Para compreender a força desse chamado é necessário considerar o contexto histórico, econômico, religioso e social da Galileia do primeiro século. A região estava submetida ao domínio romano e inserida em uma complexa estrutura de tributação, circulação de mercadorias e cobrança de taxas. Os cobradores de impostos estavam associados à administração fiscal e, por essa razão, eram frequentemente percebidos como colaboradores de uma ordem política estrangeira, além de serem alvo de desconfiança por possíveis práticas abusivas. Não podemos afirmar, apenas a partir de Mateus 9,9, exatamente quanto Mateus cobrava ou se praticava extorsão, pois o texto não fornece esses detalhes, mas podemos compreender que sua profissão o colocava em uma posição social moralmente suspeita. O Evangelho, entretanto, não ignora essa realidade nem transforma sua condição em virtude; o que ele faz é impedir que a profissão e a reputação tenham a última palavra sobre sua pessoa. Essa distinção é fundamental, porque a misericórdia de Jesus não significa declarar que o mal não existe, mas recusar a ideia de que o ser humano possa ser definitivamente identificado com o mal que praticou, com o rótulo que recebeu ou com a estrutura da qual participou. O episódio também precisa ser lido à luz do que acontece antes dele. Mateus 8 e 9 apresentam uma sequência de ações de Jesus nas quais o Reino de Deus se manifesta justamente pela restauração daqueles que se encontram feridos, marginalizados ou socialmente desvalorizados.
- Mateus 8,1-4, Jesus toca um leproso.
- Mateus 8,5-13, acolhe a fé de um centurião.
- Mateus 8,14-17, aproxima-se dos enfermos.
- Mateus 8,28-34, enfrenta forças que aprisionam e desfiguram a existência
- Mateus 9,1-8, perdoa os pecados e cura um paralítico.
A tradição cristã antiga compreendeu que o Evangelho é uno, embora tenha quatro testemunhos canônicos. Santo Irineu, no século II, relacionou os quatro Evangelhos aos quatro seres vivos de Ezequiel 1 e Apocalipse 4, compreendendo essa diversidade como expressão da ação de um único Espírito. Essa tradição antiga é importante porque nos recorda que a Igreja não precisa destruir a diversidade para preservar a unidade. Mateus, Marcos, Lucas e João não são quatro evangelhos concorrentes, mas quatro testemunhos que convergem na proclamação de Jesus Cristo.
- Mateus apresenta Jesus profundamente ligado às Escrituras de Israel e à realização do Reino
- Marcos destaca o caminho do Messias sofredor
- Lucas evidencia a misericórdia, os pobres, os marginalizados e a ação do Espírito
- João contempla o Verbo encarnado e a revelação do Pai no Filho.
- Abraão deixa sua terra em Gênesis 12,1-4
- Israel sai da escravidão em Êxodo 12,31-42
- os profetas levantam-se diante dos poderes para anunciar a Palavra
- Os discípulos abandonam suas redes, barcos e mesas para acompanhar Jesus.
- Marcos 2,13-17: enfatiza o chamado e o conflito em torno da mesa;
- Lucas 5,27-32: Lucas destaca o grande banquete oferecido por Levi;
A mesa possui uma importância decisiva nessa narrativa, porque no mundo mediterrâneo antigo comer com alguém significava muito mais do que compartilhar alimentoo e a refeição expressava proximidade, reconhecimento, pertencimento e comunhão. Quando Jesus se senta à mesa com publicanos e pecadores, ele não está simplesmente escolhendo um lugar para comer, mas atravessando uma fronteira social e religiosa. É por isso que os fariseus perguntam: “Por que o vosso mestre come com cobradores de impostos e pecadores?” A questão profunda não é gastronômica, mas comunitária:
- Quem pode pertencer à comunidade formada em torno de Jesus?
- Quem pode aproximar-se da mesa?
- Quem merece ser recebido?
- Quem pode ser considerado digno de convivência?
Essa advertência é particularmente importante diante do clericalismo e de toda forma de poder religioso que transforma serviço em domínio. O Jesus de Mateus não cria uma elite espiritual destinada a controlar os demais. Ele chama pessoas frágeis e diversas e lhes confia uma missão. Em Marcos 10,42-45, quando os discípulos discutem grandeza, Jesus afirma que os governantes dominam sobre seus povos, mas entre os seus seguidores não deve ser assim. Quem quiser ser grande deve servir. A autoridade cristã encontra sua legitimidade no serviço. Pedro recebe sua missão em João 21,15-17 depois de experimentar sua própria fragilidade, e Paulo reconhece em 2Coríntios 4,7 que o tesouro do Evangelho é carregado em vasos de barro. A Igreja perde sua força evangélica quando aqueles que deveriam servir passam a exigir reverência, quando a função se torna instrumento de prestígio ou quando a instituição passa a defender sua própria imagem em detrimento das pessoas feridas. A mensagem de Mateus também ilumina diretamente a desigualdade social. Os publicanos não podem ser compreendidos simplesmente como uma categoria moral, porque a sociedade contemporânea possui mecanismos muito mais sofisticados de classificação e exclusão.
- Existem pessoas reduzidas ao seu salário, ao emprego que perderam, ao lugar onde moram, à roupa que vestem, ao passado criminal, à situação econômica, à aparência ou ao nível de escolaridade.
- Existem trabalhadores submetidos à precarização, pessoas sem moradia, famílias atingidas pela fome, idosos abandonados, jovens sem oportunidades, mulheres vítimas de violência, migrantes discriminados e comunidades inteiras submetidas a diferentes formas de abandono.
A história de Mateus também ilumina a crise de sentido porque seu chamado começa quando alguém o vê verdadeiramente. Vivemos numa época em que as pessoas são observadas constantemente, classificadas por dados, avaliadas por números e expostas nas redes sociais, mas isso não significa que sejam realmente vistas. Há uma diferença profunda entre observar e enxergar. O olhar social muitas vezes serve para controlar, comparar, consumir ou julgar, enquanto o olhar de Cristo reconhece a pessoa e abre uma possibilidade de futuro. Mateus estava sentado diante de uma estrutura que o definia e, naquele momento, descobriu que sua identidade não terminava ali. O Evangelho continua fazendo essa pergunta à nossa sociedade: quantas pessoas foram convencidas de que são apenas o que fizeram, o que perderam ou aquilo que os outros dizem sobre elas? Quantas desistiram de si mesmas porque ninguém lhes anunciou a possibilidade de recomeço? O chamado de Mateus também impede uma espiritualidade baseada na perfeição aparente. O discípulo não surge de um currículo impecável. A própria tradição apostólica é formada por pessoas marcadas por contradições. Pedro negou Jesus e depois recebeu uma missão; Paulo perseguiu a Igreja e posteriormente tornou-se um de seus grandes anunciadores; Zaqueu encontrou-se com Jesus e foi levado à reparação, conforme Lucas 19,1-10. A graça não elimina a responsabilidade pelo passado, mas impede que o passado tenha a última palavra. O cristianismo é uma religião da memória e da esperança, porque recorda aquilo que aconteceu sem transformar aquilo que aconteceu em sentença eterna. A misericórdia não apaga a verdade, mas abre um caminho para que a verdade não termine em condenação sem possibilidade de transformação.
É nesse ponto que a mesa de Mateus se torna uma imagem da própria Igreja. A comunidade cristã não existe para reunir pessoas que já consideram ter alcançado a perfeição, mas para caminhar com pecadores em direção à santidade. Isso não significa relativizar o pecado ou dizer que todas as escolhas são moralmente equivalentes. Significa reconhecer que todos dependemos da graça. Lucas 18,9-14 apresenta o fariseu e o publicano no templo, e o publicano, reconhecendo sua necessidade da misericórdia, retorna para casa justificado. A mesma lógica aparece em Mateus 9. O publicano não é transformado em modelo porque sua profissão tenha sido automaticamente boa, mas porque se deixa alcançar por uma palavra que muda sua existência. A graça verdadeira nunca é estéril. Ela produz conversão, responsabilidade, reparação e serviço. Essa dimensão fica ainda mais clara em Lucas 5, quando Levi oferece um grande banquete depois de seu chamado. A conversão não termina quando alguém deixa a antiga mesa; ela conduz à construção de uma nova mesa. Zaqueu apresenta movimento semelhante em Lucas 19,8, quando promete devolver aquilo que havia tomado injustamente. O encontro com Cristo alcança a relação com o dinheiro e com o próximo. Não basta dizer que mudou interiormente quando a vida concreta continua reproduzindo injustiça. Tiago 2,14-17 pergunta de que adianta dizer que alguém tenha fé se não oferece ajuda concreta ao necessitado. 1João 3,17-18 insiste que o amor não pode permanecer apenas em palavras. O Evangelho transforma relações, e uma conversão que nunca alcança o modo como tratamos as pessoas, o dinheiro, o trabalho, o poder e os vulneráveis precisa ser seriamente questionada.
Por isso, a Igreja que celebra Mateus precisa perguntar quem são hoje os publicanos e pecadores sentados diante de suas portas. Quem recebeu uma etiqueta antes de ser ouvido? Quem foi transformado em inimigo antes de ser reconhecido como pessoa? Quem carrega um passado que a sociedade não permite superar? Quem está preso, endividado, desempregado, dependente, migrando, adoecido, abandonado ou marcado por alguma história que o tornou indesejável? Jesus não manda celebrar o pecado, mas também não permite que a pessoa seja descartada por causa dele. A misericórdia cristã não significa ausência de verdade, mas verdade acompanhada de possibilidade de transformação. É por isso que Jesus pode dizer simultaneamente “segue-me” e “quero misericórdia”. O chamado exige mudança, mas a mudança começa porque alguém foi visto e acolhido. Aqui aparece novamente a voz dos profetas. O profeta bíblico não é simplesmente alguém que prevê acontecimentos futuros, mas aquele que interpreta o presente à luz da aliança de Deus. Jeremias 22,13 denuncia quem constrói sua casa com injustiça e explora o trabalhador; Amós 5,11-24 denuncia a exploração dos pobres e a religiosidade sem justiça; Miqueias 3,1-4 denuncia governantes que deveriam cuidar do povo, mas praticam violência; Isaías 58,6-7 denuncia uma espiritualidade que jejua sem libertar. Jesus assume essa tradição e, em Mateus 23, denuncia líderes religiosos que colocam fardos pesados sobre os outros. Portanto, celebrar São Mateus não pode significar apenas recordar um santo distante. A festa se torna verdadeira quando a comunidade permite que a Palavra julgue suas próprias estruturas, seus privilégios, suas omissões e suas práticas.
A religião também pode ser manipulada para justificar poder, dinheiro, preconceito e dominação. O Evangelho de Mateus apresenta Jesus rejeitando a tentação de transformar poder em espetáculo em Mateus 4,1-11, afirmando que não se pode servir simultaneamente a Deus e ao dinheiro em Mateus 6,24 e ensinando que entre seus discípulos não deve existir a lógica dos governantes que dominam em Mateus 20,25-28. Por isso, Jesus não pode ser utilizado como instrumento de legitimação de qualquer projeto de poder. O Cristo do Evangelho não cabe confortavelmente em sistemas que exaltam a riqueza, naturalizam a desigualdade, glorificam a violência ou transformam o adversário político em inimigo absoluto. A Boa Nova relativiza todos os poderes humanos diante do Reino de Deus e recoloca a pessoa humana, especialmente o vulnerável, no centro da responsabilidade ética. Mateus nos apresenta, assim, uma passagem da lógica da cobrança para a lógica da graça. Na coletoria, cada pessoa possui uma obrigação a ser calculada; na mesa de Jesus, a primeira pergunta é quem precisa de misericórdia. Na lógica da cobrança, a identidade pode ser reduzida a um débito; na lógica do Reino, a pessoa é maior que sua dívida. Isso não elimina justiça, responsabilidade ou reparação, mas impede que alguém seja reduzido definitivamente ao seu erro. A graça não é uma licença para continuar praticando injustiça, mas uma força que permite interromper o ciclo da injustiça. É exatamente por isso que a misericórdia possui dimensão profundamente política, social e histórica: ela recusa a ideia de que determinados seres humanos possam ser descartados para preservar a tranquilidade dos demais. A Igreja precisa reaprender essa linguagem. Não há coerência em proclamar misericórdia enquanto se pratica humilhação. Não há verdade cristã em falar de perdão e alimentar vingança. Não há autenticidade na celebração da Eucaristia quando se ignora o faminto. Paulo denuncia essa contradição em 1Coríntios 11,17-29 ao perceber que a própria celebração da Ceia havia sido contaminada pela desigualdade entre os irmãos. A mesa de Mateus e a mesa eucarística pertencem à mesma lógica de comunhão. A liturgia cristã só encontra sua verdade quando conduz à fraternidade, à partilha e à reconciliação. Caso contrário, o rito corre o risco de tornar-se aquilo que os profetas já denunciaram: uma celebração religiosa separada da justiça.
O chamado de Mateus também revela que Deus não espera condições ideais para iniciar uma vocação. Jesus entra na vida concreta. O chamado acontece no trabalho, na rotina, no lugar onde Mateus está. Essa dimensão é essencial para uma teologia do cotidiano, porque Deus não se manifesta apenas nos templos, retiros ou momentos extraordinários. O Senhor passa pela casa, pela rua, pelo ônibus, pelo escritório, pela fábrica, pela cozinha, pela universidade, pelo hospital, pelo campo e pelas redes sociais. A questão não é escapar da realidade para encontrar Deus, mas reconhecer sua presença dentro dela e permitir que essa presença transforme nossas relações. A santidade cristã não consiste em fugir do mundo, mas em viver no mundo de tal maneira que a presença do Reino se torne perceptível. A apostolicidade de Mateus também precisa ser compreendida como missão. O apóstolo não é proprietário de uma cadeira, de um título ou de uma posição. É alguém enviado. Efésios 4,11-13 apresenta diferentes ministérios como dons destinados à edificação do corpo de Cristo, e Mateus 28,19-20 envia os discípulos a todas as nações. O ministério cristão existe para servir ao Evangelho e edificar o povo de Deus. Quando a missão é transformada em carreira, quando o serviço se converte em privilégio ou quando a estrutura passa a existir para preservar a própria estrutura, o centro foi deslocado. A autoridade cristã precisa voltar constantemente à pergunta de Jesus em Marcos 10,45: o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida.
A festa de São Mateus nos coloca, portanto, diante de uma pergunta que não pode ser respondida apenas com palavras religiosas: o que significa misericórdia em nossa vida concreta? Significa aproximar-se sem humilhar, corrigir sem destruir, responsabilizar sem desumanizar, perdoar sem apagar a verdade, acolher sem abandonar a justiça, proteger vítimas sem transformar a vingança em virtude, ouvir sem preconceito e reconstruir relações sempre que isso for possível. Misericórdia não é fraqueza nem ingenuidade; é a força capaz de interromper ciclos de violência e devolver humanidade a relações marcadas pela hostilidade. É reconhecer que o outro não deixa de ser pessoa porque errou, porque pensa diferente, porque é pobre, porque perdeu sua reputação ou porque pertence a um grupo social que aprendemos a desprezar. BSão Mateus permanece sentado diante da coletoria até que o olhar de Cristo atravesse a classificação social que o aprisionava. Essa cena continua acontecendo. Existem pessoas sentadas porque foram convencidas de que não podem mais mudar; existem outras porque a sociedade não lhes oferece oportunidade de recomeço; existem comunidades sentadas porque se acostumaram ao medo; existem Igrejas sentadas porque transformaram tradição em imobilidade; existem cristãos sentados porque preferem uma religião confortável à aventura do Evangelho. A palavra de Jesus continua sendo exigente: “Segue-me”. Ele não promete um caminho sem conflitos, mas chama para um caminho de transformação. Seguir Cristo significa aceitar que o caminho da misericórdia muitas vezes será contrário aos caminhos do poder, do dinheiro, do preconceito e da indiferença. Por isso, celebrar São Mateus é permitir que Jesus passe diante de nossas próprias coletorias. Algumas estão dentro de nós e podem assumir a forma de ressentimentos, ambições, preconceitos, medos, desejos de controle ou necessidade de aprovação. Outras estão fora de nós e aparecem nas estruturas econômicas, sociais, políticas e religiosas que produzem exclusão e sofrimento. O Cristo que chamou Mateus continua vendo, e seu olhar não é uma vigilância destinada a condenar, mas uma misericórdia que convoca à vida. Ele não pergunta primeiro quantos títulos acumulamos, quantas obras realizamos ou quantas pessoas conseguimos impressionar. Ele chama pelo nome e convida a caminhar. A conversão começa quando deixamos de perguntar apenas quem merece nossa misericórdia e começamos a reconhecer que nós também somos pessoas necessitadas dela. A tradição cristã guarda Mateus como apóstolo e evangelista, testemunha de uma história na qual um homem socialmente marcado foi alcançado pela graça e transformado em servidor da Boa Nova. Sua história não deve ser usada para romantizar a marginalidade nem para negar a responsabilidade moral, mas para afirmar que nenhuma pessoa deve ser condenada a permanecer eternamente dentro do rótulo que recebeu. O Deus revelado por Jesus chama pessoas reais, em situações reais, dentro de histórias reais, e oferece-lhes a possibilidade de uma existência nova. A graça não apaga a história; redime sua direção. Não destrói a responsabilidade; dá-lhe um horizonte novo. Não elimina a verdade; impede que a verdade seja utilizada como instrumento de desumanização. Que a festa de São Mateus, portanto, não seja apenas uma celebração de calendário, mas uma convocação da consciência cristã. Que a Igreja leia Oseias 6,6 não como frase decorativa, mas como critério de discernimento. Que Mateus 9,9-13 nos liberte de uma religião alimentada pela exclusão e nos conduza à santidade que se aproxima dos feridos. Que a mesa de Jesus nos ensine a construir comunidades onde ninguém seja descartado por sua história, sua condição social ou seu passado. Que a autoridade seja serviço, que a liturgia conduza à justiça, que a doutrina permaneça inseparável da caridade e que a missão jamais seja separada da dignidade humana. Que aprendamos a reconhecer os Mateus de nosso tempo, não para condená-los ou idealizá-los, mas para anunciar-lhes a possibilidade de recomeço e, sobretudo, para permitir que sua presença também converta a nossa própria comunidade. Porque o Evangelho continua atravessando nossas coletorias, continua chamando pessoas pelo nome, continua derrubando muros e continua anunciando que a misericórdia pode transformar histórias. Jesus continua passando, continua vendo e continua chamando, e a questão decisiva permanece diante de cada geração: quando ele disser “segue-me”, teremos coragem de levantar, abandonar aquilo que nos aprisiona e caminhar com ele até onde a misericórdia se transforma em justiça, a fé se transforma em serviço e a Boa Nova se transforma em vida para todos.


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