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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Analisando letra: Que país é esse?



Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Logo na primeira estrofe, temos uma afirmação problemática: “ninguém respeita a Constituição”, desde o mais pobre (nas favelas), até queles que deveriam dar o exemplo (no Senado), não há quem respeite, e onde não há respeito não há ordem, há bagunça, sujeira (Sujeira pra todo lado). Todos acreditam que o país pode melhorar, mas ninguém que fazer sua parte, é um esperando pelo outro e todos de braços cruzados. Na época em que a canção foi composta (1978) e também quando o disco foi lançado (1987), a constituição em vigor era a de 1967, aprovada durante o regime militar. Temos aqui uma colocação supostamente contraditória: a constituição, mesmo de natureza autoritária, é evocada como um documento a ser respeitado, mas que não se respeita. Nesse caso, constituição pode ter sentidos diversos, talvez, no caso da letra, se reduza aos aspectos positivos de um conjunto imaginário de direitos e deveres de todos que vivem em sociedade.

Que país é esse (3x)


No Amazonas, no Araguaia, na Baixada Fluminense
Mato Grosso, nas Geraes e no Nordeste tudo em paz  
Neste trecho, temos a referência não apenas a diversas regiões violentas do Brasil, mas, sobretudo, a fatos históricos envolvendo repressão. Como exemplo, temos a referência à guerrilha do Araguaia, onde o regime militar, matou e deixou desaparecidas várias pessoas que protestavam contra o governo, e a Baixada Fluminense que até os dias de hoje apresenta elevados índices de violência, sobretudo em relação ao tráfico de drogas, que também está relacionado com a região do Amazonas. Esta última porém, é melhor trabalhada na canção “Conexão amazônica”, do mesmo disco. A ênfase vocal de Renato Russo no trecho “tudo em paz” constitui um deboche, que é ao mesmo tempo ironia e sarcasmo, pois nesse cenário de violência apresentado, como tudo poderia estar em paz?

Na morte eu descanso mas o sangue anda solto
Manchando os papéis, documentos fiéis
Ao descanso do patrão
Já a qui, o autor parece acreditar num possível descanso só após a morte, mas também, deixa claro que a mesma tem sido mecanismo dos poderosos para calar a muitos (sangue anda solto ), usando suas posições e influencias, alteram documentações, somem com provas e qualquer indicio que possam ligá-los ao sumiço de seus desafetos (Manchando os papéis, documentos fiéis ), é a tal queima de arquivo, que ainda nos dias de hoje ouvimos falar. E ainda nesse trecho ele nos deixa a ideia de que, aqueles que poderiam fazer alguma coisa, simplesmente ignoram, fazem vista grossa ( Ao descanso do patrão).

Que país é esse (4x)

Terceiro mundo se for
Piada no exterior
Mas o Brasil vai ficar rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios em um leilão.
Nesta terceira e última estrofe, encontramos uma visão sarcástica do presente e do futuro logo nos três primeiros versos, o autor quer deixar claro o quão longe o país estava de se tornar uma grande nação e nos outros três que seguem o autor faz uma referência metafórica ao nosso passado histórico (“quando vendermos todas as almas/ dos nossos índios num leilão”). Nesse jogo de palavras, temos a afirmação debochada e sarcástica de que o Brasil conseguirá enriquecer e chegar ao nível dos países do primeiro mundo quando comercializar o seu último (e ao mesmo tempo, primeiro) elemento puro da terra: os índios. Nesses versos, temos a idealização do elemento indígena, como símbolo da nossa cultura, crença ( de uma certa forma, no verso "Mas o Brasil vai ficar rico " e nos outros que seguem, o deboche virou profecia, e nos dias atuais a profecia esta se cumprindo. O Brasil esta enriquecendo, mas a troco da falência cultural e social do nosso país, pois estamos emburrecendo e agregando a cultura gringa a nossa em troca de favores e de um nome bem visto la foranunca estivemos tão americanizados como nos dias atuais).
fonte:  rebobinando

sexta-feira, 28 de março de 2014

Celebremos 54 anos da Diocese de Nova iguaçu

Celebramos os 54 anos da nossa Diocese com esse lindo vídeo de 19 minutos e 37 segundos mostrando algumas fotos de diversas Igreja da Diocese de N. Iguaçu. Boa viaje neste nosso trabalho são se desejar conhecer outras fotos veja abaixo  no slide onde apresentamos  mais 600 fotos de diversas Igrejas do Brasil e  da Baixada Fluminense  



quinta-feira, 11 de abril de 2013

Caminhada pela Paz na Baixada Fluminense



No dia 06 de abril de 2013  a Baixada Fluminense Gritou pela Paz em  uma caminhada pelas Ruas da Cidade de Nova Iguaçu e Mesquita fazendo memória de todas as pessoas que fizeram sua Páscoa  através da violência que  gera o império do medo.
Toda a caminhada foi um Clamor  de justiça e uma prece pela Paz no mundo e em especial  a essa parte do Estado do Rio de Janeiro que a muito sofre o abandono do poder Público. E a Presente caminhada   foi organizada pela Diocese de N. Iguaçu e Diocese de Duque de Caxias e Realizada pelo Fórum Grita Baixada e o centro de Direitos Humanos Dom. Adriano Hipólito. Contou com  presenla de várias Pastorais Sociais e aqui destacamos a PJ e CPT. 
VAMOS CONTINUAR GRITANDO

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Celebração da Unidade na Diocese de Nova Iguaçu 2013



Na quinta feira santa a Igreja celebra duas Liturgias. Pela Manhã quando os Presbíteros e Diáconos fazem a renovação de promessas ministeriais e o bispo consagra os óleos usados nas celebrações sacramentais e pela noite quando celebramos a missa da última ceia ou do lava-pés.
Na primeira celebração após a renovação o bispo diocesano acolhe todo seu clero com uma abraço e aqui destacamos esse momento bonito na Diocese de Nova Iguaçu que estamos partilhando com todos.