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sábado, 25 de abril de 2026

MENSAGEM DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO DE DEUS

A mensagem dos Bispos no final  da 62ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Aparecida, nasce de um envio que não permite acomodação. “Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21). Não é palavra para enfeitar celebração. É direção de vida. 

Se percebe  uma sintonia com Papa Leão XIV e no caminho aberto por Papa Francisco, os bispos recordam que a Igreja ou é sinodal ou perde o Evangelho de vista. Sinodalidade não é moda eclesial. É conversão de mentalidade. É sair da lógica de poder e entrar na dinâmica do serviço. Pelo Batismo, todos têm voz, dignidade e responsabilidade. Onde isso não acontece, algo do Evangelho foi silenciado. A paz aparece como dom e tarefa. Não nasce de discursos religiosos vazios, mas de corações converstidos e de relações justas. A Escritura já denunciava isso quando ligava paz e justiça como inseparáveis. Falar de paz ignorando a fome, a violência e a exclusão é espiritualizar o sofrimento alheio. É fé sem encarnação.

O texto valoriza os leigos, reconhece os jovens como presença viva de Deus e reafirma o cuidado com a Casa Comum. Aqui há um ponto decisivo. A fé cristã não é fuga do mundo, é compromisso com ele. Quem comunga o Corpo de Cristo e ignora o corpo ferido do povo não entendeu a Eucaristia. A mesa do altar e a mesa da vida não podem estar separadas. Mas é preciso dizer com honestidade. Há distância entre o que se afirma e o que se vive. Fala-se de comunhão, mas a Igreja ainda carrega divisões internas. Fala-se de participação, mas o clericalismo continua fechando portas. Fala-se dos jovens, mas muitos já não encontram sentido em estruturas que não escutam. Fala-se da criação, mas pouco se muda no concreto.

A nossa  observação  aqui não é contra a Igreja. É em favor de sua fidelidade ao Evangelho. Como lembram os profetas, Deus não se deixa impressionar por palavras quando a justiça não se torna prática. A fé que não toca a realidade corre o risco de se tornar ideologia religiosa.

No fim, a mensagem é clara. O envio de Cristo continua atual. A Igreja é chamada a viver o que anuncia. Menos discurso autorreferencial e mais presença junto aos pobres, mais escuta verdadeira, mais coragem de mudar estruturas que já não servem ao Reino. Se isso for assumido, a mensagem deixa de ser apenas um documento e se torna caminho. Caso contrário, será mais um texto correto, mas incapaz de transformar a vida. E o Evangelho nunca foi neutro nem decorativo. Ele sempre exigiu decisão.

Vamos a mensagem   e tire você  mesmo sua  conclusão.

DNonato -  Em comunhão  com a Igreja  Sinodal 

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Jesus disse de novo: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Reunidos em Aparecida, junto à Padroeira do Brasil, nós, Bispos Católicos, por ocasião da 62ª Assembleia Geral da CNBB, de 15 a 24 de abril, dirigimos esta mensagem de esperança e unidade a todo o Povo de Deus. Fortalecidos pela oração, reafirmamos o compromisso de evangelizar, sendo uma Igreja Sinodal que escuta, acolhe e serve a Jesus Cristo com amor e fidelidade.

Unimo-nos ao Papa Leão XIV em seu profético empenho pela paz, que não pode ser um ideal distante, mas uma realidade concreta. Exortamos todos a reconhecer que a paz, dom do Ressuscitado, brota da conversão dos corações, do diálogo fraterno e da solidariedade com os mais pobres.

O Batismo é a fonte de todas as vocações e, por meio dele, somos chamados à santidade e à comunhão. Revestidos todos da mesma dignidade, tornamo-nos corresponsáveis pela missão da Igreja, qualquer que seja o ministério que exerçamos. Nesta harmonia, reconhecemos a riqueza dos dons e carismas que, na diversidade dos ministérios, dinamizam o serviço na Igreja e na sociedade.

Manifestamos nossa gratidão a todo o Povo de Deus, que se mantém fiel no seguimento a Jesus Cristo, e expressamos nossa proximidade a todos os cristãos leigos e leigas, consagrados e consagradas, e ministros ordenados que sofrem calúnias e agressões por seu compromisso com o Evangelho, principalmente junto aos pobres e na defesa da Casa Comum.

Pedimos a todos um esforço contínuo pela unidade, fazendo de nossas comunidades ambientes onde o diálogo se manifeste na superação das polarizações. Empenhemo-nos na valorização da diversidade dos dons, onde todos os ministérios sejam vividos como serviço ao próximo, num caminho de comunhão, participação e missão.

Somos gratos aos cristãos leigos e leigas, chamados a ser sal da terra e luz do mundo nas realidades sociais e eclesiais (cf. Mt 5,13-16). Enaltecemos, igualmente, a vocação matrimonial e a família, cuja missão reside em gerar e cuidar da vida, na educação das novas gerações e na transmissão da fé.

Esse mesmo olhar queremos dirigir aos diáconos e presbíteros, chamados, a exemplo do Bom Pastor, a serem conosco os primeiros, dentre o Povo de Deus, servidores na comunidade e dispensadores da graça sacramental, construindo um caminho de unidade e comunhão. Reconhecemos também a importância da vida consagrada e seu compromisso missionário, especialmente junto aos mais fragilizados, como um sinal profético de doação da própria vida e um testemunho da alegria no discipulado.

Iluminados pelo magistério do Papa Francisco, que nos animou a ser uma “Igreja em saída”, reconhecemos o trabalho incansável de todos os fiéis que se dedicam às iniciativas de cuidado dos pobres e da Casa Comum, atuando nas periferias geográficas e existenciais. A doação de suas vidas, nesta missão, impulsiona-nos a uma sensibilidade e abertura missionária permanentes.

Agradecemos, de modo especial, a todos os jovens presentes em nossas comunidades. Vocês são o “agora de Deus”, e nos ajudam a ser uma Igreja viva e renovada. Ao mesmo tempo, convidamos todas as lideranças eclesiais a acolherem e caminharem junto aos jovens, no cuidado, na escuta e no discernimento.

Convidamos todos a um renovado compromisso na construção da cultura vocacional, fazendo de nossas comunidades espaços de encontro, testemunho e missão. Ao redor da mesa da Palavra e da Eucaristia, em cada domingo, unamo-nos na oração pelas vocações e pela perseverança dos que se colocam a serviço da evangelização.

Neste espírito de comunhão, como um só corpo (cf. Rm 12,5), assumamos, com renovado ardor, as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Elas são a expressão concreta de nossa acolhida ao caminho sinodal, que nos leva a redescobrir a beleza da variedade das vocações, carismas e ministérios.

Somos uma Igreja ministerial e, sob o olhar amoroso da Virgem Aparecida, Mãe das Vocações, renovamos nosso compromisso de evangelizar, anunciando Jesus Cristo com alegria e esperança, para que cheguemos à plenitude do Reino de Deus.

Aparecida – SP, 24 de abril de 2026.
62ª Assembleia Geral da CNBB

Dom Jaime Cardeal Spengler 
 Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS 
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF 
Secretário-Geral da CNBB


domingo, 31 de agosto de 2025

Um breve olhar sobre Lucas 4,16-30

 
A perícope de Lucas 4,16-21 ocupa um lugar privilegiado na vida litúrgica da Igreja. Ela é proclamada integralmente na segunda-feira da 22ª semana do Tempo Comum, quando a comunidade retoma o caminho ordinário da escuta da Palavra e do discipulado cotidiano, e aparece também em forma condensada no 3º Domingo do Tempo Comum do ano C, dia que, por iniciativa do Papa Francisco, foi instituído como o Domingo da Palavra de Deus, ressaltando a centralidade da Escritura na vida e na missão da Igreja. Além disso, o mesmo núcleo temático ressoa profundamente na Missa do Crisma, celebrada na Quinta-feira Santa, quando o bispo consagra os santos óleos e renova-se o compromisso ministerial, evocando explicitamente a unção do Espírito que configura Cristo como aquele que foi enviado para evangelizar os pobres. Nas tradições das Igrejas históricas, tanto no Oriente quanto no Ocidente, este texto é igualmente reconhecido como uma epifania da identidade messiânica de Jesus e como síntese programática de sua missão. A liturgia, ao situá-lo nesses momentos, não apenas recorda um acontecimento passado, mas atualiza um princípio teológico fundamental: a Palavra de Deus é sempre contemporânea, sempre hoje.
A cena se insere no início do ministério público de Jesus segundo o Evangelho de Lucas. Após o batismo no Jordão, onde o Espírito desce sobre ele em forma corpórea como uma pomba, e após a experiência do deserto, marcada pelo confronto com as tentações que pretendiam desviar sua missão para caminhos de poder, espetáculo e domínio, Jesus retorna à Galileia “no poder do Espírito” (Lc 4,14). Este detalhe não é meramente descritivo, mas profundamente teológico. Ele indica que tudo o que se segue será ação do Espírito na história. O retorno a Nazaré, sua terra de origem, não é apenas um deslocamento geográfico, mas um movimento simbólico de encarnação da missão no espaço concreto da vida cotidiana.
Nazaré, pequena aldeia da Galileia, estava distante dos centros de poder político e religioso como Jerusalém e Cesareia. Era um lugar marginal no mapa do mundo antigo, expressão das periferias históricas onde a vida se desenrola sob condições de invisibilidade social. A Galileia do primeiro século era uma região marcada por tensões econômicas e culturais, com forte presença de camponeses submetidos à exploração tributária do Império Romano e das elites locais. A leitura desse contexto, iluminada pela história do Mediterrâneo antigo, revela que a proclamação de Jesus não ocorre em um vazio neutro, mas em um ambiente de desigualdade estrutural, opressão econômica e expectativa messiânica.
Ao entrar na sinagoga, Jesus se insere na tradição viva de Israel. A sinagoga, surgida no período do exílio e consolidada no pós-exílio, era o espaço da memória coletiva, da leitura da Torá e dos Profetas, da oração comunitária e da formação da identidade do povo. O gesto de levantar-se para ler (Lc 4,16) é carregado de significado. Não se trata apenas de uma função litúrgica, mas de uma tomada de posição diante da tradição. Ele recebe o rolo do profeta Isaías e encontra a passagem que proclama a unção do Espírito sobre o enviado. O texto de Isaías 61,1-2, combinado com elementos de Isaías 58,6, anuncia libertação, cura, restauração e justiça.
Quando Jesus lê “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres” (Lc 4,18), ele não está apenas citando uma profecia, mas reinterpretando toda a expectativa messiânica de Israel. A unção, no mundo bíblico, designa a consagração para uma missão específica. Reis, sacerdotes e profetas eram ungidos como sinal de eleição divina. Aqui, porém, a unção não legitima poder político nem status religioso, mas uma missão voltada aos pobres, aos cativos, aos cegos e aos oprimidos. Trata-se de uma inversão radical da lógica dominante.
O termo “pobres” não deve ser reduzido a uma categoria puramente espiritual. No contexto bíblico, especialmente na tradição dos anawim, refere-se aos que são materialmente despossuídos e socialmente vulneráveis, mas também abertos à ação de Deus. A boa nova anunciada a eles é concreta, histórica, libertadora. A libertação dos cativos remete tanto à experiência do exílio quanto às diversas formas de escravidão e opressão presentes na sociedade. A recuperação da vista aos cegos evoca não apenas curas físicas, mas a iluminação interior que permite perceber a realidade à luz de Deus. A libertação dos oprimidos aponta para a ruptura de estruturas injustas.
O anúncio do “ano da graça do Senhor” remete diretamente à tradição jubilar de Levítico 25. O jubileu era um tempo de reconfiguração social, no qual as dívidas eram perdoadas, os escravos libertos e as terras devolvidas. Era uma tentativa concreta de impedir a concentração de riqueza e restaurar a igualdade. Ao assumir esse horizonte, Jesus projeta a fé bíblica para além do ritualismo e a inscreve no campo da justiça social. A teologia se encontra com a sociologia, a espiritualidade com a economia, a liturgia com a vida.
Quando Jesus declara “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4,21), ele introduz a categoria do hoje como chave hermenêutica. O hoje não é apenas um tempo cronológico, mas um tempo teológico, o kairos da salvação. Em Lucas, essa categoria aparece em momentos decisivos, como no anúncio aos pastores “Hoje vos nasceu um Salvador” (Lc 2,11) e na conversão de Zaqueu “Hoje entrou a salvação nesta casa” (Lc 19,9). O hoje rompe com a lógica de uma fé projetada apenas para o futuro e convoca à transformação do presente.
A reação dos ouvintes revela a complexidade da experiência humana. Inicialmente, há admiração pelas palavras cheias de graça (Lc 4,22). No entanto, rapidamente emerge a resistência. “Não é este o filho de José?” A pergunta, aparentemente inocente, carrega uma carga de deslegitimação. Trata-se de um mecanismo antropológico e psicológico conhecido: a dificuldade de reconhecer o extraordinário no ordinário, o novo no familiar. A psicologia social aponta que grupos tendem a rejeitar aqueles que rompem expectativas internas, pois isso ameaça a estabilidade simbólica do coletivo.
Jesus responde evocando a tradição profética de Elias e Eliseu (Lc 4,25-27), lembrando que a ação de Deus ultrapassa as fronteiras de Israel. A viúva de Sarepta e Naamã, o sírio, são estrangeiros que experimentam a graça divina. Essa universalização do horizonte é profundamente subversiva. Ela desmonta qualquer pretensão de exclusivismo religioso e aponta para a universalidade da salvação. No entanto, essa abertura é percebida como ameaça, e a admiração se transforma em fúria.
O paralelo com Marcos 6,1-6 e Mateus 13,53-58 confirma o tema do profeta rejeitado em sua terra, mas Lucas radicaliza o sentido ao colocar esse episódio no início da missão. Trata-se de uma chave interpretativa para todo o Evangelho. A missão de Jesus será marcada pela proclamação da libertação, pela abertura aos marginalizados e pela rejeição por parte daqueles que se consideram detentores da verdade e do poder religioso.
A tradição patrística reconheceu nessa passagem um núcleo fundamental da cristologia. A recapitulação em Cristo, como desenvolvida por Irineu, indica que toda a história encontra nele seu sentido. Orígenes enfatiza o caráter sempre atual do hoje da Palavra. Agostinho destaca que a Escritura se cumpre na vida daqueles que a acolhem com fé. Essa leitura patrística reforça a dimensão existencial do texto.
No horizonte do magistério contemporâneo, a Constituição Gaudium et Spes afirma que as alegrias e esperanças dos pobres são também as da Igreja. A Evangelii Gaudium denuncia a economia da exclusão e convoca a uma Igreja em saída. A Fratelli Tutti critica a cultura do descarte e propõe uma fraternidade universal. Os documentos do CELAM, especialmente Medellín e Puebla, aprofundam a opção preferencial pelos pobres como exigência evangélica. A CNBB, em suas diretrizes pastorais, insiste na necessidade de uma Igreja comprometida com a justiça social.
Diante desse quadro, a Palavra de Lucas 4 assume um caráter profético incontornável. Ela denuncia as formas contemporâneas de instrumentalização da religião. Quando a fé é capturada por projetos político-partidários que promovem exclusão, violência e autoritarismo, ela se distancia do Evangelho. A teologia da prosperidade, ao reduzir a bênção divina ao sucesso material, trai a lógica do Reino, que privilegia os pobres. A teologia do domínio, ao buscar poder e controle, contradiz o caminho de serviço de Jesus.
O clericalismo aparece como uma deformação interna da Igreja, quando o ministério se transforma em privilégio e poder, em vez de serviço. Isso sufoca a dimensão profética e impede a participação do povo de Deus. A aliança entre discursos religiosos e ideologias de extrema direita, marcada por nacionalismo excludente e desprezo pelos pobres, esvazia o Evangelho de sua força libertadora.
A atualidade do texto se revela nos desafios contemporâneos. A desigualdade social crescente, a exclusão de milhões, a violência estrutural, a crise de sentido e a manipulação religiosa são sinais de um mundo que precisa urgentemente do anúncio do Reino. A Palavra proclamada em Nazaré continua a ecoar como denúncia e promessa. Ela desinstala, inquieta, convoca à conversão.
A experiência humana diante dessa Palavra é marcada por ambiguidade. Há desejo de mudança, mas também medo. A liberdade proposta pelo Evangelho implica responsabilidade. A psicologia mostra como mecanismos de defesa surgem diante de verdades que exigem transformação. No entanto, é nesse confronto que se abre a possibilidade de uma vida nova.
Jesus passa pelo meio deles e segue seu caminho (Lc 4,30). Este detalhe final é profundamente simbólico. A rejeição não interrompe a missão. O projeto de Deus não é bloqueado pela resistência humana. A história continua aberta. A Palavra continua a ser proclamada. O Espírito continua a agir.
A contemplação dessa cena conduz a uma tomada de posição. Não é possível permanecer neutro diante dela. Ou se acolhe o hoje da salvação, assumindo suas implicações pessoais e sociais, ou se recusa, permanecendo nas estruturas que geram morte. A fé cristã, quando fiel ao Evangelho, não pode ser cúmplice da injustiça. Ela é chamada a ser fermento de transformação, sinal de esperança, voz profética.
Assim, a sinagoga de Nazaré se torna espelho da humanidade. Nela se refletem nossas expectativas, nossas resistências, nossas contradições. E nela ressoa a Palavra que continua a dizer hoje: a libertação é possível, a justiça é necessária, a graça é oferecida. Cabe a cada geração decidir se acolhe ou rejeita esse anúncio. O Evangelho permanece como critério, como luz e como caminho para uma humanidade reconciliada, onde a dignidade de cada pessoa seja reconhecida e a vida, em todas as suas formas, seja plenamente valorizada.
Naquele contexto  os olhares se cruzavam em curiosidade e orgulho local e hoje sonos  chamados a nos perguntar: 

  • Qual é o nosso projeto “hoje”? 
  • Onde precisamos deixar que a Palavra se cumpra? 
  • Onde resistimos, como os nazarenos, porque a mensagem nos incomoda? 
  • E como comunidade, estamos dispostos a abrir espaço para os pobres, os estrangeiros, os diferentes, ou continuamos a reproduzir muros e exclusões? 

A Boa Nova de Jesus não cabe em templos fechados, nem em projetos de poder, mas floresce quando a Palavra é acolhida como fermento de vida nova, reconciliação e justiça.



DNonato – Teólogo do Cotidiano