto.  Todas as guerras  seja das grandes potencias, ou as pequenas  guerras em nossas igrejas  e  família só continuam  porque alguém por puro orgulho não aceita perder,  tendo a frase que alguém começou e outro continuou.  Sabemos que a comunidade apostólica naquele contexto esta tomada  pelo domínio romano, que havia aqueles que lucravam muito com aquele domínio e outros que desejavam o confronto armado, mas  Jesus com lógica de Deus quebra todos com uma fala de não violência.   No domingo passado Jesus anunciou que veio dar pleno cumprimento a lei[2].  Nesse evangelho ele propõe no primeiro  momento que precisamos superar a lei punitiva,  a famosa lei de talião do olho por olho,  dando pleno sentido de não buscar a vingança, também apresenta a norma da não violência  e diante da realidade do mundo  ir na contramão, sendo e fazendo diferente,  o autor sagrado apresenta um Deus que não se prende ao preconceito ou rótulos,  todos apresentamos algum motivo para não falar ou conviver certas pessoas, mas aqui Jesus diz que o sol e chuva cai igual sobre nossas cabeças e ainda nos desafia ao amor e pede a perfeição  de Deus que é pai de todos,  a nossa  religiosidade deve ter a pratica do Deus que nos ama, que também ama aquele ser (pessoa) que nos fez sofrer, que nos trouxe dor, sofrimento em algum momento da nossa história de vida, esse é maior desafio da nossa vida de cristãos.

Se vamos a uma Igreja, templo e não  somos  a Igreja pessoa onde estivermos  estaremos fugindo do nosso direito de apresentar Jesus , a nossa pratica não não é melhor que  aquele ouviram Jesus e ignoraram sua pregação não estaremos vivendo plenamente  o Reino Deus anunciado por Jesus, O evangelho desse domingo,   que encerra a 1ª parte do tempo comum   cai como uma luva pra encerrar, recordamos de uma homilia de um domingo de carnaval com esse texto  onde um jovem falava que precisamos ter um coração de criança, dispostos  a fazer por menos e encarar esse mundo como uma ciranda da vida, diante do legalismo hipócrita da religião que diz que isso ou  aquilo é licito, para simplesmente cumprir normas de um livro não tem nada haver com evangelho da vida plena,  que constrói e até mesmo reconstrói algumas relações  familiares e aqui o deixamos a mensagem do Papa Francisco [3]

·         E «como se preserva o coração?» questionou-se ainda Francisco. «Preserva-se — explicou — afastando qualquer barulho que não provém do Senhor, afastando muitas coisas que nos tiram a paz». E «quando se afastam estas coisas, estas nossas paixões, o coração está preparado para compreender o Senhor que passa e para receber a Ele e à graça». Por conseguinte, é importante «preservar o coração, preservar o coração das nossas paixões». E «as nossas paixões são numerosas». Mas «também Jesus no Evangelho nos fala das nossas paixões». Francisco, em particular, repetiu as palavras de Mateus no trecho evangélico proposto pela liturgia (5, 38-42): «Tendes ouvido o que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao mau. Se alguém te ferir a face direita, oferece-lhe também a outra. Se alguém te citar em justiça para te tirar a túnica, cede-lhe também a capa. Se alguém vem obrigar-te a andar mil passos com ele, anda dois mil». Trata-se, reiterou o Papa, de «estar livre das paixões e de ter um coração humilde, um coração manso». E «o coração é preservado pela humildade, mansidão, nunca pelas lutas, pelas guerras». Ao contrário, prosseguiu, «este é o barulho:barulho mundano, barulho pagão ou barulho do diabo». Mas o coração deve estar «em paz».




[1] divido em duas partes (antes da Quaresma e depois da pascoa)

[2] Mateus 5,17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas”. 

[3] Como se preserva o coração Segunda-feira, 15 de Junho de 2015

 

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Um Olhar no texto de Mateus 5,17-37.- 6º domingo do tempo comum

 


Na próxima semana já é o Carnaval e todos se preparam para curti um retiro, para sair na avenida e por ai vai, o Brasil ainda respira as estórias de Marco do Val, da prisão do tal Daniel ex-deputado e discussão se o Banco Central é independente etc, sem esquece que ainda temos  133 milhões de brasileiros que vivem a insegurança alimentar e a ainda  uma manobra política para não ter uma CPI dos atos do dia 8 de janeiro e ainda nos preocupa o sigilo  imposto para as imagens do dia 8 de janeiro. Contudo, se justificam das piores maneiras  esse pedido, falando que tal exposição pode comprometer a segurança dos prédios etc.  Esse mesmo discurso, foi feito pelo  presidente da república anterior para os seus sigilos  que tanto criticamos, são apenas detalhes nesse inicio de governo, sem esquecer os discursos negacionista que muitos ainda postam contra as vacinas.

A  presente ilustração acima é apenas um pano da realidade para entrarmos na liturgia desse domingo que é a seguinte: Eclesiástico  15,16-21;  Salmo 118(119),  com refrão . Feliz o homem sem pecado em seu caminho, que na lei do Senhor Deus vai progredindo;  I Coríntios  2,6-10  e o evangelho de Mateus  5,17-37.

Jesus ao subir a montanha nos apresentou as bem aventuranças e na semana passada nosso papel na realidade  e hoje ele apresenta o verdadeiro sentido da nossa pratica de fé, não podemos reduzir nossa vida a fila de comunhão, a culto de adoração ou apenas a leitura da Palavra, a nossa vivência no espaço eclesial deve ecoar nas diversas realidades que temos, ser cristão não é ser cumpridor de ritos, ser cristão é uma escolha livre, é uma adesão ao projeto de amor trazido por Jesus.  Não somos santos por  participar no altar da Eucaristia,  pois  Jesus se deu e se dá aos pecadores, esse é o projeto  de Deus, uma salvação plena da pessoa humana. 

Jesus traz para o seu contexto uma radicalidade que ultrapassa a ideiada letra morta, do rito externo e de forma direta Ele crítica a hipocrisia religiosa  revelando que o sagrado é maior que  a medíocre religiosidade de muitos que fazem as adaptações no rito  Que mesmo tenha recebido un litro de óleo na cabeça ou na mão  o não cumprimento dos mandamento a pessoa esta condenada ao inferno   Diante de Padres, Bispos  que fazem do seu ministério una atividade profissional,   que foge  da justiça, que se prevalece da pseudo autoridade, ferindo a justiça  a mensagem do evangelho de hoje os reduz sua consagração a religiosos vazios do sagrado, não são melhores aqueles comerciantes que somente visam o lucro e o retorno, fazendo financeiro fazendo verdadeiras concessões para manter a clientela

Todos rezamos o Pai nosso e pedimos que Deus nos livre o do mau, mas esquecemos o quanto mal somos em nossas praticas  na sociedade, quando alguém nos pede comida, algumas vezes logo os taxamos de vagabundo, de desocupado e não  olhamos e não combatemos  as causas dessa situação, durante 4 anos um grupo se fez de cego para todas as mazelas do Brasil, conseguiram ignorar a morte de mais de 750.000 pessoas  e minimizaram tal fato com as justificativas absurdas,  ate mesmo usando a bíblia  e com isso  deixando de cumprir o não mataras, sem mencionar a política armamentista para poder ter a justa ou igual reação diante do conflito. Jesus não foi um pacifista ideológico, Ele viveu essa realidade, não matar é a lei mas não continuar  o ciclo de violência  é uma atitude coerente para aquele que diz que segue Jesus. 

O adultério que tanto se fala, vivido por muitos e aqui neste contexto de uma sociedade patriarcal onde  hoje, tentam sempre incriminar, culpa as mulheres e usam até  a religião, pastores e padres que diante do parceiro violento das mulheres de suas Igrejas  são culpados por muitos casos de violências domesticas, a grande mídia ainda aponta a mulher como um objeto,  mesmo todos os avanços, ainda encontramos pessoas que tentam justificar os estupros e violência que uma mulher sofre, não reagir a violência não nos dar direito ao pecado de omissão diante do crime que sabemos que esta ocorrendo, sempre apontando as mulheres como culpadas por crimes de cunho sexual, isso que Jesus denúncia. Se a favor da família  não nos permite a covardia e omissão ou nos torna cego e surdo quando uma mulher pede socorro.  A lei de Moisés era dura, permitia o homem dar uma carta de divorcio a uma mulher e usavam a lei religiosa para justificar tal fato. Aqui que entra a lógica da justiça de superar a hipocrisia religiosa.  

Conhecemos pessoas que não deixam de confessar para os padres seus pecados toda semana, ainda aqueles que se pudessem confessava todos os dias, sabe acreditamos sim no sacramento da confissão mas questionamos o seu valor quando mantemos estrutura injusta, o perdão dos pecados envolve  reparar o mal feito, aquele políticos que estiveram envolvidos e corrupção grandes e pequenas deve reconhecer e  reparar o mal feito, acreditamos seriamente que não tem confissão que de fato lhe perdoe o pecado, a formula sacramental não é uma desculpa para errarmos e confessar e isso que Jesus nos ordena precisamos  reparar o mal feito, antes de prestar culto ao Senhor. Aqui vale a pena recorda das ofertas e doações que muitos políticos apresentam nas comunidades de fé para serem reconhecidos e  os  lideres religiosos  o trazem na frente fazem questão de dizer  nome dos mesmos, esses  precisam fazer uma  reflexão e uma confissão publica dos seus pecados diante de toda comunidades, pois muitos desses frutos doados não vem do seu salário,  pois aqui entra a máxima  de Mateus 6,2    

O evangelho de hoje é a parte mais dura para aquele que tomam o texto ao pé da letra.  A questão de arrancar o olho, amputar a mão.  Aqui vale pena recorda um fato quando um jovem afirmando que só fazia aquilo que a bíblia mandava mas o chamamos de mentiroso, pois se fizesse de verdade  estaria sem olho e sem mão, aqui é um aceno  para os religiosos que visam o apenas o fundamentalismo,  radical e extremista, o evangelho de Jesus não tem espaço para o meio termo, o como dizia  Bento XVI, a relatividade é um mal para o século. A Igreja não é uma escrava do modismo, de uma ideologia os tão pouco de um visão partidária, a Igreja é uma Mãe e uma Mãe que defende a vida     
Em resumo Jesus no inicio do capitulo 5 fala das alegrias, dos benditos, depois ele fala como age alguém que é bendito e aqui ele traz um desafio de romper com a religião vazia, sem compromisso com a justiça e com amor, a comunidade de Mateus tem sua origem no modelo judaica e por isso que autor sagrado toma como pano de fundo  o pleno cumprimento da lei,  Jesus não foi e não é um reformador  ou tão pouco um fundador de um grupinho. Ele motiva e  dar condições para que a comunidade caminhe  dentro de um projeto, ser cristão é mais que ser frequentador de Igreja, ter  essa ou aquela consagração, ser cristão envolve uma profunda intimidade com o Deus de amor, que supera as barreiras do preconceitos, dos aproveitadores da fé  alheia e o principal esta disposta  construir  novas relações.
 Para encerra deixamos uma fala do Papa Bento XVI

 

Ø  Estimados irmãos e irmãs!

Na Liturgia da Palavra deste domingo sobressai o tema da Lei de Deus, do seu mandamento: um elemento essencial da religião judaica e também da cristã, onde encontra o seu pleno cumprimento no amor (cf. Rm[1] 13, 10). A Lei de Deus é a sua Palavra que orienta o homem pelo caminho da vida, que o leva a sair da escravidão do egoísmo e o introduz na «terra» da verdadeira liberdade e da vida. Por isso, na Bíblia a Lei não é vista como um peso, um limite opressor, mas como o dom mais precioso do Senhor, o testemunho do seu amor paterno, da sua vontade de estar próximo do seu povo, de ser o seu Aliado e escrever com ele uma história de amor. Assim reza o israelita piedoso: «Hei-de deleitar-me nas vossas leis; / jamais esquecerei a vossa palavra. (...) Conduzi-me pelas sendas das vossas leis, porque nelas estão as minhas delícias» (Sl 119, 16.35). No Antigo Testamento, aquele que transmite ao povo a Lei em nome de Deus é Moisés. Depois do longo caminho no deserto, no limitar da terra prometida, ele exclama assim: «E agora, Israel, ouve as leis e os preceitos que hoje vos ensinarei. Ponde-os em prática para viverdes e tomardes posse da terra que o Senhor, Deus dos vossos pais, vos dará» (Dt 4, 1).

Eis o problema: quando o povo se estabelece na terra e é depositário da Lei, sente-se tentado a depositar a sua segurança e a sua alegria em algo que já não é a Palavra do Senhor: nos bens, no poder e noutras «divindades» que na realidade são vãs, são ídolos. Sem dúvida, a Lei de Deus permanece, mas já não é a realidade mais importante, a regra da vida; ao contrário, torna-se um revestimento, uma cobertura, enquanto a vida segue outros percursos, outras regras, interesses muitas vezes egoístas, individuais e de grupo. E assim a religião perde o seu sentido autêntico, que consiste em viver na escuta de Deus para cumprir a sua vontade — que é a verdade do nosso ser — e assim viver bem, na verdadeira liberdade, e reduz-se à prática de costumes secundários, que satisfazem sobretudo a necessidade humana de descarregar a consciência em relação a Deus. E este é um grave risco de cada religião, que Jesus observou na sua época, mas que se pode verificar, infelizmente, também na cristandade. Por isso, as palavras de Jesus no Evangelho de hoje contra os escribas e os fariseus devem fazer pensar também em nós. Jesus faz suas as palavras do profeta Isaías: «Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão, pois, prestam-me culto, ensinando doutrinas e preceitos humanos» (Mc 7, 6-7; cf. Is 29, 13). E, depois, conclui: «Deixando de lado o mandamento de Deus, apegais-vos à tradição dos homens» (Mc 7, 8).

Também o apóstolo Tiago, na sua Carta, alerta para o perigo de uma religiosidade falsa. Ele escreve aos cristãos: «Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes, enganando-vos a vós mesmos» (Tg 1, 22). A Virgem Maria, à qual agora nos dirigimos em oração, nos ajude a ouvir a Palavra de Deus com um coração aberto e sincero, para que oriente todos os dias os nossos pensamentos, escolhas e obras.


domingo, 22 de janeiro de 2023

Um Olhar no texto de Mateus 4, 12-23. - 3º domingo do tempo comum

 A liturgia desse domingo o Evangelista nos revela o projeto de Salvação, quando apresenta Jesus,  logo após o reconhecimento de João Batista, (no domingo passado João apontou o cordeiro) e hoje o evangelho diz que ele é mais que um cordeiro.  Ele É a Luz que vencerá a grande treva e nos convida a conversão sempre. 
O evangelho esta dividido em duas partes: Jesus é apresentado e o convite aos primeiros apóstolos, que sabedores da sua missão seguem Jesus. 


domingo, 11 de dezembro de 2022

Um Olhar no texto de Mateus 11, 2-11 - terceiro Domingo do advento

 


Chegamos ao domingo róseo, à espera com alegria, saber esperar o tempo de Deus é algo complicado, as demoras de Deus, embora saibamos que Deus nunca demora em nos atender.    Iniciamos a semana com um brilho a menos para os brasileiros, afinal a seleção despachada pela Croácia, depois de um jogo de 120 minutos é algo que os milhões de técnicos de futebol no Brasil explicam com facilidade e sabedoria nunca vista e sem mencionar que o atual mandatário dos Pais rompeu o silêncio tentando traçando um paralelo sobre a sua saída, citando o apoio popular para sua possibilidade de não passar faixa para o eleito no pleito de 2022 que na segunda-feira será diplomado o presidente eleito no ultimo pleito junto com o vice em pais que ainda tem gente abraçando caminhão e ainda olhando para realidade na hora votar o teto de gastos com o furo gigante aqueles que eram contra ficaram a favor e aqueles que eram a favor agora são contra, políticos brasileiros que estão preocupados com tudo menos com o povo, vale tanto para um lado como para outro.  Há 20 dias para o ano de 2023 a imprensa fala que temos um rombo nas contas publicas,  graças atual administração do pais que vai faltar dinheiro na áreas essenciais da pátria  (saúde, educação,  INSS etc.).

Nesta realidade que somos convidados a celebrar esse terceiro domingo do Advento com as seguintes leituras: Isaías 35, 1-6a.10; Salmo 145 (146) com a resposta Vinde, Senhor, e salvai-nos; São Tiago 5, 7-10 e o evangelho São Mateus 11, 2-11

Como sempre iremos meditar o evangelho, não é que as demais leituras não mereça nossa reflexão, mas de forma geral e por motivo óbvio meditemos o evangelho, o nosso texto tem a característica refletir de forma livre é apenas um seta que indica uma possível reflexão e não temos a pretensão de impor o nosso ponto de vista ou tão pouco estamos aqui escrevendo em nome de algum grupo pastoral ou Igreja.  Estamos  nos aproximando  do Natal e nas semana passada tivemos a pregação falando da chegada do Messias e hoje temos a ação desse Messias, a exemplo de outros compatriotas de Jesus o Batista trazia em sua pregação um messias que traria o fogo, mas também realizaria sinais, curar os cegos, fazer paralítico andar, curar os leprosos, fazer com que os surdos ouçam ressuscitar os mortos e o principal anunciar aos pobres que o "Reino" da justiça e da paz chegou.

O evangelho de hoje temos duas partes. A primeira a confirmação do messianismo de Jesus apresenta aos discípulos de João a sua ação dentro da perspectiva do profeta Isaias: “os cegos veem, os aleijados andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e as boas-novas são pregadas aos pobres” e a segunda parte o reconhecimento da missão e da pessoa do Batista.   
Neste tempo de mídias sociais onde se postam tanta coisa somos chamados a refletir e checar as informações antes de repassar, foi isso que os discípulos de João vieram fazer junto a Jesus, existem milhares e Igrejas que apresentam um Cristo de acordo com seu interesse, alguns falam e valorizam o milagre narrados na bíblia, outros um Cristo ativista político e ainda aquele que trazem um Cristo líder religioso e omisso diante da realidade, mas de fato Jesus é bem maior que todas as leituras limitadas dele, Ele é uma proposta de mudança de vida e nesse caso voltamos na semana passada no texto Um Olhar no texto de Mateus 3, 1-12 - Segundo Domingo do advento que apela para nossa conversão, Jesus deve ser um presença  salvadora  e libertadora; Ele  não esta a serviço desse ou daquele grupo religioso ou político e diante de uma casta que se escondem  Jesus apresenta  seu projeto do Reino que  é a boas nova pregadas aos pobres, pois muitos pregam  um Cristo apático da realidade. Somos chamados a abrir nossos ouvidos surdos para os gritos pedindo pão de milhares de brasileiros, supera nossa cegueira religiosa, ideológica política e ver a realidade de milhares de pessoa nas filas do osso, ainda somos convidados a romper com paralisia de um sistema político engessado pelos desejos e vontades dos eleitos, romper com esse modelo de classes que usam o evangelho para benefícios próprio, ficam pregando e criticando o bife de ouro no Qatar, mas aqui na sua realidade estão preocupados em manter a sua estrutura de poder, com mesa farta e com uma visão empresarial da comunidade, visando o lucro, segundo o modelo de Judas.

João ficou em duvida sobre a pessoa de Jesus, muitas das vezes temos as nossas crises de fé, nos questionamos sobre a presença de Deus diante do câncer de uma criança, diante da morte de alguém que amamos e até mesmo diante do mal e da injustiça que muitos nos fazem.  Os fatos apresentados por Jesus é algo que respondeu os anseios dos seguidores de João e voltando as leituras do Cristo que vem no natal, não podemos esquecer que ele veio pobre, que Ele assumiu o manto dos excluídos e aqui vale a pena citar Papa Francisco:  

“Só a humildade nos abre à experiência da verdade, da alegria genuína, do conhecimento que conta”. Sem humildade, estamos “desligados”, somos excluídos da compreensão de Deus, da compreensão de nós mesmos. É preciso ser humilde para nos compreendermos a nós mesmos, e mais ainda para compreender Deus. Aceitam a humildade de procurar, de se pôr a caminho, de perguntar, de arriscar, de cometer erros... Cada homem, no íntimo do seu coração, é chamado a procurar Deus: todos nós temos aquela inquietação e o nosso trabalho consiste em não apagar aquela inquietação, mas deixá-la crescer, pois é a inquietação de procurar Deus; e, com a sua própria graça, pode encontrá-lo. Façamos nossa a oração de Santo Anselmo (1033-1109): «Senhor, ensinai-me a procurar-vos”. Mostrai-vos, quando vos procuro. Não posso procurar-vos se não me ensinardes; nem encontrar-vos se não vos mostrardes. Que eu vos procure, desejando-vos e vos deseje procurando-vos! Que eu vos encontre, procurando-vos e vos ame, encontrando-vos! ”[1]

A segunda parte Jesus apresenta João como o maior dos profetas, sabemos que João era filho de um sacerdote do baixo clero e dentro da lógica era para o mesmo ser um sacerdote, mas ele rompe com essa estrutura sendo percussor do Messias, precisamos romper com as estruturas engessadas que nos limitam.  João mesmo tendo visto o Espírito Santo de descer no batismo de Jesus, faz a pergunta essencial se ele era o Messias diante das nossas praticas de fé devemos nos questionar e refletir sobre as nossas escolhas diárias se de fato estamos fazendo a obra de Jesus ou apenas reproduzindo os ritos.

 

sábado, 3 de dezembro de 2022

Um Olhar no texto de Mateus 3, 1-12 - Segundo Domingo do advento

 

Estamos no último mês de 2022 para muitos é um ano de realizações para outros um ano que não deve ser lembrando, mas como todo ano que tem eleição para presidente, também tem copa de mundo e esse ano com gosto de festa natalina, o Brasil esta jogando e como sempre resgata o nosso orgulho de usar o verde e amarelo, sem ser confundido com uma pessoa que diz que entende de política, mas apela até para os ETs para reverter uma eleição legal, sem mencionar a viagem do filho do presidente atual com a desculpa que foi para apresentar a situação do Brasil para algumas autoridades, pior que ele ir é ele apresentar meia dúzia de pendrives dizendo que esta lá com um compromisso diplomático, talvez se ele assumisse como todo ser humano, ele esta de férias, de folga e foi lá sim para torce pela seleção, afina ele também é brasileiro, mas isso não é nada com convocação de atiradores esportivos os CACs para não permitir a diplomação do presidente e do vice eleitos no próximo dia 12 e ainda a prisão de um advogado pichador em Brasília, a Holanda e Argentina nas quartas de finais da Copa do mundo  e  nessa semana  as empresas começam a pagar a metade do 13º salário, pois nem tudo é noticia ruim, sem esquecer a eliminação da Alemanha na Copa do Mundo de futebol. Vãmos nós para liturgia desse 2º domingo do advento quando acendemos a segunda vela da nossa coroa que simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida,  (recordamos que cada vela tem um sentido) a primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva; a terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna  e  a quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvado. (Leia  sobre a coroa do advento)

As leituras de hoje neste domingo: Isaias 11, 1-10; Salmo 71 (72) com a resposta: Nos dias do Senhor nascerá à justiça e a paz para sempre; Romanos 15, 4-9 e  Mateus 3,1-12[1] que vamos nos aprofunda,  sem intenção de impor uma linha de reflexão, faça também sua meditação partindo dos  quatro pressupostos:  texto, contexto, pretexto e a nossa realidade vivida e nesse contexto  João Batista é apresentado  como um homem vestido com roupas rústicas sem a preocupação de morar em palácios, sendo antagônico aos lideres religiosos que dizem falar em nome de Jesus com pregação  dienheristas e  com vestes caríssimas  ostentando um autoridade através de imagens e  cascas de mãos dadas com o poder deste mundo, revelando mais de fariseus que de fato discípulos de Jesus Cristo, sem nenhum compromisso com o “Reino”  não deixe de o texto da 1ª semana do advento

O evangelho de Mateus traz para nós o projeto e um “Reino” sendo oposição à ideia de um império que impõem a força sua presença. O projeto anunciado por João para quem ouve é algo que assusta, pois a sua fala contra a hipocrisia religiosa que também hoje se apresentam em nossas comunidades, condições que muitas das vezes os cristãos invocam para si, por participar de cultos, por ter essa ou aquela posição dentro da comunidade, e ainda a preocupação de João não era esta de mãos dadas com os grandes do seu tempo. João Batista não invoca para si o protagonismo ou tão pouco uma posição maior apontando o papel de Jesus, anunciando uma solução escatológica para aqueles que se acham maiores ou melhores que outros. A mensagem da liturgia de hoje é que precisamos nos converte e não adianta ter todos os sacramentos da Igreja, ler a bíblia, rezar etc. O convite do Batista é para rompimento de uma espiritualidade ritualística, normativa e construir uma nova cultura superando o discurso de ódio e da pratica de fé que escravista fanática e de estrelismo. Precisamos estar antenados com toda a mensagem do evangelho de Mateus que nos chama para vivermos a pratica do Reino, onde somos todos filhos do mesmo Pai, amados igualmente independente das nossas opções políticas, religiosas etc.

  


João é apenas uma seta que aponta o Cristo, ele é o instrumento de preparação e toda sua pregação envolve as figuras do deserto um lugar de manifestação do Deus Libertador, as sua vestimentas remete a figura de Elias (Reis 1: 8) com o seu modo de vida e sua relação com a multidão que necessita de uma liderança profética e o ele representa o pregador que rompeu com a estrutura de poder do templo, pregando no deserto, questionando aqueles que estavam na direção do templo. João representa uma oposição à hipocrisia religiosa, a sua mensagem de conversão ainda hoje deve ecoar em nossos corações e hoje  anunciada  a vinda de Jesus  no tempo   litúrgico do advento nos preparamos para o natal de 2022 anos após o nascimento de Jesus.

A maior qualidade de João era ter consciência do seu papel como percussor de Jesus e assumir esse papel com vocação de sua vida e missão fazendo sempre a vontade de Deus, não tem medo de ser duro não esta preocupado e ter plateia ou seguidores fanatizados lhe dando razão e aqui ele anuncia o batismo de fogo sendo antagônico ao batismo de água que ele fazia.

Sabemos que a simbologia do fogo trazida no texto aqui remete ação de Deus com o batismo, o fogo sempre é vista como uma revelação de Deus nos tempos bíblicos, mas também aparece na escatologia como ação purificadora de Deus: Jó 21, 18Salmo 1, 4Isaías 17,13Oséias 13,13. Isaías 5,24; 41,152 Tessalonicenses 1,8-9 ; Marcos 9,48  e Mateus 25,41 .

Texto

Fato (Revelação de Deus)

Êxodo 3,2

 A sarça ardente onde Deus se revela a Moises

Ezequiel 1,4, 13

A glória de Deus se revela

2 Reis 6:17

A presença de Deus

Deuterônimo. 4,24

 A santidade de Deus

Zacarias 13, 9

 O julgamento de Deus

Isaías 66,15-16

 A ira de Deus contra o pecado

Mateus 3,11 e Atos 2, 3.

A imagem da Terceira Pessoa da Trindade

 

Esta chegando o Natal e esse texto nos ajuda a pensar nas nossas hipocrisias religiosas e serve para nos alerta que Deus sabe das nossas trapaças de uma oração sem compromisso com a vida, uma religião do emocional longe da realidade de um país de 33 milhões de pessoas que passam fome, dos milhares de desempregados e todos os excluídos abandonados ao longo do caminho.  Os canalhas que usam a religião para viver no luxo com culto das aparências sempre estarão em nosso meio e João anuncia que sua hora irá chegar, não adiantará invocar a filiação ou condição para escapar do juízo de Deus.



[1]  O Texto também aparece nos sinóticos Mc 1.1-8; Lc 3.1-20 e você percebe o traços em Jo 1.19.28


sábado, 29 de outubro de 2022

Um Olhar no texto de Lucas: 19, 1-10; 31º Domingo do Tempo Comum

 

Neste domingo que  o povo Brasileiro tem um  compromisso de construir  um pais melhor,   no meio de um feriadão. Como cristãos temos um compromisso cidadão, embora observando grupos que falam em  agir com violência  se por acaso seu candidato perder, isso  nos causa certa  preocupação, diante da realidade de um ex-deputado que recebe  a policia a tiros,  fazendo o  lançamento de granadas e ver que indignação ficou para poucos. Ainda temos  o uso da mentira e a pregação do ódio, que  fez  até  o Papa Francisco se manifesta na  Catequese de quarta-feira  pedindo para Mãe Aparecida que nos ajude,   falando na Mãe Negra de Aparecida  recordamos que no ultimo domingo estivemos lá no Santuário Nacional em um ato de desagravo,  rezamos pela Pátria  fizemos um manifesto contra o comportamento dos seguidores de um certo candidato,  que estiveram no santuário e entraram em conflito com a imprensa.  Destacamos que  foi um momento de  oração animado e organizado pelo Conferência dos  Religiosos do Brasil e o Conselho Nacional do Laicato do Brasil   reunindo cristãos do Rio de Janeiro, Minas e São Paulo, sobre o lema: Pela paz, pela vida plena e democracia, destacamos que em nenhum momento foi citado o nome de um candidato seja de um lado ou de outro.   Agora chegou o domingo que o nosso gesto concreto se faz necessário, depositaremos um voto com esperança de uma Mãe Pátria que de fato cumpra seu papel, que aquele que foi eleito tenha compromisso pleno com os mais pobres e que  saiba que ele esta dentro do Pais, nesta realidade,  temos 34 milhões de brasileiros  que passam fome, um numero maior que toda  população da   Venezuela ( 28 milhões).  Por isso nosso voto consciente para que a Pátria cumpra seu papel, sendo mãe, que o patriotismo não seja um modismos para defender nossos egoísmos e interesses de um grupo que tem sua mesa farta.


Então vamos para a nossa reflexão dominical a liturgia desse domingo é a seguinte:  Sabedoria 11,22-12,2; Salmo 144(145) com o refrão: Louvarei para sempre o vosso nome,
Senhor meu Deus e meu Rei; 2 Tessalonicenses  1,11-2,2 e evangelho é Lucas 19,1-10 que iremos  refletir  neste domingo eleitoral.

Recordamos que na semana passada  Jesus nos apresentou dois personagens o publicano e fariseu  no texto de Lucas: 18, 9-14 do 30º Domingo do Tempo Comum.   Jesus esta próximo  de Jericó uma cidade próspera (devido à produção de bálsamo),  com seus belos jardins e palácios (graças a Herodes, o Grande, que fez de Jericó a sua residência de inverno). Era uma importante rota comercial, o lugar das oportunidades, que devia proporcionar bons negócios.  Jesus  já tinha anunciado aos doze que ele iria sofrer  e logo na entrada cura um cego e sua entrada  na cidade que era o ultimo ponto antes de Jerusalém se torna um evento,  contando  com uma grande multidão.  Aqui Ele revela o  universalidade do amor de Deus.

O publicano ou cobrador de  imposto era uma pessoa  proibida de participar do culto, pois estavam a serviço dos dominadores e devido seu contato com o dinheiro e com os pagãos  eram vistos como impuro, por isso que no domingo passado o publicano não ousava entrar  ou se aproximar do altar no templo e hoje temos um publicano que recebe Jesus e sua casa.   No novo testamento temos dois publicano que  conviveram diretamente com Jesus.  Mateus e Zaqueu (o segundo  tem o nome que significa inocente ou puro)  e sabemos que ambos eram excluídos por causa do seu trabalho, mas Jesus fez o primeiro seu discípulo e hoje neste evangelho ele se encontra com Zaqueu  um pecador, marginalizado e desprezado pelos seus patrícios, que se encontra com Jesus e  n'Ele  consegue ver o rosto do Deus que  o ama,  talvez nos falte essa visão que Deus nos ama. Jesus se convida para jantar  na casa de dele.  Zaqueu recebe com alegria e pela sua profissão de fé e compromisso de mudança de atitude,  é chamado  a sentar-se à mesa do "Reino", deixou a pratica do  homem egoísta, abraçou o amor de Deus e se transformou em  um homem generoso, capaz de reconhecer seus erros  e assumindo  que irá  partilhar os seus bens.

Jesus olha para Zaqueu e o  chama pelo nome demonstrando que Deus nos vê , e não considera  os nossos pecados como muitos assim o fazem, ele não aponta para nossas mazelas e falhas, o seu amor é incondicional.  Ele esta além da lei, Lucas traz sempre essa vertente, do pecador que retorna para  comunhão com Deus.  No momento que pregamos que Deus é amor, mas ousamos ter o comportamento de exclusão, não demonstramos um empatia ou um mínimo de acolhida com aqueles que estão ao longo do nosso caminho estamos sendo apenas fariseus dos tempos modernos. Infelizmente muitas vezes agimos contra o evangelho, ate dentro das  nossas Igrejas como  o fariseu  da semana passada.  Sempre  estamos  fiscalizando a moral alheia e a acolhida de Zaqueu que  acolhe Jesus em sua casa e ali faz um voto de mudança de atitude, voto que devemos fazer todos os dias, de sermos melhores uns para com os outros. Neste tempo eleitoral tivemos candidatos se declarando pardo para obter vantagens para obter vantagens da lei, como também  alguns políticos que fazem do altar um palanque eleitoral com a benção dos pastores, padres e bispos que querem o povo silenciado  e vice e versa.

Somos todos chamados a combater nossas inclinações para o egoísmo, a exclusão e tudo aquilo que reflete o homem velho, não podemos ser  os mesmos depois de nos encontrados com Jesus, não podemos a exemplo dos fariseus,  nos escondermos no véu da religião.  Nos últimos tempos temos muitos  cristãos tem  feito de tudo para defender as suas ideologia  políticas, o seu candidato  se esquecendo de testemunhar o projeto do Reino dos céus.  Deus nos convida a sermos um outro Cristo que acolhe a todos, sem preconceitos  e essa é mensagem desse evangelho. Jesus podia entrar na casa dos religiosos,  dos oficiais ou dos comerciantes com prestigio,  mas Ele escolhe ir ate  a casa de Zaqueu, um pecador público.

O autor fala que Zaqueu subiu em uma figueira  para ver Jesus e  ainda fala que ele era um homem rico e na naquela multidão ele era mais um, talvez nos falte essa  humildade de saber que na comunidade somos apenas mais um. Que para ver Jesus precisamos subir na figueira da oração, da penitência, do silencio e da leitura diária da palavra de Deus. Não somos melhores por ainda podermos entrar na fila da comunhão em nossas Igrejas ou tão pouco por ocupar um cargo de direção na comunidade, somos apenas parte de um todo,  que forma o Povo de Deus. Precisamos  nos esvaziar dos nossos acúmulos para permitir que Jesus entre e sente a mesa conosco como diz o Apocalipse de São João  3,20.

·        Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo.

Jesus ao sentar-se a mesa como Zaqueu se torna impuro pela lógica da religião,   mas lógica de Deus é bem maior e com isso ele resgata e converte aquele que outrora era um pecador publico, que o evangelho de hoje nos inspire ser um novo Zaqueu acolhendo Jesus e revelando o Cristo ao mundo acolhendo todos os Zaqueu que estão  no nosso caminho para Jerusalém celeste