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sexta-feira, 10 de março de 2017

Leonardo Boff fala da Encíclica do Papa Francisco

·         No  sábado 4 de março a Diocese de Nova Iguaçu realizou a abertura Diocesana da CF 2017 (Campanha da Fraternidade 2017). Contaou com a presença do grande Teólogo Leonardo Boff e abaixo transcrevemos  a sua fala.  Antes das criticas aqueles que   formaram um conceito sobre o referido  teólogo o mesmo sofreu uma senteça de silêncio por um ano a alguns anos atrás. A questão da heresia ou excomunhão é algo questionável pois o Papa Francisco o chamou como um dos consultores para  a encíclica citado na presente fala. BOA LEITURA E SE QUISER  PODERÁ ACESSAR  O DISCURSO EM VÍDEO NO LINK: Reflexão da CF 2017

Se o Papa o escuta, quem somos nós pra não ouvi-lo também?

DNonato
Dom Luciano   com Leonardo Boff

Meus Irmãos e minhas irmãs quero saudar antes de tudo, o Dom Luciano que é o pastor cujo o bom humor de sua relação com povo, pude escutar da boca de muitos. Não quero deixar de me referir a Dom Adriano Hipólito um grande amigo, um pastor e um profeta, patrimônio espiritual de toda Baixada, quero saudar os irmãos sacerdotes, religiosos e religiosas. Estou impressionado com a multidão de gente que se perde lá pelos, pelos campos e muito feliz que aceitaram pensar esse grande tema: do cuidado de nossa casa comum, que é o tema da encíclica do Papa. Essa encíclica que não é dirigida aos cristãos, é dirigida a toda humanidade porque o papa se deu conta que o sistema Terra e sistema vida, estão sobre grande risco porque nunca talvez na história da humanidade.
A carta da terra que é um documento parecido com laudato si a encíclica do papa, documento que o papa cita que foi um dos primeiros a pensar a globalidade do problema da terra, fazendo uma consulta no mundo inteiro, eu participei dessa consulta e da redação junto com Gorbatchov e outros grandes A primeira frase dessa carta diz o seguinte: Como nunca antes na história a humanidade corre o risco, e ela deve toma, ela deve fazer uma opção. A opção é essa, o cuidar um do outro ou então aceitar a destruição nossa como seres humanos e a destruição da diversidade da vida. O Papa tomou muito a sério essa advertência, por isso escreve a encíclica. Muitos dizem que é uma encíclica verde, não é uma encíclica verde é uma encíclica da ecologia integral, ele não só se ocupa do meio ambiente. A ecologia ambiental que é importante, cuidar da natureza, da base fisioquímica que sustenta a vida, mas ele entra na ecologia social, relações humanas injustas, o grito dos pobres, que nos pede que sempre articulemos juntos o grito da terra com o grito dos pobres e criar uma sociedade com novos hábitos. Por 35 vezes ele fala de transformação, conversão do modo de produzir, do modo de distribuir os bens, do modo de consumir com a ecologia social que trata da convivência humana. E como nós seres humanos nos relacionáramos com a natureza e com a terra, não dominando-a, explorando-a, mas agindo em sintonia com o ritmo da terra.
Cuidando dos seus bens e serviços, Ele vai mais longe, aborda a ecologia mental, educacional, oque se passa na nossa mente. Porque todas as coisas nascem aqui dentro, nossos olhos as relações agressivas com a natureza, com os animais, nasce em nossa mente. Então, a conversão ecológica começa com a gente mesmo, trocando nosso olha sobre a terra, sobre a natureza, não como um meio de produção, mas a terra como mãe, como casa comum. Quando falamos em terra simplesmente podemos comprar, vender, cavar fazer mil coisas com a terra. Agora quando dizemos Mãe Terra ai é a veneração o respeito, o cuidado que temos para com as nossas mães, por isso é importante consideram a Terra como Mãe Terra. O dia 22 de abril é sempre o dia da Terra, houve uma grande discursão na ONU depois de muitos anos, de passar do dia terra para o dia da mãe Terra, eu participei dessa discursão, pude falar para assembleia. Primeiro foi presidente da Bolívia que é um grande indígena, que representa as nações indígenas, ele começou o discurso impactante dizendo; “EU VENHO DE JOELHO PEDIR A TODOS VOCÊS, QUE NÃO MALTRATEM MAIS A MÃE TERRA, PORQUE ELA ESTA SANGRANDO E SOFRENDO, PORQUE AS ÁGUAS GRITAM, OS RIOS GRITAM, OS ANIMAIS GRITAM, AS FLORESTAS GRITAM E A TERRA GRITA. POR ISSO PEÇO A VOCÊS QUE TENHAM CUIDADOS COM ESSA MÃE TERRA”. Depois coube a eu falar e trouxe o argumento melhores que eu podia, o único argumento que vi que aceitaram, foi o aquele que disse agora aqui; “QUE A TERRA MESMO SENTIMENTO QUE TEMOS PARA COM AS NOSSAS MÃES DE AMOR, DE VENERAÇÃO E CUIDADO, DEVEMOS TRANSFERIR PARA MÃE TERRA, NÃO HÁ OUTRA RELAÇÃO”. Ai todos aplaudiram e a votação foi unanime, oficialmente agora, a part
i da ONU daqueles 192 países, lá estavam representados, A Terra é a Mãe Terra.
Agora eu creio que o Papa captou isso, que em muitas vezes fala no seu texto da Mãe Terra, e ponto culminante da encíclica não só fala do ambiente, não só fala da sociedade, não só fala da mente; fala da espiritualidade. Espiritualidade é aquele conjunto de condições e valores que nos acompanha ao longo de toda vida e que dão sentido transcendente a nossa passagem por esse mundo. Ai o Papa diz explicitamente que devemos ter uma paixão e um cuidado para com a nossa Mãe Terra, devemos ter uma mística que nos anima e nos provoca cuidar de toda criação boa de Deus. Se não tivemos essa espiritualidade nós não sentiremos animados a sair para proteger as plantas, cuidar das aguas, cuidar dos nossos solos para que não sejam envenenados, do ar para que não seja poluído, por isso que encíclica incorpora algo muito importante, que não se encontra nas ciências hoje, ele incorpora a inteligência cordial o sentimento profundo, muitas vezes ele diz “sintam como nosso a dor da terra, a dor dos animais, outras vezes ele fala com profundo afeto sintamo-nos como irmãos e irmãs do irmão sol, da irmã lua, do irmão rio, da irmã montanha e Mãe Terra.” Então ele provoca o coração humano, não basta razão. A razão apenas ver, se ela ver alguém morto na rua, ela diz mais um morto. Agora quando digo esse que esta na rua é meu irmão é meu pai, tudo muda porque não é a cabeça é o coração que se move.
O Papa provoca em todos nós, temos juntado com a razão intelectual que precisamos, com a ciência, com a técnica mais que tudo pela razão cordial, a razão sensível que sente a dor dos mais vulneráveis, sente a terra como mãe, Que ai se move com uma mística poderosa para cuidar dessa herança sagrada que Deus nos colocou no Jardim do Éden, para sermos os cuidadores, e até hoje o maior biólogo vivo que criou a palavra biodiversidade Eduardo Wilson, um americano Hayward. Escreveu um belíssimo livro “O futuro da vida” que diz que nós nos transformamos no satã da Terra, quando somos chamados a ser o anjo bom, então faz um alerta, “SE NÓS NÃO CUIDARMOS”, PODEMOS CHEGAR ATRASADOS E CONHECER O ARMAGEDON, ISSO É UMA GRANDE CRISE ECOLOGICA SOCIAL, QUE PÔEM EM RISCO A VIDA NO PLANETA “
 Toda luta hoje dos cientistas dos governos, infelizmente o trup e contra isso. De não chegarmos a 2 graus, estamos perto de 2 graus célsius. Com 2 graus célsius muitos seres vivos não se adaptam, não conseguem sobreviver. Hoje, por hoje diz esse biólogo por ano estão desaparecendo entre 70.000 e 100.000 espécies de seres vivos. Depois de milhões de ano que viveram entre nós, não conseguiram se adapta as mudanças climáticas, estão desaparecendo. Aqui vem a advertência dos grandes nomes da Ecologia, até da comunidade cientifica norte-americana. Mandaram o documento lá em Cancun, eu estava presente lá dizendo: “NÓS NÃO PODEMOS PERMITIR QUE NOS PRÓXIMOS 10 A 15 ANOS A TERRA CONHEÇA O AQUECIMENTO ABRUPTO, QUE DE 1,8, 2 GRAUS, PASSE A quatro Á 5 GRAUS CELSIUS”. COM ESSA TEMPERATURA AS FORMAS DE VIDA QUE CONHECEMOS NÃO VÃO SUB-EXISTIR E GRANDE PARTE DA HUMANIDADE VAI DESAPARECER. COMO TEMOS TECNOLOGIA E CIÊNCIAS PODEMOS CRIAR ILHAS, PORTOS DE SALVAÇÃO ONDE ALGUNS MILHÕES SE SALVAM, MAS NÓS PODEMOS NÃO ESTA MAIS AQUI. A TERRA CONTINUARÁ MAS PODE CONTINUAR SEM NÓS.”
O Papa faz esses apelos por isso a importância de nós estudarmos essa encíclica, um verdadeiro manual de ecologia. Os grandes nomes da Ecologia como Edgar morem como vários americanos dizem: “COM ESSA ENCÍCLICA O PAPA SE COLOCA NA PONTA DO DISCURSO ECOLOGICO MUNDIAL”. Se coloca na ponta como aquele profeta, aquele pastor que ama vida, que ama os seres humanos e em especialmente os mais vulneráveis, em nome deles convoca a humanidade para uma profunda conversão ecológica, não basta a conversão do coração, a parti do coração definir uma nova relação com a terra e com a natureza. Não com o punho cerrado como quem domina, mas com a mão estendida como a caricia essencial, com as mãos que se entrelaçam para uma aliança de proteção com tudo aquilo que existe e vive.
Então, meus irmãos e minhas irmãs é importante a essa campanha da fraternidade para suscitar em todos os cristão, todas as pessoas de boa vontade que entram nesse diálogo, despertar a consciência de nossa responsabilidade, só quero dá um exemplo antes de terminar.
No ano passado e no outro ano todos nós assistimos o fator dramático da falta de água no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, dramático porque obrigavam muitas pessoas inclusive a imigrar. O nosso maior cientista nessa área Antônio Nobre que é um dos grandes nomes brasileiro da ciência ecológica, escreveu um livro com o titulo “RUMO AO MATADOURO” e ela vai explicar porque houve essa seca imensa, essa falta de água no Rio, São Paulo, Belo Horizonte e cidades vizinhas, diz: “PORQUE NÓS DESMATAMOS DEMASIADAMENTE A AMAZÔNIA, CADA ÁRVORE QUE TEM UMA COMPA DE 10 METROS, ELA IMITE POR DIA 1000 LITROS DE UMIDADE, OS CHAMADOS RIO VOLANTES, ESSA UMIDADE CAI SOBRE O CERRADO E NO CERRADO FORMA AS NUVENS E VEM PARA O SUL E PARA NORTE VEM A ÁGUA. DIZ, NÓS ATACAMOS OS DOIS POLOS ALIMENTADORES DA UMIDADE A AMAZÔNIA E O CERRADO”
O cerrado como vocês sabem esta até no livrinho, é uma Amazônia ao reverso, ela cresce para baixo não para cima é o território mais velho da humanidade. Como, quando tudo era um grande oceano as primeiras terras emergem, emergiram foram essas do centro do Brasil. Por isso é uma terra ultra já gasta, ultra velha que dificilmente pode ser recuperada, mas árvores retorcidas, tem as raízes 5, 10 e até 30 metros e elas que alimentam os rios subterrâneos. Como vocês sabem o cerrado é grande caixa d’água onde nascem os principais rios brasileiros. Agora, você trás o agronegócio: planta soja, corta aquelas plantas, a soja, o girassol não tem uma raiz mais que 5 a 7 centímetros. Então, a agua que vem da Amazônia vem para o cerrado e não consegue penetrar lá em baixo e alimentar nossos rios: O São Francisco, o Paraná todos eles os principais que que correm no Brasil estão secos, estão diminuindo cada vez mais. Então, se nós não cuidarmos disso dizem eles: “ ESSA SECA, QUE VÃO ATINGIR OU ATIGIRAM JÁ ESSA CIDADE, PODEM SER PERMANENTE CADA TRÊS QUATRO ANOS. ENTÃO PRECISAMOS CUIDAR DO CERRADO, DA AMAZÔNIA”. Talvez a coisa melhor que podemos fazer, eu vi ai, pessoas que estão trazendo suas plantinhas para plantar, talvez o maior presente que podemos dá a uma pessoa, é uma plantinha. Porque plantando uma arvore, nós resgatamos a umidade do chão, ela puxa a água, com a fotossíntese ela nos dá o oxigênio, ela nos dá sombra, nos da flor, nos dá os frutos. A árvore é que mantem o grande equilíbrio dos climas do planeta, então a importância de reflorestarmos, mantermos essa, essa mata belíssima nessa montanha em todas as partes, onde pudermos plantar uma planta. Cuidar da água, porque os dois maiores problemas hoje da humanidade é: falta de água potável e o aquecimento global. 
Dom Luciano Bergamin e Leonardo Boff

O presidente da FAO que é um brasileiro Francisco Graziano ele disse no RIO +20: “O NOSSO MEDO, QUE É PAVOR. QUE HAJA UM CRUZAMENTO AO NIVÉL DO MUNDO, ENTRE A FALTA DE ÁGUA E O AQUECIMENTO GLOBAL. SE ISSO OCORRER SERÁ UMA CATASTROFE PARA A HUMAMIDADE. SE PERDERÁ UMA SAFRA HAVERÁ PELO MENOS 60 A 100 MILHÔES DE PESSOAS, QUE DEVERÃO IMIGRAR PARA PODER SOBREVIVER. DEIXAR SUAS TERRAS, SUAS CASAS, INVADIR OS DEMAIS PAÍSES, SERÁ UM GRANDE PROBLEMA POLITICO”. Ele fez um chamado às nações presentes ai, que já se preparassem politicamente para esse eventual desastre, porque mais perigoso que o aquecimento é a falte de água potável. De toda água que existe, só 3% é doce e acessível ao nosso consumo é só 0,7%. Se falta essa água não há vida, porque a água é um bem natural para mundo indispensável, sem a qual nós não vivemos, as árvores não vivem não há vida nesse planeta. Então nós temos que cuida das nossas águas, não poluí-la, não gasta demasiado água, cuidar das plantas que alimentam as águas, cuidar de tudo, não queimar nada, para que não se aumente o, não se aumente o aquecimento global. 
Leonardo Boff

Quero terminar para não cansar vocês todos que estão de pé ai, pra dizer vamos aproveitar esses 40 dias para pensar, no futuro da vida no planeta. Especialmente a vida daqueles que mais vulneráveis são, que são os pobres que não tem acesso água, que moram em condições inóspitas ou ruins, que tem esgoto em céu aberto, que não tem água purificada. Pensar em todos esses e fazer alguma coisa, se propor a ter um cuidado com tudo aquilo que existe e vive. Porque o cuidado é a palavra essencial, tudo aquilo que nós amamos nós cuidamos e tudo aquilo que nós cuidamos nós amamos. Hoje devemos cuidar da Mãe Terra, cuidar dos biomas, sobe aquelas regiões com seus, suas singularidades, cuidar de tudo aquilo que existe e vive, porque essa é a nossa missão escrita lá em gênesis 2 “DEUS NOS COLOCOU AI, PARA GUARDAR E CUIDAR DO JARDIM DE EDÉN, ESSA TERRA TODA”
Qual é o desafio? Dessa vez não há uma Arca de Noé que salve alguns, que deixe perecer os demais, ou nos salvamos todos ou perecemos juntos lentamente todos. Mas nós, temos esperança com a encíclica do Papa que diz: “NÓS TEMOS CIÊNCIA, NÓS TEMOS TECNOLOGIA, TEMOS ESPIRITO CRIATIVO. MAS QUE TUDO TEMOS ESPIRITO, QUE O GRANDE SOBERANO AMANTE DA VIDA.” Três vezes ele cita esse texto: O SOBERANO AMANTE DA VIDA não vai deixar essa vida que foi eternizada por Jesus que assumiu essa vida, por Maria que viveu entre nós cheia do Espirito Santo, que essa vida se acabe miseravelmente. Termino com a última frase do Papa que diz: “IRMÃOS E IRMÃS SIGAMOS CANTANDO, QUE AS PREUCUPAÇÕES E OS PROBLEMAS COM A NOSSA TERRA, NÃO NOS TIRE A ALEGRIA NA ESPERANÇA” 
Muito obrigado.

Leonardo Boff

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Leonardo III em o "Pedido"


Não estamos longe do tal romantismo cantando nas letras e melodias de outrora, a prova maior  que  precisamos imortalizar é  esse momento na vida desse casal de namorados membros do Movimento de Cursilhos da Diocese de Nova Iguaçu - RJ. Aqui  temos o momento do grande pedido no fim do 129º/11º Cursilho Feminino com Jovens.  é muito emocionante valeu Leonardo!   

sábado, 25 de março de 2023

Um Olhar no texto de João 11,1-45; 5º domingo da quaresma

 


Estamos  no 5º domingo da quaresma e na  próximo já estaremos  celebrando a semana das semanas e  olhando para realidade  temos ai uma fala do atual presidente que recordou o discurso do ex com palavras  nada publicáveis, mas também foi nessa semana que tivemos a queda de braço entre  o Banco Central e atual onde se percebe claramente que o BC esta a serviço de uma minoria  que concentra a riqueza do Brasil e sem deixar de fora que durante essa semana a Policia Federal independente  que frustrou um possível sequestro do ex-juiz, ex-ministro da Justiça e atual senador  que tenta fazer discurso de acusação como sempre sem prova. Mas vamos lá, dia 30 de  março  o Embusteiro disse que vem ai.  Em resumo uma semana cheia de emoções  para  todos os gostos, vamos para a liturgia desse domingo.
As leituras são as seguintes: Ezequiel  37,12-14; Salmo 129 (130) com o refrão: No Senhor está a misericórdia e abundante redenção;  Romano  8,8-11, e evangelho de João  11,1-45.   A proposta de hoje da liturgia  nos apresenta  a ressurreição como base para os seguidores de Jesus. Hoje temos todo o capitulo 11 de João  com a narrativa da ressurreição de Lazaro o seu amigo revelando para todos quem de fato Ele era,  o Messias esperado. O evangelho de João também é conhecido como o livro dos sinais começando com o milagre de Caná e encerra  com a ressurreição de Lazaro em Betânia a 3 km  onde ele faz catequese da vida. Aqui pedimos uma parte para refletir como nos sétimos triste quando não estamos juntos com os amigos na hora de um funeral de um parente e aqui o autor fala que  já teria ocorrido a 4 dias o falecimento sendo o único evangelho que narra tal fato.

Diante da realidade da morte o evangelho hoje nos chama para  comunicarmos a vida e podemos dividir esse texto em 4 partes

1ª parte:

 João 11,1-16

O texto inicia falando da doença de Lazaro e termina falando da morte do mesmo.  Aqui temos uma comunidade Apostólica que não percebe ainda a missão de Jesus e chega ao ponto de apresenta  uma realidade de perseguição e até mesmo de uma possível reação

 

2ª parte:

João11,17-29

Jesus encontra a Marta que não espera Jesus chegar e ali faz sua profissão de fé e volta pra comunicar sua irmã que Jesus estava a caminho e também faz sua profissão de fé e é seguida pelos religiosos presentes no funeral

3ª parte:

João: 11,30- 37

Jesus procura saber onde estar o corpo  e  pede para remover a pedra e se emociona diante da realidade revelando sua profunda amizade aqueles seus amigos e

4ª parte:

João 11-38-45

 

Se percebe o deboche dos fariseus diante do fato e Jesus pergunta onde esta o tumulo, e ali se percebe a falta de fé, pois todos  falam do mal cheiro do corpo de lazaro, pois já tinha passado 4 dias, mas diante do desafio removem a pedra.  E lazaro sai do sono da morte com o chamado do Senhor.

Diante dos mortos nas diversas realidades que vivemos somos convidados a  abrir e chamar para vida, a morte pode ser social para aqueles que estão nas dependências químicas, no desemprego  e outras mortes que fechamos os olhos   e aqui  recordamos São Oscar Romero que celebramos  a data do seu martírio  no dia 24 de março. Ele  denuncia uma religião sem comunhão com a vida pregada por Jesus: 

  • “Uma religião de missa dominical, mas de semanas injustas não agrada ao Deus da Vida. Uma religião de muita reza, mas de hipocrisias no coração não é cristã. Uma Igreja que instala só para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, porém que não ouve os clamores das injustiças não é a verdadeira igreja de nosso Divino Redentor.”[1]
E ele nos   traz para nossa reflexão uma  meditação do papel da igreja :

  •  "Quando lutamos pelos direitos humanos, pela liberdade, pela dignidade, quando sentimos que é um ministério da igreja Para se preocupar com aqueles que estão com fome, pois aqueles que não têm escolas, para aqueles que são privados, não estamos partindo da promessa de Deus. Ele vem nos libertar do pecado, e a igreja sabe que as consequências do pecado são tais injustiças e abusos. A igreja sabe que é salvar o mundo quando se compromete a falar também de tais coisas."

Em resumo ser Igreja é remover as pedras  que sepultam os 33 milhões de famintos, os 14 milhões de desempregados e aqueles escravizados pela rede de juros ditados pela economia.  Lazaro que esta doente, Lazaro que esta na sepultura é uma realidade que não queremos ver. No batismo recebemos a graça da vida eterna que receberemos segundo a nossa profissão de fé com a nossa ressurreição e devemos ser agentes de ressurreição, chamando  Lazaro para fora dos túmulos. Lazaro, Maria e Marta eram irmãos e    autor faz questão de ressaltar essa linha parental, demonstrando a relação fraterna aqui  voltamos a dos textos que  convidamos todos a leitura  o primeiro é: Como se faz uma hermenêutica II. A ressurreição de Lázaro  e segundo é uma fala de Leonardo Boff que nos pede para olhar para outro e para natureza   como irmão e irmã: Leonardo Boff fala da Encíclica do Papa Francisco em resumo a relação empatia ao sofrimento do outro.  Que sejamos um Cristo ressuscitando os mortos.

Encerramos como um texto desse domingo  com a fala  do Papa Francisco[2]: 

  • "Aqui constatamos diretamente que Deus é vida e dá vida, mas Ele assume o drama da morte. Jesus poderia ter evitado a morte do seu amigo Lázaro, mas ele quis fazer sua a nossa dor pela morte de entes queridos, e acima de tudo ele quis mostrar o domínio de Deus sobre a morte. Neste trecho do Evangelho, vemos que a fé do homem e a omnipotência de Deus, do amor de Deus procuram-se e, por fim, encontram-se. É como um caminho duplo: a fé do homem e a omnipotência do amor de Deus que se procuram,  no final encontram-se. Vemo-lo no grito de Marta e de Maria e de todos nós com elas: «Se Tu estivesses aqui!». E a resposta de Deus não é um discurso, não, a resposta de Deus ao problema da morte é Jesus: «Eu sou a Ressurreição e a Vida... Tende fé! No meio do choro continuai a ter fé, mesmo que a morte pareça ter vencido. Tirai a pedra do vosso coração! Que a Palavra de Deus restitua a vida onde há a morte». Ainda hoje Jesus nos repete: «Tirai a pedra».   Deus não nos criou para o túmulo, Ele criou-nos para a vida, bela, boa, alegre. Mas «a morte entrou no mundo por inveja do diabo» (Sb 2, 24), diz o Livro da Sabedoria, e Jesus Cristo veio para nos libertar dos seus laços. Por isso, somos chamados a remover as pedras de tudo o que cheira a morte: por exemplo, a hipocrisia com que se vive a fé é morte; a crítica destrutiva dos outros é morte; a ofensa, a calúnia, é  morte; a marginalização dos pobres é morte. O Senhor pede-nos para remover estas pedras do coração, e a vida então florescerá novamente ao nosso redor. Cristo vive, e aquele que o acolhe e adere a ele entra em contacto com a vida. Sem Cristo, ou fora de Cristo, não só a vida não está presente, mas cai-se de novo na morte. A ressurreição de Lázaro é também um sinal da regeneração que se dá no crente através do Batismo, com plena inserção no Mistério Pascal de Cristo. Pela ação e poder do Espírito Santo, o cristão é uma pessoa que caminha na vida como uma nova criatura: uma criatura para a vida e que vai em direção à vida."

Que Deus nos Ajude!!!




[1] Dom Óscar Romero (04/12/1977)

[2] Domingo, 29 de março de 2020

terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Teologia da Libertação: A ‘Heresia’ que Incomoda Quem Cultua o Ódio

 
A Teologia da Libertação, frequentemente mal interpretada ou caricaturada, não é invenção ideológica, mas leitura encarnada da Escritura e da tradição da Igreja diante das estruturas que oprimem a vida humana. Ela encontra sua raiz no Deus libertador do Êxodo, que escuta o clamor do povo escravizado e envia Moisés para conduzir a libertação (Ex 3,7-10). Nos profetas, encontramos gritos semelhantes: “Ai dos que acumulam casa após casa e não se saciam de bens!” (Am 5,11), “O jejum que eu escolhi é soltar correntes e libertar o oprimido” (Is 58,6). A experiência do povo de Israel revela a relação entre fé e justiça social: Deus não salva sem libertar, e a verdadeira fé exige ação concreta. Jesus de Nazaré, ao proclamar as boas novas aos pobres, oprimidos e marginalizados (Lc 4,18-19; Mt 25,31-46), concretiza esta dimensão libertadora, lembrando que a fé sem prática transformadora é vazia (Tg 2,14-17).

A patrística reforça essa perspectiva: Santo Ambrósio afirmava que não dar aos pobres é roubá-los (De Nabuthe 12,53); São João Crisóstomo alertava que quem possui dois pares de sapatos e não os compartilha já comete injustiça; Santo Irineu afirmava que “a glória de Deus é o ser humano vivo” (Adversus Haereses IV,20,7); São Basílio Magno, em homilias sobre a riqueza, ensinava que o pão guardado no armário pertence ao faminto. A Igreja primitiva compreendeu que a fé se manifesta na justiça, na caridade e na transformação social, rejeitando qualquer separação entre espiritualidade e vida concreta. Essa visão ecoa nos grandes mestres contemporâneos da libertação, como Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, Jon Sobrino e Enrique Dussel, que insistem que fé sem compromisso histórico não é fé, mas abstração.

O Concílio Vaticano II recolocou a Igreja no caminho da escuta e da ação profética. 

  • Ad Gentes (1965) afirma que a missão inclui a promoção humana e a libertação integral, reconhecendo que evangelização e transformação social são inseparáveis. 
  • Apostolicam Actuositatem (1965) reconhece o protagonismo dos leigos, rompendo com o clericalismo, lembrando que a fé não é refúgio alienante, mas força transformadora que age na sociedade. 
  • Dignitatis Humanae (1965) consagra a liberdade de consciência, base para a defesa dos direitos humanos. 
  • Gaudium et Spes (1965) denuncia injustiças, reafirma a dignidade da pessoa e convoca a Igreja a enfrentar estruturas opressoras (nn. 63–66). 
  • Lumen Gentium (1964) apresenta a Igreja como Povo de Deus reforçando a dimensão comunitária e igualitária.
  • Nostra Aetate (1965) amplia o diálogo com culturas e religiões valorizando os historicamente excluídos. Todo o Concílio reafirma que fé e transformação social são inseparáveis: a vida do povo é lugar teológico e sacramento de Deus.

Paulo VI, sucessor imediato do Concílio, aprofundou essa perspectiva. 

  •  Evangelii Nuntiandi (1975), afirma que evangelização e libertação integral caminham juntas, definindo uma carta magna da libertação encarnada. 
  • Octogesima Adveniens (1971) reconhece a legitimidade das lutas sociais e o dever dos cristãos de transformar estruturas injustas. 
  • Populorum Progressio (1967) denuncia o neocolonialismo econômico, afirmando que “o desenvolvimento é o novo nome da paz”, ecoando a sabedoria bíblica que liga justiça à paz (Sl 85,11). 

Paulo VI mostra que a Igreja não pode reduzir-se à manutenção da ordem, mas deve confrontar estruturas de poder que negam a vida e a dignidade, acompanhando os clamores dos pobres como eco do Deus libertador.

João Paulo II, frequentemente criticado de forma simplista, reafirma os princípios centrais da libertação integral.

  •  Redemptor Hominis (1979) coloca a dignidade da pessoa no centro da missão; 
  • Laborem Exercens (1981) valoriza o trabalho humano e denuncia exploração; 
  • Sollicitudo Rei Socialis (1987) introduz o conceito de “estruturas de pecado”, lembrando que o mal não é apenas individual, mas sistêmico; 
  • Centesimus Annus (1991) critica tanto o comunismo quanto um capitalismo selvagem, que exclui e descarta vidas. 

João Paulo II reconcilia fé e justiça, mostrando que a verdadeira liberdade humana é inseparável da transformação das estruturas opressoras. Patrística, profetas e Escritura convergem: Deus defende o oprimido, e a Igreja é chamada a testemunhar essa defesa, não a substituí-la.

Bento XVI, embora percebido como distante da Teologia da Libertação, também contribui. 

  • Deus Caritas Est (2005), lembra que a caridade é social e política; Spe Salvi (2007) conecta esperança cristã à transformação histórica; 
  • Caritas in Veritate (2009) denuncia desigualdades globais e enfatiza responsabilidade coletiva. 

Bento XVI reafirma que fé e compromisso social não se separam, ecoando Agostinho: a cidade de Deus se constrói com justiça.

Francisco radicaliza essa linha. 

  • Evangelii Gaudium (2013), denuncia a “economia da exclusão” e o clericalismo; 
  • Fratelli Tutti (2020) convoca à fraternidade, rompendo estruturas de exploração; 
  • Laudato Si’ (2015) e Laudate Deum (2023) articulam ecologia integral e justiça social, denunciando estruturas que destroem a vida e atingem os pobres primeiro; 
  • Querida Amazônia (2020) valoriza povos originários e culturas marginalizadas; 
  • Gaudete et Exsultate (2018) lembra que santidade se vive na luta pela justiça.

 Francisco resgata o espírito profético, mostrando que fé sem ação é traição e que espiritualidade é compromisso encarnado. Contra essa tradição, surgem teologias deturpadas: a teologia da prosperidade transforma Deus em banqueiro e o Evangelho em contrato; a teologia do domínio busca poder político-religioso, negando Cristo servo; o individualismo espiritual reduz a fé à experiência privada; a fé como mercadoria transforma ritos em espetáculo e sacramentos em mercadoria. O clericalismo reduz a Igreja a casta de poder, enquanto a Escritura afirma que todos são ungidos pelo mesmo Espírito (1Cor 12,4-7). A verdadeira fé liberta; a liberdade plena exige justiça, compromisso histórico e transformação das estruturas.

A Teologia da Libertação dialoga com psicologia, filosofia, sociologia, antropologia e ciência histórica. Psicologicamente, compreende traumas e subjetividades oprimidas; filosoficamente, questiona sistemas que absolutizam lucro e poder; antropologicamente, valoriza culturas marginalizadas; historicamente, denuncia narrativas que justificam privilégios. A opressão não é apenas estrutural: molda identidades, destrói autoestima, paralisa esperança. A fé libertadora resgata dignidade, devolve sentido e esperança, rompendo correntes materiais e simbólicas.

A Igreja, como os profetas, deve escutar o clamor dos pobres e da Terra. Indiferença social é pecado estrutural; silêncio diante da injustiça é traição ao Evangelho. Como diz João 8,32: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Verdade que se encarna na vida concreta, no combate à exclusão, na proteção da criação, na defesa dos marginalizados. Santo Irineu lembra: “A glória de Deus é o ser humano vivo” (Adversus Haereses IV,20,7). O contrário também é verdadeiro: a glória de Deus é negada quando a humanidade é morta pela fome, pela violência, pelo desprezo.

Teólogos da libertação como Gustavo Gutiérrez, Leonardo Boff, Jon Sobrino e Enrique Dussel reforçam que fé que não transforma é fé incompleta. Dom Adriano Hipólito que foi o 3⁰ bispo  de Nova Iguaçu enfatizava: “Teologia que não liberta não pode ser Teologia”

Assim, qualquer crítica superficial à Teologia da Libertação que ignora os documentos do Concílio Vaticano II e das encíclicas dos Papas modernos perde legitimidade. Antes de julgar, é necessário conhecer profundamente Ad Gentes, Apostolicam Actuositatem, Dignitatis Humanae, Gaudium et Spes, Lumen Gentium, Nostra Aetate, Evangelii Nuntiandi, Octogesima Adveniens, Populorum Progressio, Redemptor Hominis, Laborem Exercens, Sollicitudo Rei Socialis, Centesimus Annus, Deus Caritas Est, Spe Salvi, Caritas in Veritate, Evangelii Gaudium, Fratelli Tutti, Gaudete et Exsultate, Laudato Si’, Laudate Deum e Querida Amazônia. Somente a partir desse conhecimento é possível avaliar com discernimento a força profética da Teologia da Libertação, que liga fé, justiça, vida concreta e transformação histórica em um só horizonte.

DNonato - se esforçando pra teologizar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Carta de Leonardo Boff sobre a midia no Brasil.

Leonardo Boff*
Sou profundamente a favor da liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.
Esta história de vida, me avalisa fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.
 Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista  Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e xulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discusão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.
 Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo  respeito devido  à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.
 Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.
 Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo,  Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.
 Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascedente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros.  Isso para eles é simplesmente intolerável.
 Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palavra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.
 O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.
 Outro conceito innovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.
 O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai  ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.
 O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.
 Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.

*
teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Nota da CNBB sobre a Rio +20


Dom Orani João Tempesta   presidiu a missa neste domingo as 10 horas  na Catedral Metropolitana  de São Sebastião do Rio de Janeiro  em intenção a Rio +20 e a Cúpula dos Povos.   A liturgia foi  do 10º domingo do tempo Comum e contou a presença de vários bispos das Diocese vizinhas, com o representante da Santa  Sé Junto a ONU e o secretário Geral da CNBB  Dom Leonardo Ulrich Steiner (Vídeo abaixo)  que fez uma observação  para situação do mundo frente a poluição e  a economia verde
 Já que a  RIO+20 é o marco dos 20 anos da  ECO 92  acontecida aqui no Rio de Janeiro devemos tomar todas as medidas  cabíveis,  para que daqui a 20 anos, não celebremos a RIO -40,   pela a  omissão das grandes potências diante dos alertas emitidos pela natureza. Não basta conferências ou reuniões se não fazermos da   ecologia   algo essencial   de Verdade em nossa sociedade,  no mundo inteiro e a Igreja  como Mãe e Mestra nos orienta sobre essas reais necessidades.   A defesa da Vida é um dever de todos, independente da pertença ou não a  uma  instituição religiosa.  Preserva a vida na amplitude  da Palavra, não  é somente lutar por esta ou aquela criatura, precisamos respeitar e promove-la  em todos os sentidos, colaborando para que a sociedade Humana supere o abismo social construído a século por esse sistema social que temos .
E abaixo publicamos a nota oficial da CNBB sobre a Rio+20  

Daniel Nonato



    ·               O Senhor Deus tomou o Homem e o 
colocou no jardim de Éden, para o cultivar e guardar” (Gn 2,15)”
Foto Oficial dos Bispos 
que participaram da Missa
A Conferência das Nações Unidas Rio +20, sobre o desenvolvimento sustentável, acolhida pelo Brasil neste mês de junho, carrega consigo a irrenunciável responsabilidade de responder aos anseios e expectativas mundiais em relação à defesa e promoção de toda forma de vida, especialmente a humana, desde sua concepção até seu término natural. A crise econômica, financeira e social por que passam as grandes potências da economia mundial, com graves consequências para as nações emergentes, emoldura a Rio +20. Considerada, por causa de sua profundidade e alcance, como uma crise de civilização, esta crise “interpela todos, pessoas e povos, a um profundo discernimento dos princípios e dos valores culturais e morais que estão na base da convivência social”. Entre suas múltiplas causas está “um liberalismo econômico sem regras e incontrolado” (Nota do Pontifício Conselho Justiça e Paz sobre o sistema financeiro). É urgente repensar nossa relação com a natureza, que “nos precede, tendo-nos sido dada por Deus como ambiente de vida” e está à nossa disposição “não como um lixo espalhado ao acaso, mas como um dom do Criador” (Bento XVI – Caritas in Veritate, n. 48). Se, por um lado, como nos recorda o papa Bento XVI, é “lícito ao homem exercer um governo responsável sobre a natureza para guardá-la, fazê-la frutificar e cultivá-la, inclusive com formas novas e tecnologias avançadas, para que possa acolher e alimentar condignamente a população que a habita”, por outro, é preciso que “a comunidade internacional e os diversos governos saibam contrastar, de maneira eficaz, as modalidades de utilização do ambiente que sejam danosas para o mesmo” (Bento XVI – Caritas in Veritate, n. 50). Os bispos da América Latina e Caribe, reunidos em Aparecida em 2007, já denunciavam: “com muita frequência se subordina a preservação da natureza ao desenvolvimento econômico, com danos à biodiversidade, com o esgotamento das reservas de água e de outros recursos naturais, com a contaminação do ar e a mudança climática” (V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe – Documento de Aparecida n. 66).
Conferência de Imprensa após a missa
O cuidado com a natureza e com a vida, que nela brota e dela depende, passa pelo reconhecimento de que é dever de todos, especialmente dos dirigentes das nações, garantir a estas e às futuras gerações a casa comum – o Planeta Terra – livre de toda destruição. Essa meta só se alcançará com a subordinação do desenvolvimento econômico à justiça social, no respeito à pessoa, à natureza e aos povos. Para tanto, é necessário que todos, especialmente os dirigentes mundiais, assumam com coragem e determinação, o compromisso de rever caminhos e decisões que, ao longo da história, só têm excluído e condenado os pobres à miséria e à morte. Para a erradicação da fome e da miséria, "não se trata de diminuir o número dos convidados para o banquete da vida, mas de aumentar a comida na mesa”, como já nos alertou o Papa Paulo VI (cf. Homilia de João Paulo II em Puebla, 1979). A Cúpula dos Povos, organizada pela sociedade civil e realizada concomitantemente à Rio +20, tem a importante tarefa de reafirmar a responsabilidade dos dirigentes das nações pelas graves consequências de uma opção equivocada, ao subjugar o desenvolvimento econômico ao domínio do mercado e do lucro, desconsiderando tanto a natureza quanto a vida e a cultura dos povos.
A Igreja no Brasil, especialmente através da Campanha da Fraternidade, tem chamado constantemente a atenção para a destruição da natureza provocada por um desenvolvimento econômico predatório, alimentado por um sistema produtivo e um estilo de vida consumista, muitas vezes, também predatórios. As consequências são, dentre outras, o desmatamento, a contaminação e escassez da água e as mudanças climáticas. Os que mais sofrem os impactos de tudo isso são os pobres e excluídos. É imperioso que nos eduquemos para relações novas e éticas com o meio ambiente. Esta é uma meta imprescindível da Rio +20, que não deve desviar-se de sua real e concreta finalidade.
A Rio +20 indica uma resposta a essas questões com a chamada Economia verde. Se esta, em alguma medida, significa a privatização e a mercantilização dos bens naturais, como a água, os solos, o ar, as energias e a biodiversidade, então ela é eticamente inaceitável. Não podemos nos contentar com uma roupagem nova para proteger o insaciável mercado, que só tem olhos para o lucro, configurando-se como “lobo em pele de cordeiro” ao manter inalteradas as causas estruturais da crise ambiental. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB espera que, da Rio +20,  brote o compromisso  de construção de um “modelo de desenvolvimento alternativo, integral e solidário, baseado em uma ética que inclua a responsabilidade por uma autêntica ecologia natural e humana, que se fundamenta no evangelho da justiça, da solidariedade e do destino universal dos bens e que supere a lógica utilitarista e individualista, que não submete os poderes econômicos e tecnológicos a critérios éticos” (V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe – Documento de Aparecida n. 474c). Esse compromisso deve ser assumido por todos. Os cristãos, de modo especial, movidos pela solidariedade, que gera fraternidade e comunhão, são convocados a trabalhar pela preservação do meio ambiente e a colaborar na construção de uma sociedade justa, ecologicamente sustentável.
Que Deus, o Criador de todas as coisas, se digne abençoar seus filhos e filhas nesta nobre missão de “cultivar e guardar” a terra, lugar de vida para todos (cf. Gn 2,15).

Brasília, 19 de junho de 2012

Cardeal Raymundo Damasceno Assis      
Arcebispo de Aparecida

Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice-Presidente da CNBB  
Dom Leonardo Ulrich Steiner 
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Resultado das eleições para o Rio de Janeiro.

   Governador: Sergio Cabral / PMDB
   Senadores: Liderberg Farias / PT e Marcelo Crivela /PR   
 Relação dos deputados Federais do Rio de Janeiro de eleitos em    2010.






Candidatos e Partidos
Votos
Candidatos e Partidos
Votos
1 -Garotinho (PR) 
694.862
2- Chico Alencar (PSOL) 
240.724
3 - Leonardo Picciani (PMDB - PP/PMDB/PSC) 
165.630 
4 - Vitor Paulo (PRB) 
157.580
5 - Eduardo Cunha (PMDB - PP / PMDB / PSC) 
150.616 
6 - Romário (PSB - PMN / PSB)
146.859 
7 - Jandira Feghali (PC do B) 
146.260
8 - Alexandre Cardoso (PSB - PMN / PSB) 
142.714 







9  - Washington Reis (PMDB - PP / PMDB / PSC) 
138.811 
10 - Alessandro Molon (PT) 
129.515 
11 -Jair Bolsonaro (PP - PP / PMDB / PSC) 
120.646 
12 - Pedro Paulo (PMDB - PP / PMDB / PSC)
105.406 
13 - Arolde de Oliveira (DEM - PPS / DEM / PSDB)
99.457 
14 - Filipe Pereira (PSC - PP / PMDB / PSC) 
98.280 
15 - Hugo Leal (PSC - PP / PMDB / PSC) 
98.164 
16 - Dr Aluizio (PV) 
95.412 
17 - Rodrigo Maia (DEM - PPS / DEM / PSDB) 
86.162 







18 - Luiz Sergio (PT) 
85.660 
19 - Julio Lopes (PP - PP / PMDB / PSC) 
85.358 
20 - Otavio Leite (PSDB - PPS / DEM / PSDB) 
84.452
21 - Stepan Nercessian (PPS - PPS / DEM / PSDB)
84.006 
22 - Andreia Zito (PSDB - PPS / DEM / PSDB) 
82.832 
Marcelo Matos (PDT) 
80.862 
24 - Simão Sessim (PP - PP / PMDB / PSC) 
77.800 
23 - Rodrigo Bethlem (PMDB - PP / PMDB / PSC) 
74.312 
26 - Sirkis (PV) 
73.185 
25 - Adrian (PMDB - PP / PMDB / PSC) 
72.824 
28 - Alexandre Santos (PMDB - PP / PMDB / PSC)
72.822 







27 - Ezequiel (PMDB - PP / PMDB / PSC)
72.589  
30 - Benedita (PT)  - votos 71.036







71.036
29 - Sergio Zveiter (PDT) 
65.826 
32 - Miro Teixeira (PDT) 
63.119 
31 - Glauber (PSB - PMN / PSB) 
57.549 







34 - Francisco Floriano (PR) 
57.018 
33 - Edson Santos (PT) 
52.123 
36 - Bittar (PT) 
51.933 
35 - Walney Rocha (PTB - PTB / PTN / PSDC / PHS / PTC) 
51.203 







38 - Dr Adilson Soares (PR)
51.011 
37 - Zoinho (PR) 
44.355 







40 - Felipe Bornier (PHS - PTB / PTN / PSDC / PHS / PTC) 
44.236 
39 - Neilton Mulim (PR)
41.480 
42 - Dr Paulo Cesar (PR) 
33.856 
41 - Liliam Sá (PR) 
29.248 
44 - Aureo (PRTB - PSL / PRTB / PRP) 
29.009 
43 - Paulo Feijo
22.619 
46 - Jean Wyllys (PSOL) 
13.018
 Deputados Estaduais do Rio de Janeiro, eleitos em 2010.
Candidatos e Partidos
Votos
Candidatos e Partidos
Votos
1 - Wagner Montes(PDT)
528.628
2- Marcelo Freixo (PSOL)
177.253 
3- Samuel Malafaia (PR)
134,515
4- Paulo Melo (PMDB)
121.684 
5-  Clarissa Garotinho (PR)
118.863
6- Alexandre Correa (PRB)
112.676 
7 - Pedro Augusto (PMDB)
111.407 
8- Rafael Picciani (PMDB)
96.034 
9- Domingos Brazão (PMDB)
91.774 
10- Cidinha Campos (PDT)
89.553 
11- Carlos Minc (PT)
87.210 
12- Edson Albertassi (PMDB)
83.254 
13- Edino Fonseca (PR)
77.061  
14- Dionisio Lins (PP)
75.707 
15- Christino Áureo (PMN - PMN / PSB)
74.336 
16- Pedro Fernandes (PMDB)
69.571 
17- Lucinha (PSDB - PPS / DEM / PSDB)
67.035 
18- Andreia do Charlinho PDT)
62.599 
19- Sabino (PSC)
62.522 
20- Graça (PMDB)
61.294 
21- Dica (PMDB)
59.220 
22- Flavio Bolsonaro (PP)
58.322 
23- Rafael do Gordo (PSB - PMN / PSB)
55.831 
24- Andre Correa (PPS - PPS / DEM / PSDB)
55.484 
25-  Marcio Panisset (PDT)
55.027 
26- Marcos Abrahão (PT do B)
52.525 
27- Marcos Soares (PDT)
52.099 
28- André Lazaroni (PMDB)
49.839 
29- Fabio Silva (PR)
47.939 
30- Comte (PPS - PPS / DEM / PSDB)
45.541 
31-  Marcelo Simão (PSB - PMN / PSB)
45.046 
32- Alessandro Calazans (PMN - PMN / PSB)
44.549 
33- Miguel Jeovani (PR)
44.135 
34- Gustavo Tutuca (PSB - PMN / PSB)
44.015 
35- Bernardo Rossi (PMDB)
43.607 
36- Rogerio Cabral (PSB - PMN / PSB)
43.215 
37- Iranildo Campos (PR)
42.398 
38- Chiquinho da Mangueira (PMDB)
39.740 
39- Roberto Dinamite (PMDB)
39.730 
40- Marcio Pacheco (PSC)
39.537 
41- Paulo Ramos (PDT)
39.023 
42- Rodrigo Neves (PT)
38.856 
43- Coronel Jairo (PSC)
38.791 
44- Graça Pereira (DEM - PPS / DEM / PSDB)
38.746 
45- Ricardo Abrão (PDT)
37.742 
46- Gilberto palmares (PT)
36.519 
47- Marcus Vinícius - Neskau (PTB - PTB / PSDC)
35.508 
48- Altineu Cortes (PR)
35.176 
49- Gerson Bergher (PSDB - PPS / DEM / PSDB)
35.069  
50- Waguinho sempre juntos (PRTB - PSL / PRTB)
34.820 
51- Aspasia (PV)
34.733 
52- Luiz Paulo (PSDB - PPS / DEM / PSDB)
34.502 
53- Claise Maria Zito (PSDB - PPS / DEM / PSDB)
33.664 
54- João Peixoto (PSDC - PTB / PSDC)
33.203 
55- Felipe Peixoto (PDT)
32.855 
56- Samuquinha (PR)
32.563 
57- Roberto Henriques (PR)
32.369 
58- Salomão (PT)
31.249 
59- Zaqueu (PT)
30.583 
60- José Luiz Nanci (PPS - PPS / DEM / PSDB)
28.798 
61- Inês Pandeló (PT)
28.798
62- Bebeto tetra (PDT)
28.328 
63-  Luiz Martins (PDT)
26.002 
64- Myrian Rios (PDT)
22.169 
65- Geraldo Moreira (PTN - PTN / PHS)
21.987 
66- Enfª Rejane (PC do B)
21.033 
67- Thiago Pampolha (PRP)
19.329
68 - Xandrinho (PV)
16.151 
69- Rosangela Gomes (PRB)
10.586 
70 - Janira Rocha (PSOL) -
6.442

 Se o seu candidato esta na relação, agora chegou a hora de  fiscalizar e cobrar tudo aquilo  que foi prometido. Se não cumprir nós os demitiremos, daqui a a quatro ano.