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terça-feira, 28 de julho de 2020

Em comunhão com toda Igreja aqui estamos.

Em comunhão com toda Igreja aqui estamos.

Pedimos licença aos irmãos  Bispos que  assinam abaixo, para fazer essa publicação  e reafirmamos nossa adesão  ao Evangelho  encarnado:  nos  documentos  do Vaticano  II, na DSI (Doutrina Social da Igreja),    em comunhão  com os Documento de Aparecida,  com toda América  Latina, com o Bispo de Roma Papa Francisco e  por Causa da Palavra  de Deus. Renovamos nosso ardor profético  na opção  preferencial  pelos pobres. Também  ousamos,  assinar juntos  a Carta ao Povo de Deus. Eis Carta dos 152 Bispos sem edição.
DNonato

Carta ao Povo  de Deus
"Somos Bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.
Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados [...], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus [...] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.
É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.
O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança.
Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.
É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).
Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).  Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.
No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.
Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).
Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?
O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós.
O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26)."

Assina:
Dom Adolfo Zon Pereira, SX, bispo de Alto Solimões, AM.
Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo prelado de São Félix do Araguaia, MT.
Dom Ailton Menegussi, bispo de Crateús, CE.
Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém, PA.
Dom Aldemiro Sena dos Santos, bispo de Guarabira, PB.
Dom André Marie Gerard Camilla de Witte, bispo emérito de Ruy Barbosa, BA.
Dom Angélico Sandalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, SC.
Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, bispo de Caicó, RN.
Dom Antônio Carlos Félix, bispo de Governador Valadares, MG.
Dom Antônio Celso de Queirós, bispo emérito de Catanduva, SP.
Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, bispo auxiliar de Belém, PA.
Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora, BA.
Dom Armando Martin Gutiérrez, bispo de Bacabal, MA.
Dom Arnaldo Cavalheiro Neto, bispo de Itapeva, SP.
Dom Benedito Araújo, bispo de Guajará-Mirim, RO.
Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM, bispo de Óbidos, PA.
Dom Carlo Ellena, bispo emérito de Zé Doca, MA.
Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, bispo de Juazeiro, BA.
Dom Carlos Verzeletti, bispo de Castanhal, PA.
Dom Claudio Cardeal Humnes, OFM, arcebispo emérito de São Paulo, SP.
Dom Cleonir Paulo Dalbosco, bispo de Bagé, RS.
Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, ES.
Dom Edilson Soares Nobre, bispo de Oeiras, PI.
Dom Edivalter Andrade, bispo de Floriano, PI.
Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, SDB, bispo auxiliar de Manaus, AM.
Dom Edson Taschetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, AM.
Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo, SP.
Dom Élio Rama, bispo de Pinheiro, MA.
Dom Erwin Kräutler, bispo prelado emérito do Xingu, Altamira, PA.
Dom Estevam dos Santos Silva Filho, bispo de Ruy Barbosa, BA
Dom Eugênio Rixen, bispo de Goiás, GO.
Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, bispo prelado de Marajó, PA.
Dom Fernando Barbosa dos Santos, CM, bispo prelado de Tefé, AM.
Dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho, PR.
Dom Flávio Giovenale, bispo de Cruzeiro do Sul, AC.
Dom Francisco de Assis Gabriel, CSsR, bispo de Campo Maior, PI.
Dom Francisco Gabriel de Assis, bispo de Campo Maior, PI.
Dom Francisco Lima Soares, bispo de Carolina, MA.
Dom Gabriel Marchesi, bispo de Floresta, PE.
Dom Geovane Luís da Silva, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Getúlio Teixeira Guimarães, bispo emérito de Cornélio Procópio, PR.
Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina, PR.
Dom Giovane Pereira de Melo, bispo de Tocantinópolis, TO.
Dom Guido Zendron, bispo de Paulo Afonso, BA.
Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF, bispo de Lages, SC.
Dom Gutemberg Freire Régis, CSsR, bispo emérito de Coari, AM.
Dom Hernaldo Pinto Farias, SSS, Bispo de Bonfim, BA.
Dom Irineu Andreassa, bispo de Ituiutaba, MG.
Dom Irineu Roman, CSJ, arcebispo de Santarém, PA.
Dom Itamar Vian, arcebispo emérito de Feira de Santana, BA.
Dom Jacy Diniz Rocha, bispo de São Luiz de Cáceres, MT.
Dom Jailton de Oliveira Lino PSDP, bispo de Teixeira de Freitas-Caravelas, BA.
Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo de Natal, RN.
Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, OAR, bispo de Bragança, PA.
Dom Jesús María López Mauleón, OAR, bispo prelado do Alto Xingu, Tucumã, PA.
Dom Jesus Moraza Ruiz de Azúa. bispo prelado Emérito de Lábrea, AM.
Dom João Aparecido Bervamasco, SAC, bispo de Corumbá, MS.
Dom João Muniz Alves, OFM, bispo do Xingu-Altamira, PA.
Dom João Santos Cardoso, bispo de Bom Jesus da Lapa, BA.
Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Montes Claros, MG.
Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Joaquim Pertiñez Fernandez, bispo de Rio Branco, AC.
Dom José Alberto Moura, arcebispo emérito de Montes Claros, MG.
Dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus, AM.
Dom José Altevir da Silva, CSSp, bispo de Cametá, PA.
Dom José Antonio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, PR.
Dom José Belisário da Silva, OFM, arcebispo de São Luís, MA.
Dom José Benedito Cardoso, bispo auxiliar de São Paulo, SP.
Dom José Carlos Brandão Cabral, bispo de Almenara, MG.
Padre José Celestino dos Santos, administrador diocesano de Ji-Paraná, RO.
Dom José Haring, bispo emérito de Limoeiro do Norte, CE. 
Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, bispo prelado de Itacoatiara, AM.
Dom José Luiz Bertanha, SDV, bispo emérito de Registro, SP.
Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR, bispo de Pesqueira, PE.
Dom José Maria Chaves dos Reis, bispo de Abaetetuba, PA.
Dom José Mario Stroeher, bispo emérito de Rio Grande, RS.
Dom José Moreira da Silva, bispo de Januária, MG.
Dom José Moreira de Melo, bispo emérito de Itapeva, SP.
Dom José Reginaldo Andrietta, bispo de Jales, SP.
Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo, MA.
Dom Juarez Sousa da Silva, bispo de Parnaíba, PI.
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Arcebispo de Manaus, AM.
Dom Limacêdo Antonio da Silva, bispo auxiliar de Olinda-Recife, PE.
Dom Luís Ferrando Lisboa, bispo emérito de Bragança, PA.
Dom Luís Flávio Cappio, OFM, bispo de Barra, BA.
Dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo de Nova Friburgo, RJ.
Dom Luiz Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales, SP.
Dom Luiz Gonzaga Fechio, bispo de Amparo, SP.
Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória, ES.
Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró, RN. 
Dom Manoel João Francisco, bispo de Cornélio Procópio, PR.
Dom Manoel de Oliveira Soares Filho, bispo de Palmeiras dos Índios, AL.
Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, bispo de Registro, SP.
Dom Marcos Marian Piatek, CSsR, Bispo de Coari, AM.
Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, RR.
Dom Mário Pasqualotto, PIME, bispo auxiliar emérito de Manaus, AM.
Dom Martinho Lammers, bispo emérito de Óbidos, PA.
Dom Mauro Montagnoli, bispo de Ilhéus, BA.
Dom Milton Kenan Júnior, bispo de Barretos, SP.
Dom Neri José Tondello, bispo de Juína, MT.
Dom Orlando Octacílio Dotti, OFM Cap, bispo emérito de Vacaria, RS.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo prelado emérito de São Félix do Araguaia, MT.
Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá, AP.
Dom Philip Eduard Roger Dickmans, bispo de Miracema do Tocantins, TO.
Dom Protógenes Luft, bispo de Barra do Garças, MT.
Dom Roberto José da Silva, bispo de Janaúba, MG.
Dom Romualdo Matias Kujawski, bispo de Porto Nacional, TO.
Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, RO.
Dom Santiago Sánchez Sebastián, bispo prelado de Lábrea, AM.
Dom Sebastião Bandeira Coelho, bispo de Coroatá, MA.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias, MA.
Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp, arcebispo emérito de Manaus, AM.
Dom Severino Clasen, OFM, bispo de Caçador, SC.
Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo de Vacaria, RS.
Dom Tarcisio Scaramussa, SDB, bispo de Santos, SP.
Dom Teodoro Mendes Tavares, bispo de Ponta de Pedras, PA.
Dom Tommaso Cascianelli, CP, bispo de Irecê, BA.
Dom Valdemir Ferreira dos Santos, bispo de Amargosa, BA.
Dom Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Vilsom Basso, SCJ, bispo de Imperatriz- MA.
Dom Vital Corbellini, bispo de Marabá, PA.
Dom Vítor Agnaldo de Menezes, bispo de Propriá, SE.
Dom Welington de Queiroz Vieira, bispo diocesano de Cristalândia, TO.
Dom Wilmar Santin, OCarm, bispo prelado de Itaituba, PA.
Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo de Feira de Santana, BA.
Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, CSsR, bispo prelado de Borba, AM. 🙏🏻

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Atividades da Diocese de Nova Iguaçu 2013

Durante o ano de 2013 a Diocese de Nova Iguaçu realizou diversos encontros e eventos~. tivemos o pré-JMJ, a semana missionária, ordenações e outros encontros  que foram retratados em quase 4500 fotos que publicamos agora








quinta-feira, 3 de outubro de 2013

2013 novo Atentado a fé

Na década de 70 a Diocese de Nova Iguaçu sofreu vários atentados em sua devido a  prática Pastoral  adotara  em nossa querida Baixada Fluminense, vejam aqui neste nosso espaço as matérias onde ressaltamos o ataque sofrido pelo Bispo Diocesano naquele período Dom Adriano Hipólito que culminou com atentado ao sacrário no dia 20 de dezembro de 1979[1]. Agora vivemos outros tempos, temos outras ditaduras e outra forma de atacar a Igreja de Jesus, seja por inocência ou por inconsequência.
 Veja a matéria postada no jornal O Globo do dia  29/09/2013, gerando  constrangimento para os fiéis que participam da missa as sexta-feira na nossa Catedral, percebemos um certo amadorismo na equipe do jornal, ligando fatos que nada tem haver com o  culto. O mínimo que podemos supor que a pessoa que fez a reportagem não é Católica,
Evangélica ou não tem religião pela forma de escrever a matéria debocha e tripudia sobre a Fé alheia. Fez uma ligação absurda da missa com a busca de um namoro e gostaríamos de saber qual é a fonte para o apelido da Missa da dor de cotovelo.
A autora demonstra o tal desconhecimento da Fé Católica, pois Jesus se faz realmente presente na Eucaristia[2] sendo sacramento dos sacramentos
da Igreja.   Sinal real e amoroso na Igreja.  Estamos indignados solicitamos a retratação e ressaltamos que é preciso um respeito com o sagrado seja de qualquer grupo, igreja ou pessoa e pelo visto a autora da matéria não teve essa preocupação e o mais triste, a redação  permitiu  tal publicação. Podemos afirmar  que é uma nova maneira de atentar contra a   Fé da Igreja  em  nossa Querida  Baixada Fluminense.   



[2]  Concilio de Trento

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A benção e a consagração dos Santos Óleos na Diocese de Nova Iguaçu.



Óleo. Química Líquido gorduroso, viscoso e inflamável, que se extrai de diversas substâncias vegetais ou animais.  Perfume obtido por maceração de flores em óleo[1] refinado origem latina, "oleum", derivada do grego "élaion", que designa o óleo extraído dos olivais.
Na Bíblia o óleo aparece sempre com  o  contexto de eleição ou consagração:  O óleo tem a finalidade faz brilhar o rosto (Sl 103,15) e é símbolo da alegria (Sl 44,8).  Penetrante, sua unção significa a consagração de um ser a Deus, em vista da realeza, do sacerdócio ou de uma missão profética (Ex 29,7). Mesmo edifícios e objetos são consagrados com a unção do óleo (Gn 28,18). O ungido por excelência é o Messias, o Cristo, que é o Rei, o Sumo Sacerdote e o Profeta. Símbolo da alegria e da beleza, sinal de consagração, o óleo é também o ungüento que alivia as dores e que fortalece os lutadores, tornando-os mais ágeis e menos vulneráveis.
A Liturgia da Igreja privilegia três óleos, chamando-os de "Santos Óleos": Óleo dos enfermos, Óleo dos catecúmenos e Óleo do Santo Crisma.
Na Diocese de Nova Iguaçu  o bispo Dom Luciano introduziu a Benção e Consagração dos Santos óleos nas 10 regiões Pastorais da Diocese iniciando a celebração no Regional I   quinze dias antes da semana santa, valorizando assim as regiões e lembrando-se da Unidade das mesmas. São dez missas de benção e consagração dos Santos óleos  uma por região, reservando a quinta-feira santa para a renovação das Promessas do Clero e para unidade Diocesana. 
A consagração e benção dos óleos na  missa acontecem  antes do ofertório da comunidade, os diáconos , na falta deles os presbíteros ou mesmo leigos, levam os óleos ao presbitério com a seguinte ordem: primeiro vem o ministro com o óleo dos catecúmenos, seguido do ministro com o óleo dos enfermos e, por fim, o ministro leva o vaso com perfumes. em seguida, o Diácono  que traz o óleo do crisma. É costume que os vasos que contém estes óleos venham cobertos com véus de cor roxa (óleo dos enfermos), verde (óleo dos catecúmenos) branco (óleo do crisma). Cada um dos ministros que traz os vasos com óleos, apresenta-os ao bispo e diz em alta voz: "eis o óleo do crisma" e assim procedem os demais ministros, cada qual nomeando o respectivo óleo.
Apresentação do óleo dos Catecúmenos. 
 Óleo dos Catecúmenos ou do Batismo:  Usado nas celebrações de Batismo, na unção pré batismal quando o ministro que preside diz: “Que esse óleo penetre vosso peito,  concedendo a força de Cristo o Salvador”   ou palavra semelhante   esse óleo poderá ser abençoado  por um  Presbítero(Padre) e  pode ser omitida essa unção  nas celebrações do batismo por motivos  pastorais.
Apresentação do óleo dos enfermos
 O Óleo dos Enfermos :  em caso de necessidade poderá ser abençoado pelo Presbítero(Padre). E   sacramental da Cura  e no passado visto também como a última  via, recebendo o nome de  “Extrema Unção”. Com o Vaticano II  ele recebe o nome de Uñção dos Enfermos, podendo ser ministrado em quaquel momento da vida do Cristão (Antes de uma cirurgia, em caso de doença grave,  etc) ao contrário do passado que  era atribuido a hora da Morte e o ministro  que pode do sacramento é o Prebistero. 
a preparação do óleo do Crisma
O Santo Crisma: O óleo consagrado  é pelo bispo em comunhão com seu presbitério,  o ritual de consagração consiste em  misturar  o balsâmo  no óleo  e logo depois o Bispo em nome da Igreja sopra três vezes sobre o óleo perfumado recordando a força do Espirito Santo e por fim convida os presbiteros presentes para junto com ele impor as mãos sobre o óleo a ser consagrado.   
 o momento em que o bispo sopra   
O óleo do Crisma é   utilizado nas unções consacratórias dos seguintes sacramentos: depois da imersão nas águas do batismo, o batizado é ungido na fronte com as seguintes palavras ”Deus todo Poderoso Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo que vos libertou do pecado e vos deu uma vida nova pela agua e pelo espirito Santo unge-vos com o crisma da Salvação. Para que reunido-se ao seu povo permaneça eternamente, membros de Cristo: Profeta Sacerdote e Rei”  ; na Confirmação é o símbolo principal da consagração onde o Bispo diz: “por essa santa unção recebe o dom do Espirito Santo”,  ungindo a  fronte do confirmando; depois da Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo; depois da ordenação prebiteral, na palma das mãos. Esse sacramental ainda é usado  na consagração de Igrejas e objetos de Culto. O oléos do crisma só pode ser consagrado pelo bispo e nos recorda o Espirito Santo e  a unção real, sacerdotal e profética de Jesus Cristo.   E o minisitro ordinário para o uso do óleo do Crisma é o bispo
O povo recebendo  o santo óleo
No  ritual antigo[2] os santos óleos eram   consagrados e abençoados somente na quinta-feira santa era um ritual  presidido pelo Bispo, o bispo exorcisava os óleos e  no caso do Crisma era obrigado a presença de  no minimo 12 presbiteros, 7 diáconos, 7 subdiaconos  e o bispo e os presbiteros sopravam sobre o óleo 3 vezes em forma de Cruz e havia verdadeiros sacrário para guarda os santos óleos.
Na Diocese de Nova Iguaçu no fim da celebração o coordenador da região Pastoral convida o pároco e todos agentes da Pastoral para receber os vasilhames com os santos óleos.
Podemos ainda dividir o uso dos santos óleos  em três ordens:

  • Óleo dos Catecúmenos:   Os ministros extraordinários (Leigos)  e ordinários do batismo.
  • Óleo dos Enfermos:  Presbíteros e Bispos no sacramento referente ao mesmo no caso Unção dos Enfermos.
  • Óleo do Crisma: Somente o ministros ordinários (Presbíteros e Diáconos) na unção pós batismal, por razões pastorais e vedado o uso do óleo por ministros extraordinários (Leigos) e no santo crisma com a autorização do Bispo os Presbíteros podem fazer a unção e no caso de ordenação somente o Bispo.
       


[1] A palavra  Óleo aparece 164 vezes na  tradução da biblia ave maria
[2] - Ritual de Pio V

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Ordenação Presbiteral na Diocese de Nova Iguaçu - 03/12/2011




Padres: Elias, Francisco, Rodrigo e Wanderlin
Aconteceu no Sabádo 03 de dezembro de 2011 na Comunidade Matriz da   Paróquia N. Sra. de Fátima e São Jorge  (Centro de Nova Iguaçu)  a ordenação Prebiteral  de  quatro jovens Diáconos   presidida pelo Bispo Diocesano Dom Luciano Bergamin, Dom Paulo Cesar (Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e ex reitor do Seminário Paulo VI),     Clero da Diocese de Nova Iguaçu, Padres e Diaconos das Dioceses vizinhas, Da Arquidiocese de São Paulo, Arquidiocese de  Belo Horizonte e Irmãs consagradas da diversas Congregações que se fazem presente na Diocese de Nova Iguaçu e região. Além,  da  Multidão de fiéis da Diocese de Nova Iguaçu (especialmentes das paróquias; São Pedro e São Paulo, São Francisco de Assis, São Simão e São Judas Tadeu de Heliopólis paróquia de origem dos Diáconos Rodrigo e Elias)  ,  familiares e Amigos dos Diáconos Francisco e Wanderlin  que vieram de São Paulo, Pernambuco e Minas Gerais  testemunhando  e confirmando a opção deste jovens de servi a Igreja consagrando a  suas vidas  ao serviço do altar e ao Povo.
Padres: Francisco e Elias
Os novos presbíteros Francisco Carlos B. Tenório, Wanderlin  Silva Cardoso que exercem  o seu ministério na Paróquia São Simão do Lote XV / Belford Roxo,    Rodrigo Pereira que exerce  o seu ministério na Paróquia São Pedro e São Paulo /  Paracambi , e Elias Carvalho que exercem  o seu ministério na Paróquia São Francisco de Assis / Queimados .
Para o Seminário Paulo VI no  seu ano  do Jubileu de Prata a ordenação Presbiteral dos Diáconos Rodrigo e Elias tem uma graça a maior, pois,  são os primeiro frutos do Seminário Propedêutico Dom  Adriano Hipólyto que prepara os jovens para Seminário Maior  Paulo VI.  Um dos momentos marcantes foi a entrega das Cruzes as novos Presbiteros. Haja visto, que  a ordenação aconteceu no dia de São Francisco Xavier, que tinha verdadeira devoção pela Cruz e com ela  morrera abraçado na data de   3 de dezembro de 1552.  Os novos Padres concederam a primeira benção  sacerdotal no fim da missa com toda a comunidade de joelhos inclusive os bispos presentes e celebraram as suas primeiras missas nas suas Comunidades de origem.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Carta de Sua Santidade o Papa Bento XVI em ocasião da celebração de encerramento do jubileu de Ouro da Diocese Nova Iguaçu.


Excelentíssimo e Reverendíssimo 
Dom Luciano Bergarmin C.R.L 
Bispo da Diocese de Nova Iguaçu (RJ) 

Ao tomar conhecimento que, no próximo dia 21 de novembro deste ano uma parcela do povo  fiel da Baixada Fluminense, reunido em torno ao seu pastor, estará encerrando o ano jubilar pelo cinquentenário da publicação  da Bula "Quandoquidem verbis" do Papa João XXIII, de 26 de março de 1960, com a qual era criada a Diocese de Nova Iguaçu, Sua Santidade o Papa Bento XVI  deseja unir-se à Ação de Graças por todos os benefícios que a Divina Providência jamais  deixou de cumular a todos os  Seus filhos nesta Diocese, chamados a ser sal  da terra e  luz do mundo (cf. Mt5,13-14), na esperança que esta celebração áurea  possa ser uma ocasião para para todos os membros desta Igreja particula renovarem o seu empenho evangelizador e crescerem na alegria que brota de uma autêntica vida cristã, pois "esta alegria deve tranparecer cada vez mais da Igreja contagiando o mundo, porque ela é  a juventude do mundo" (Discurso aos Bispos do Regional Leste 1 em visita visita Ad Limina, 25-IX-2010). E, como penhor de graças e luzes do Alto que implora por intercessão dos vossos celestes Padroeiros, Nossa Senhora da Piedade e Santo Antonio, o Santo Padre concede a Dom Luciano Bergamin, sacerdotes, religiosos e religiosas, diáconos, seminaristas, juntamente ao povo da dileta Diocese de Nova Iguaçu, uma especial Benção Apostólica.


Vaticano, 3 de novembro de 2010
                  
Tarcisio Cardeal Bertone
Secretário de Estado de Sua Santidade 



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Caminhada da Biblía em Queimado - dioc N. Iguaçu


No sábado passado a diocese de Nova Iguaçu fez uma bela caminhada pelas ruas de Queimados anunciando a palavra de Deus como lampâda para seus pés. Dando testemunho e  fazendo a belíssima campanha de arrecadar bíblias.   Com animação do professor e Teólogo Francisco Orofino, Frei Carlos Mesters fomos enviados pelo Bispo da diocese de Modovi / Itália a Proclama a Paz em todos os cantos.