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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

MENSAGEM AOS AMIGOS DA 9ª BIA AAAE (ES) turma de 94.

esse discurso que só ofende e que só julga outros não nos faz  perfeitos. Somos imperfeitos, sujeitos ao erro, a um dia de ira. Uma das coisas que aprendi na vida de Igreja é me colocar no lugar do outro. A intervenção é jogada politica e o PSOL e demais partidos e um lado também irão fazer o jogo politico. Essa intervenção teatral.
 Vocês recordam que em 94 estivemos em uma operação que logo começa dá sufoco nos filhos de deputados, juízes, oficias das forças armadas devolveram o exército pra caixa de brinquedo do poder público. Se eles quisessem combater o bandido, iria fiscaliza as fronteiras de forma correta. Se eles quisessem trabalha na mudança iriam à origem do problema, na raiz e não ficariam podando as folhas. Podando as folhas e fazendo tanta sujeira. Tudo é teatral é tudo pra conseguir seu voto, o meu voto. De lado PSOL e seus companheiros e do outro o MDB com sua máfia. Enquanto isso o POVO VAI TOMANDO. E povo vai tomando e vive a ilusão que o marginal de hoje é o mesmo da década de 70, que é mesmo da década de 80 etc.
Tudo evoluiu tudo recebeu a injeção do progresso, menos o investimento na politica de segurança ficou nós falando de uma justiça de talião, uma justiça de Hamurabi, acreditando que isso irá dá jeito.
NÃO VAI!
Paremos de sonhar como crianças, paremos de pensar que o mundo ainda é o mesmo de 20 anos. Os homens mudaram tanto de um lado como dom outro. Ficamos aqui dizendo que esse ou aquele é marginal por pensar diferente, esse ou aquele é melhor por que fala aquilo que quero escutar. Somos homens de 42/43 anos, somos pais, filhos, irmãos e amigos. Pense em uma situação que uma pessoa que amamos venha cair nessa armadilha da vida bandida, se por alguma situação nós estivéssemos entre os milhares de encancerados no Brasil.
Será que todos vivem a realidade do cárcere são culpado? Será que todos que vivem a realidade das prisões não sonham com um projeto diferente pra sua vida?

Costumamos nivelar por baixo o ser humano, pois é mais prático, mas o Deus que conheci aos 17 anos me ensinou que somos todos chamados pra coisas do alto, somos seres imperfeitos, sujeitos a fazer escolhas erradas e às vezes e quando erramos podemos contar com a misericórdia do Deus que veio até nós para nos nivelar por cima, colocar no patamar da dignidade de filhos de um Deus que nos ama, sem estereótipos ou condições.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

UM OLHAR SOBRE A INTERVENÇÃO NO RIO

Senhores e senhoras!
Como todo texto sério, inicio tratando todo como senhores e senhoras. (Mesmo que não o sejamos).
Vejo ai o governador Pezão, do MDB (que no momento atual que todo partido é sinal de corrupção, retirou o "P" PARA PARECER MENOS CORRUPTO), reconhecendo sua incompetência diante da marginalidade que tomou conta do Rio de Janeiro. Que com sua UPP, espalhou todos o trafico por todo Estado. Eis que vem a intervenção, eis que vem solução. Gostaria que fosse a solução, mas não será. como em outros tempos as Forças Armadas serão massa de manobra politica, serão colocadas em evidências diante de tantas falhas no segurança pública federal. Na favelas não se fabrica de fuzil, nas favelas não tem tem plantação de maconha etc
O problema é estrutural a nível de Brasil, as drogas e armas vem de outros estados e países etc. O menino que ver o traficante dando aos seus pais as condições que estado não dá, terá o vilão como herói e o herói se tornará vilão, mas a solução é coloca outros meninos na linha do conflito, a solução é ser massa de manobra no jogo politico eleitoral, a solução e achar que as Forças Armadas irão fazer o milagre da pacificação. Os grandes traficantes não estão as margens da sociedade, estão nos seus carros importados e são chamados de doutor, usam terno e gravata com corte italiano e alguns são reconhecidos como autoridades onde chegam. O menino que porta fuzil e o comando dos morros não são donos de avião, fazenda de plantação ou possui fabrica de arma.
Mas o governo precisa mostra pra mídia que agora tem a solução, a droga pode entrar, como também as armas que vem Israel, da Russia ou EUA. Combater o traficante que porta fuzil é muito fácil, o difícil é combater o traficante que porta a caneta, e as vezes consegue até um mandato para um cargo público.
Hora nenhuma eu quero, minimizar a realidade da violência que tomou conta da nossa realidade do Estado. Sabemos que ela pode ser comparada a uma febre. A febre nada mais é que um sinal que o corpo esta em desordem e que há algo errado, a violência é o alerta para uma realidade onde não temos investimento em educação, lazer, saúde ou emprego.
Quando se tem uma febre e você toma o antitérmico e ele não abaixa a febre, a solução não é aumenta a dose, mas é fazer outros exames para descobri as causas reais de tal estado febril e de forma consciente usar o medicamento correto.
O pior, a cobertura midiática nos ajudam a esquecer todos os outros percalços que a sociedade vive, as enchentes do Rio, a rebelião nos presídios, a febre amarela que volta com força, o aumento do custo de vida, as privatizações de Temer, toda a falta de atendimento digno na saúde e falta de emprego. Isso tudo é balela, o negócio é que agora, estamos seguro: O exército esta nas ruas e com ele na rua somos imortais, nenhuma virose ou crise social nos derruba. Na verdade a presença da forças armadas tem o efeito placebo, você acha que é o remédio, mas não é.