A primeira leitura, Atos 2,14a.36-41, nos coloca no coração do evento fundante da Igreja. Pedro se levanta no contexto de Pentecostes e proclama com parresia que Jesus, rejeitado e crucificado, foi constituído Senhor e Cristo. A força do texto não está apenas na afirmação cristológica, mas no efeito que ela provoca. O verbo grego usado indica que os ouvintes foram “traspassados no coração” (At 2,37). Trata-se de uma experiência existencial profunda, quase visceral. A Palavra não informa, ela transforma. Diante disso, surge a pergunta ética e comunitária: “Que devemos fazer?” A resposta de Pedro não é intimista nem espiritualista. Ele convoca à conversão concreta, ao batismo, à inserção em uma comunidade que rompe com a lógica da morte. Há aqui uma dimensão pastoral implícita. O apóstolo começa a exercer um pastoreio que não manipula, mas conduz à verdade, mesmo quando essa verdade confronta. Esse movimento ecoa o que já estava inscrito na tradição bíblica. Em Números 27,17, Moisés suplica a Deus que não deixe o povo “como ovelhas sem pastor”. A liderança, portanto, não é privilégio, é responsabilidade diante de um povo vulnerável. Em Atos, Pedro assume esse lugar, mas não como dono do rebanho, e sim como servidor da Palavra que o precede.
O Salmo 23, por sua vez, oferece a moldura espiritual dessa experiência. “O Senhor é meu pastor, nada me faltará” não é uma frase de conforto superficial, mas uma profissão de confiança em meio à precariedade. O texto percorre imagens densas. Pastagens verdejantes evocam sustento, águas tranquilas indicam repouso restaurador, o vale da sombra da morte aponta para a travessia do sofrimento. O salmista não nega a realidade dura, mas afirma a presença de Deus dentro dela. A vara e o cajado, instrumentos do pastor, não são símbolos de violência, mas de proteção e orientação. Na cultura do antigo Oriente, o pastor caminhava à frente, expondo-se primeiro ao perigo. Essa imagem prepara a compreensão cristológica que será aprofundada no Evangelho.
A segunda leitura, 1Pedro 2,20b-25, introduz uma dimensão ainda mais radical. Cristo é apresentado como aquele que, sofrendo injustamente, não revidou, não ameaçou, mas entregou-se àquele que julga com justiça. O texto afirma que “éreis como ovelhas desgarradas, mas agora retornastes ao pastor e guardião de vossas vidas” (1Pd 2,25). Aqui, o pastoreio assume uma dimensão terapêutica e existencial. O ser humano é visto como alguém em dispersão, em perda de sentido, e o retorno ao Pastor é também um processo de reintegração interior. Psicologicamente, isso revela que o seguimento de Cristo não é fuga da realidade, mas caminho de integração da própria história, inclusive das feridas.
Antes de chegar ao Evangelho, é fundamental perceber que a imagem do pastor atravessa toda a Escritura de forma progressiva e histórica e aqui podemos destacar os seguintes:
- Abel: Gênesis 4,2-4; aparece como o primeiro pastor da tradição bíblica. Sua oferta, tirada das primícias e da gordura de seu rebanho, revela uma espiritualidade marcada pela entrega do melhor a Deus. A narrativa indica que não é apenas o ato de oferecer, mas a qualidade da relação com Deus que está em jogo. Abel inaugura uma lógica de culto que denuncia toda religiosidade vazia.
- Abraão: Gênesis 13,2-7; Apresentado como homem rico em rebanhos. Sua vida nômade expressa uma economia pastoral que exige discernimento e gestão de conflitos, como na separação de Ló. A promessa divina caminha junto com a precariedade e a mobilidade, desinstalando qualquer pretensão de posse absoluta.
- Isaac: Gênesis 26,12-14; amplia os rebanhos herdados, tornando-se muito rico. Sua prosperidade, porém, gera inveja e conflito. O texto evidencia que a bênção não isenta das tensões sociais, exigindo maturidade e capacidade de diálogo.
- Jacó: Gênesis 30,25-43; revelando a complexidade do pastoreio. Entre estratégias e conflitos com Labão, o texto expõe relações de trabalho marcadas por disputa e negociação. O cuidado com o rebanho aparece entrelaçado com a luta por justiça e sobrevivência.
- Moisés: Êxodo 3,1-6; chamado enquanto apascenta o rebanho de Jetro. O deserto, lugar marginal, torna-se espaço de revelação. Deus se manifesta no cotidiano, mostrando que o cuidado humilde é terreno fértil para o encontro com o sagrado.
- Davi: 1Samuel 16,11-13; retirado do pastoreio para ser ungido rei. Sua experiência revela que a liderança nasce do cuidado concreto com a vida. Deus subverte critérios humanos e denuncia estruturas elitistas. Em 1Samuel 17,34-37, ao enfrentar Golias, Davi recorda sua prática como pastor, protegendo o rebanho do leão e do urso. A coragem brota da experiência vivida, não de discursos.
- Raquel: Gênesis 29,9, Raquel é apresentada como pastora, conduzindo o rebanho de seu pai Labão. Sua presença rompe a invisibilização feminina no trabalho pastoral. Em termos antropológicos, o texto revela que o cuidado com os rebanhos não era exclusivamente masculino. Raquel encarna a mulher que trabalha, sustenta e participa ativamente da economia familiar, desafiando leituras patriarcais que tentam reduzir seu papel.
- Séfora: Êxodo 2,16-21, ligada à tradição de Moisés, também participa desse universo Filha de Jetro, sacerdote de Madiã, Séfora está inserida em uma família de pastores. Ainda que o texto destaque mais diretamente suas irmãs no ato de dar água ao rebanho, ela participa desse contexto pastoral. A narrativa revela mulheres que defendem seu espaço diante da opressão dos pastores violentos, até a intervenção de Moisés. Há aqui uma denúncia clara das relações de poder abusivas no campo.
- As sete filhas de Jetro: Êxodo 2,16-17 — exercem diretamente o pastoreio: tiram água, conduzem e protegem o rebanho. São, porém, expulsas por outros pastores, evidenciando práticas de violência e apropriação do trabalho alheio. A intervenção de Moisés não apaga o dado central do texto: mulheres trabalhadoras ocupavam esse espaço e enfrentavam relações desiguais de poder. A perícope, lida com atenção ao seu contexto sociocultural, desmonta a ideia de que o cuidado pastoral era exclusivamente masculino e expõe, sem idealização, um cenário de conflito, opressão e necessidade de justiça.
Esse conjunto de tradições revela que o pastoreio, na Escritura, ultrapassa a dimensão econômica e se configura como escola de vida, de fé e de responsabilidade social. No cotidiano áspero do cuidado com o rebanho, homens e mulheres são formados para discernir, proteger e conduzir. Ao mesmo tempo, os textos funcionam como crítica interna: denunciam desigualdades, abusos e estruturas que desumanizam. Daí emerge um princípio teológico consistente: a autoridade legítima não nasce de títulos ou discursos religiosos, mas do compromisso concreto com a vida, especialmente a vida vulnerável, mas tempo de Jesus, os pastores ocupavam um lugar social ambíguo. Não eram “impuros” no sentido técnico da Lei, mas eram vistos com suspeita e mantidos à margem. A própria dinâmica do trabalho ajuda a compreender isso. Viviam em regime contínuo, algo próximo de uma escala 7×7 ou 6×1, cuidando do rebanho dia e noite. Essa condição concreta dificultava a observância rigorosa das práticas religiosas, a frequência ao culto e o cumprimento detalhado das normas de pureza. A marginalização, portanto, não era apenas teológica, mas também econômica e social. Tratava-se de gente atravessada pela dureza do trabalho, pela instabilidade e pela invisibilidade.
É nesse cenário que o Evangelho de Lucas afirma que o anúncio do nascimento de Jesus chega primeiro a esses pastores que estavam no campo, vigiando seus rebanhos durante a noite Lc 2,8-20. A escolha é profundamente teológica. Deus não se revela prioritariamente aos centros de poder aos clerigos / religioso daquele tempo, mas àqueles cuja vida concreta os coloca fora desses circuitos. Há aqui uma ruptura com a lógica de uma religião que mede a proximidade com Deus pela capacidade de cumprir normas, leis, ignorando as condições reais da existência.
Os profetas já havia preparado esse horizonte crítico. Jeremias 23 denuncia os pastores que dispersam e deixam perecer o rebanho, expondo lideranças que, em vez de cuidar, produzem abandono. Ezequiel 34 aprofunda essa denúncia ao afirmar que, diante da falência das lideranças humanas, o próprio Deus assumirá o pastoreio, buscará as ovelhas perdidas, cuidará das feridas e fortalecerá as fracas. A imagem do pastor deixa de ser apenas funcional e se torna critério ético e teológico. Ao trazer esse quadro para o presente, o paralelo com os pastores de hoje se impõe de forma exigente. Bispos, Presbíteros, Diaconos e ouros religiosos católico, pastores e líderes protestantes já não vivem a marginalização social dos antigos pastores do tempo de Jesus. Em muitos casos, estão inseridos em estruturas consolidadas, com reconhecimento institucional e visibilidade pública. O risco, portanto, desloca-se. Não é mais a exclusão que ameaça a vocação pastoral, mas a acomodação ao poder, ao prestígio e às lógicas que esvaziam o cuidado concreto e o ministério se torna espaço de privilégio, perde-se a dimensão do serviço. O pastor deixa de caminhar com o rebanho e passa a se colocar acima dele. Isso rompe a lógica do Evangelho, onde autoridade é serviço e liderança é cuidado.
Do ponto de vista sociológico e pastoral, surgem tensões evidentes. O clericalismo transforma o ministério em posição de superioridade. A mercantilização da fé submete o cuidado pastoral à lógica do mercado. A instrumentalização ideológica da religião aproxima lideranças de projetos de poder que pouco têm a ver com o Evangelho. Em todos esses casos, repete-se, sob novas formas, a crítica de Jeremias e Ezequiel. Pastores que deveriam cuidar acabam dispersando, ferindo ou abandonando.
Por outro lado, permanece viva a presença de pastores e pastoras que, mesmo inseridos em instituições, escolhem o caminho da proximidade. Estão junto ao povo, escutam, acompanham, defendem a vida ameaçada e assumem os riscos dessa fidelidade. Neles, a imagem bíblica recupera sua densidade. São sinais de que o pastoreio, quando vivido como serviço, continua sendo escola de humanidade e de fé. O critério, ontem e hoje, permanece o mesmo. A autenticidade do pastor não se mede pelo título, mas pela prática. Onde há cuidado real, compromisso com os mais vulneráveis e disposição de dar a vida, ali se reconhece o traço do Deus que, diante da falência das lideranças, decide Ele mesmo pastorear o seu povo. Onde há distanciamento, exploração e indiferença, a linguagem religiosa pode permanecer, mas já não expressa o coração do Evangelho.
É nesse horizonte que João 10 precisa ser lido. Quando Jesus se apresenta como o Bom Pastor Jo 10,11, ele não apenas assume uma metáfora, mas encarna a resposta divina à crise das lideranças. Ele conhece, chama pelo nome e dá a vida, em contraste direto com o mercenário que abandona o rebanho e o ponto de partida honesto exige reconhecer que João 10,1-10 não nasce como discurso isolado, mas como resposta direta ao conflito narrado em João 9. Ali, Jesus encontra um homem cego de nascença, alguém cuja condição não era apenas física, mas social e religiosa. No imaginário da época, doença e pecado estavam entrelaçados. Curar aquele homem era também romper um sistema simbólico que legitimava exclusões. Ao curá-lo, Jesus não apenas devolve a visão, mas restitui dignidade. O que segue é revelador. As autoridades religiosas, incapazes de lidar com o inesperado de Deus, interrogam, pressionam e finalmente expulsam o homem da sinagoga. A instituição, que deveria ser espaço de encontro com Deus, torna-se mecanismo de exclusão. É nesse cenário que Jesus pronuncia a metáfora da porta e do pastor. Não é uma parábola neutra, é uma denúncia. Quando Ele afirma que quem não entra pela porta é ladrão e assaltante, está nomeando um tipo de liderança religiosa que se apropriou do povo. A linguagem é dura porque a realidade é dura. A religião, quando capturada por interesses de poder, deixa de ser mediação de Deus e passa a ser instrumento de controle.
A imagem da porta carrega uma densidade teológica que não pode ser reduzida a uma frase devocional. No ambiente pastoral da Palestina, o redil era um espaço de proteção, mas também de limitação. A porta regulava entrada e saída, acesso e circulação. Ao dizer “Eu sou a porta” (Jo 10,7), Jesus não está oferecendo um slogan espiritual, mas redefinindo o acesso a Deus. Não é mais o templo, não é mais o sistema sacrificial, não é mais a mediação institucional fechada. É Ele. Isso ecoa a crítica profética de textos como Jeremias 7, onde o templo é denunciado como “covil de ladrões”. A porta é Cristo porque nele a relação com Deus deixa de ser mediada por estruturas de exclusão e passa a ser relação viva. Ao mesmo tempo, Ele se apresenta como pastor. A tradição bíblica já havia preparado esse caminho. O Salmo 23 não é poesia ingênua, é uma profissão de fé em meio à vulnerabilidade. “Ainda que eu caminhe pelo vale da sombra da morte” (Sl 23,4) revela que o pastoreio não elimina o sofrimento, mas o atravessa. Em Ezequiel 34, Deus denuncia os pastores de Israel que exploram o rebanho, que se alimentam das ovelhas em vez de cuidar delas. A promessa é clara. O próprio Deus virá apascentar seu povo. Em João 10, essa promessa ganha rosto. A escolha dessa imagem é teologicamente subversiva. Deus não se revela a partir do centro do poder, mas a partir das bordas da sociedade. A encarnação já havia indicado isso em Lucas 2, quando os primeiros a receber o anúncio são pastores. João radicaliza essa lógica. O próprio Cristo assume essa identidade.
A relação entre pastor e ovelha, do ponto de vista antropológico, é construída na convivência. A ovelha reconhece a voz porque convive. Não há seguimento sem relação. Isso desmonta modelos religiosos baseados em medo, imposição ou manipulação emocional. A voz do Pastor não se impõe pela força, mas pela verdade que ressoa na experiência. “Ele chama pelo nome” (Jo 10,3) indica singularidade. Em um mundo que transforma pessoas em massa, Cristo devolve o nome. Atos 2,14a.36-41 apresenta a consequência dessa revelação na vida comunitária. Pedro, diante da multidão, não suaviza o anúncio. “A este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo” (At 2,36). A palavra fere, atravessa, provoca conversão. A reação não é conforto, é inquietação. “Que devemos fazer?” A resposta não é mágica. É conversão concreta, mudança de vida, inserção em uma comunidade que rompe com a lógica anterior. Aqui começa a Igreja como rebanho que escuta e responde.
A Primeira Carta de Pedro aprofunda a dimensão existencial desse seguimento. Cristo é apresentado como aquele que sofreu injustamente e não revidou (1Pd 2,23). Isso não é passividade, é fidelidade radical. Ele é o pastor que não abandona o rebanho quando o lobo chega. Em termos psicológicos, isso confronta a lógica da autopreservação a qualquer custo. Seguir esse Pastor implica aceitar um caminho que passa pela cruz, não como glorificação da dor, mas como resistência ao mal sem reproduzi-lo. A figura do mercenário, descrita em João 10, não é abstrata. Ela se manifesta em lideranças que transformam fé em produto, púlpito em palanque, comunidade em mercado. A chamada teologia da prosperidade é uma das expressões mais evidentes dessa distorção. Promete vida em abundância, mas redefine abundância como acúmulo individual, rompendo com o Evangelho que aponta para partilha e justiça.
Documentos como a Evangelii Gaudium denunciam com clareza essa lógica ao afirmar que essa economia mata. O Documento de Aparecida reafirma que a fé cristã não pode ser separada da opção pelos pobres. O Gaudium et Spes recorda que não há verdadeira humanidade sem justiça. Ignorar isso é transformar o Pastor em mercenário. Há também uma dimensão política que não pode ser ignorada. Quando setores religiosos se alinham a projetos autoritários, legitimando exclusões, violências e desigualdades, estão, na prática, recusando a porta que é Cristo e escalando o muro. A instrumentalização da fé por ideologias de extrema direita não é um detalhe periférico. É uma negação do Evangelho. O Cristo que conhece pelo nome não pode ser reduzido a um símbolo de ordem excludente.
A imagem das ovelhas também precisa ser resgatada da romantização. Elas são frágeis, sujas, vulneráveis. Isso não é defeito, é condição. A espiritualidade autêntica começa quando se abandona a ilusão de pureza e se reconhece a própria necessidade de cuidado. O Pastor não ama uma idealização, ama a realidade concreta. Ele não conduz um rebanho perfeito, mas um povo em processo.
A narrativa de Jacó, em Gênesis 30, com as ovelhas manchadas, lembra que a vida não é homogênea. Há diversidade, conflito, ambiguidade. O pastoreio verdadeiro não elimina essa complexidade, mas a assume. Ele não constrói uma comunidade uniforme, mas reconciliada.
No horizonte final, permanece a pergunta fundamental: De quem é a voz que estamos seguindo?
Em um mundo saturado de discursos, ideologias e manipulações, discernir tornou-se uma urgência espiritual e política. A voz do Pastor não se confunde com gritos de poder. Ela se reconhece pela capacidade de gerar vida, de incluir, de restaurar.
“Eu vim para que tenham vida” (Jo 10,10) não é uma promessa abstrata. É um critério. Onde há morte, exclusão, violência e exploração, ali não está o Pastor. Onde há cuidado, justiça, verdade e misericórdia, ali sua voz ressoa. Este domingo não é apenas contemplação de uma imagem, é confronto com uma escolha. Ser ovelha é aprender a escutar. Ser pastor, quando necessário, é assumir responsabilidade. Ser porta é abrir caminhos. Recusar-se a isso é tornar-se cúmplice de sistemas que roubam, matam e destroem.
A oração pelas vocações, neste contexto, deixa de ser formalidade e deve se torna clamor:
- Senhor Jesus Cristo, Bom Pastor, Tu que conheces as tuas ovelhas e por elas dás a vida (Jo 10,14-15),faz da tua Igreja um sinal vivo do teu cuidado e da tua presença no mundo.Desperta, no meio do teu povo, vocações autênticas,homens e mulheres capazes de viver a radicalidade do Evangelho, não como função ou prestígio, mas como entrega, serviço e compaixão.Purifica a tua Igreja de todo espírito mercenário,de todo interesse que não nasce do amor,de toda lógica de poder que transforma o rebanho em massa e número.Converte os corações endurecidos, e faz surgir pastores segundo o teu coração (Jr 3,15), que não fujam diante do lobo,mas permaneçam com o povo, sobretudo nas feridas da história.Liberta o teu rebanho da passividade e do medo, para que volte a ser comunidade viva, corpo consciente e solidário, onde cada pessoa seja reconhecida pelo nome e pela dignidade. Que a tua porta permaneça aberta (Jo 10,9), não para a dispersão sem verdade,mas como caminho de vida plena,vida que não se compra, não se manipula, não se controla,porque é dom gratuito do Pai. Senhor, afasta de nós tudo o que não vem de ti e confirma-nos na tua verdade. Sê tu mesmo o Pastor que guia, corrige e sustenta a tua Igreja. Por Cristo, o Bom Pastor, nosso Senhor.
DNonato — entre tropeços e graça, uma ovelha do Bom Pastor


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