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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Um breve olhar sobre Lucas 9,11b-17 - Corpus Christi: a Eucaristia que se faz compromisso

 

Celebrar a Solenidade de Corpus Christi é muito mais do que confeitar ruas com tapetes coloridos por onde passa o Corpo do Senhor em ostensório.
  Já  comentamos  no texto: para  transmitirr  ao mundo no ano 2012  sobre a origem  desta festa  e também  já  fizemos um vídeo  sobre  essa importante  celebração   da Igreja  Católica 
 Celebrar  esse  momento é mergulhar no coração do Evangelho, onde o pão que se parte revela o próprio Cristo que se dá. A beleza da festa só encontra sentido quando a forma se alinha com o conteúdo, quando a arte popular reflete uma fé encarnada na vida concreta, nas dores e esperanças do povo. O Evangelho de Lucas (9,11b-17) nos coloca diante de uma cena que é ao mesmo tempo denúncia e anúncio: o povo tem fome, os discípulos querem dispensá-lo, mas Jesus os desafia com firmeza: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Essa ordem de Jesus desestabiliza a lógica do comodismo. Ela é uma convocação à responsabilidade eclesial e pessoal. Jesus, que acabara de falar do Reino e de curar os doentes, não faz mágica para alimentar a multidão — convida à partilha. Os cinco pães e dois peixes, aparentemente insuficientes, tornam-se abundantes nas mãos daquele que não despreza o pouco oferecido com fé. Os doze cestos cheios que sobram falam de um Deus que não age por escassez, mas por superabundância da graça. A partilha é milagre quando brota da confiança e da solidariedade. A lógica do Reino não é a da acumulação, mas a do dom. Como dirá o profeta Isaías, no capítulo 55, o convite de Deus é para que todos venham à água e comam, mesmo sem dinheiro — porque a graça não é mercadoria, é gratuidade.

É importante perceber os símbolos e números presentes no texto. 

  • Os cinco pães aludem à Torá, fonte da vida e sabedoria de Israel
  •  Os dois peixes apontam para a totalidade da criação, o humano em sua integralidade. 
  • Os doze cestos que sobram remetem às doze tribos, ou seja, ninguém está excluído da mesa do Reino.

 Essa multiplicação não é apenas de alimentos, mas de sentido, de comunhão, de esperança. É a pré-figuração da Eucaristia, como nos lembrará Paulo ao narrar: “Todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha” (1Cor 11,26). É o memorial do Cristo que se entrega, mas também da comunidade que se compromete. Por isso Santo Irineu dizia: “Nossa doutrina está de acordo com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma nossa doutrina”.

Essa cena ecoa o Banquete Messiânico prometido por Isaías: “O Senhor dos Exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de pratos suculentos, um banquete de vinhos refinados” (Is 25,6). A partilha não é apenas gesto ético, é sinal escatológico — antecipa a plenitude do Reino, onde não haverá mais fome nem lágrimas.

No contexto atual, a fome volta a ser um grito que atravessa nossas ruas, silenciado por discursos religiosos vazios e por líderes que abençoam o poder enquanto desprezam os pobres. Segundo a Rede PENSSAN, mais de 33 milhões de pessoas enfrentam a fome no Brasil. E não é por falta de alimentos, mas por excesso de injustiça, corrupção, concentração de renda e desprezo pelas políticas públicas. O pão está na mesa dos ricos, mas falta nos lares de milhões. E o milagre da multiplicação não virá do céu — ele começa quando rompemos o ciclo do egoísmo. Isaías já alertava que o jejum verdadeiro consiste em “partilhar o pão com o faminto, acolher os pobres sem abrigo, vestir o nu” (Is 58,6-7). E também o profeta Amós, com palavras duras, denuncia a religião descolada da justiça: “Odeio e desprezo as vossas festas, e com vossas assembleias solenes não tenho nenhum prazer. Mas corra o direito como as águas, e a justiça como um ribeiro perene” (Am 5,21.24). Ignorar esse apelo é fazer da religião uma caricatura: um culto que agrada aos homens, mas desagrada a Deus.

Diante dessa realidade, é inaceitável que alguns ministros ordenados — padres e pastores — se contentem em rezar, consagrar e enviar o povo de volta para casa com fome. Tornam-se como os discípulos que queriam dispensar a multidão. Pregam um Cristo espiritualizado e inofensivo, alienado da carne sofredora do povo. A Eucaristia que celebram se torna contraditória: é culto sem compaixão, liturgia sem justiça, fé sem obras (cf. Tg 2,14-17). E como recordava o Papa Bento XVI em Deus Caritas Est (§14), “um cristianismo do culto, sem consequências éticas, é uma caricatura”. O risco de se viver uma fé sem encarnação é o mesmo que Jesus denunciou nos fariseus: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim” (Mt 15,8).

Mas não se trata apenas de crítica. Trata-se de conversão. Porque a verdadeira comunhão só se dá quando nos deixamos tocar pelas feridas do outro. A “fome de Deus”, de que tanto falamos, não se separa da fome de pão, de dignidade, de reconhecimento. Há uma profunda ligação entre o espiritual e o material, entre o culto e a vida. A antropologia nos ensina que o comer é um gesto de pertencimento, um elo entre os corpos e as culturas. A psicologia social fala em solidariedade afetiva: uma empatia ativa que rompe o isolamento e recria vínculos. E é exatamente por isso que Jesus escolhe o pão — simples, cotidiano — para se tornar presença permanente no meio de nós. Como dizia São João Paulo II, “o cristianismo é a religião da encarnação”, e não há Eucaristia autêntica onde o corpo do irmão é ignorado.

A psicologia também nos ajuda a compreender que a fome, em suas muitas formas, provoca angústia, desorientação, apatia. A fome não é só ausência de nutrientes — é ausência de sentido, de esperança, de vínculo. E quando falta pão, falta também confiança. Por isso, alimentar alguém não é apenas um ato de caridade: é um gesto de cura, é devolver ao outro a certeza de que ele importa. É dar à pessoa o que nenhuma doutrina sozinha pode dar: dignidade. A Eucaristia, nesse sentido, torna-se sacramento terapêutico — cura a solidão, a indiferença, o abandono. Ela não é prêmio para os perfeitos, mas remédio e sustento para os fracos, como bem frisou o Papa Francisco.

Na Bíblia, há outras multiplicações — como as narradas em Mateus 15 e Marcos 8 — mas todas apontam para o mesmo horizonte: o Reino de Deus se manifesta quando há partilha. E em todas elas, a iniciativa de Jesus contrasta com a inércia dos discípulos. No deserto, Deus alimentou o povo com o maná (Ex 16), mas o fez como ensaio para que aprendessem a confiar. No livro de Reis, Eliseu multiplica pães para cem homens (2Rs 4,42-44), sinal de que Deus age por meio de seus profetas. E hoje, quem serão os profetas que romperão o ciclo da indiferença? Onde estão os que anunciam e vivem a lógica do Reino, desafiando os mecanismos da exclusão?

Os documentos da Igreja são claros. O Concílio Vaticano II, na Lumen Gentium, afirma que “a Eucaristia é fonte e cume de toda a vida cristã” (LG 11), o que significa que tudo converge para ela, e tudo deve dela derivar. E o Papa Francisco, na Evangelii Gaudium, recorda que “o culto separado da promoção da justiça é inaceitável” (EG 183). A Eucaristia nos educa para a comunhão, mas também para a missão. Comungar é comprometer-se. É tornar-se pão para os outros. É assumir as dores dos crucificados da história. A Igreja não é fim em si mesma; é sacramento do Reino, e o Reino não é feito de teorias, mas de práticas que libertam. Como bem afirma Amoris Laetitia (§108):

A Eucaristia exige a integração da dimensão social”.

É preciso lembrar, como dizia Santo Agostinho, que “ninguém comunga este corpo sem antes comungar o corpo místico de Cristo” — ou seja, os irmãos. Celebrar Corpus Christi não é apenas carregar Jesus pelas ruas, mas reconhecê-lo nos rostos esquecidos, feridos, invisibilizados. O mesmo Cristo que adoramos no altar está também no chão da vida, esperando que o reconheçamos como Ele mesmo nos alertou: “Tive fome e não me destes de comer...” (Mt 25,42). A procissão verdadeira é a que continua depois da missa, no cuidado com os que caíram à beira do caminho. É a liturgia que se estende nas calçadas, nas filas do hospital, nas periferias, nos centros de acolhida. É a Igreja em saída, que não teme se sujar nas ruas do mundo.

Ao final, o apelo de Jesus ecoa como um grito que não pode ser silenciado: “Dai-lhes vós mesmos de comer.” É um imperativo que não admite terceirização, nem desculpas, nem adiamentos. Não haverá milagre enquanto o pão estiver trancado em nossos celeiros, enquanto a fé for um discurso sem prática, enquanto a Igreja for um refúgio para os acomodados e não um abrigo para os necessitados.

Corpus Christi nos lembra que o milagre é possível. Mas ele começa quando abrimos as mãos, o coração, os olhos. Quando deixamos de nos esconder atrás da religiosidade e assumimos o Evangelho como estilo de vida. Quando, ao partilhar o pão, nos tornamos nós mesmos Eucaristia viva. Só assim a festa fará sentido. Só assim a procissão será autêntica. Só assim a Igreja será fiel ao seu Senhor.

DNonato - Teólogo do Cotidiano


quarta-feira, 21 de maio de 2025

Um outro olhar sobre João 15,1-8

Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor.” (Jo 15,1)

 

A perícope  de João 15,1-8  que ja refletimos  em 2023 e tem texto aqui no blog,  fala da realidade   quando a Igreja celebra não apenas um evento, mas a irrupção definitiva da vida sobre a morte, esta palavra se impõe como eixo estruturante da existência cristã. Proclamada no 5º Domingo da Páscoa do Ano B e retomada na  quinta semana pascal, ela não ressoa como simples lembrança, mas como critério vital que orienta a compreensão da fé vivida. Inserida no dinamismo litúrgico que conduz a comunidade do encontro com o Ressuscitado à maturidade da comunhão, essa afirmação revela que a vida nova não é autossustentável nem individualista. Aqui não se trata de uma metáfora ornamental, mas de uma verdadeira chave hermenêutica e eclesiológica: ser Igreja é participar de um organismo vivo, cuja raiz é Cristo, cujo cultivo pertence ao Pai e cuja seiva é o Espírito. Fora dessa comunhão, toda pretensão religiosa se esvazia, tornando-se prática estéril, expressão de um culto sem vida e de uma fé desconectada da realidade concreta do Reino foi escrito para uma comunidade em crise, abalada por perseguições e ameaçada pela exclusão das sinagogas (cf. Jo 9,22). Essa ruptura não era apenas religiosa, mas social, identitária e existencial. Diante da tentação do medo e da dispersão, o texto surge como consolo e desafio. Permanecer em Jesus, a videira verdadeira, é o caminho para resistir e frutificar. Em contraste com Israel, frequentemente representado como uma videira infiel (cf. Is 5,1-7; Jr 2,21), Jesus se apresenta como o novo centro da aliança, substituindo o Templo por sua própria presença viva (cf. Jo 2,19-21). Essa fala de Jesus não surge no vazio. Ela está inserida nos discursos de despedida (Jo 13–17), após o lava-pés, gesto que redefine o poder como serviço, e após o mandamento do amor, que estabelece o critério da vida cristã. Há um movimento orgânico que une servir, amar, permanecer e frutificar. O verbo permanecer, do grego ménō, indica habitar, enraizar-se e perseverar. Não se trata de imobilidade, mas de uma permanência dinâmica, relacional e transformadora. Permanecer em Cristo é participar de sua própria relação com o Pai (cf. Jo 15,9-10).

Estamos no Tempo Pascal, e essa Palavra nos convoca a reconhecer que a seiva do Ressuscitado continua a circular na história. Essa seiva é o Espírito prometido (cf. Jo 14,16-17), que purifica, fortalece e fecunda a existência. Permanecer em Cristo é deixar-se atravessar por essa vida que vem de Deus e se manifesta em gestos concretos de amor e justiça. A simbologia do texto revela uma profundidade que atravessa a experiência humana: 

  •  A videira é sinal de comunhão, fertilidade e promessa messiânica. 
  • Os ramos somos nós, seres interdependentes, cuja vida depende da ligação com a fonte. 
  • Os frutos expressam a ética do Reino, traduzida em justiça, solidariedade, misericórdia e dignidade (cf. Is 5,7)
  • . A poda é a ação pedagógica e amorosa de Deus que remove o que impede o florescimento do bem.

O ser humano é estruturalmente relacional. Nascemos e crescemos em vínculos. Um ramo desligado da videira não apenas enfraquece, ele morre. A psicologia confirma que a ausência de vínculos profundos gera sofrimento e fragmentação. A cultura contemporânea, centrada no individualismo, cultiva a ilusão da autossuficiência, mas o resultado são vínculos frágeis, espiritualidade superficial e comunidades desintegradas. Vivemos em uma modernidade líquida, onde tudo se torna descartável, inclusive os afetos e a fé. A religião corre o risco de se transformar em mercadoria, algo que se consome e não algo que se vive. A metáfora da videira confronta essa lógica ao afirmar que a vida verdadeira exige permanência, enraizamento e fidelidade.

É nesse cenário que se insere o fenômeno dos bebês reborn. Não se trata apenas de um comportamento isolado, mas de um sintoma de uma crise relacional mais profunda. Em alguns contextos pode ter valor terapêutico, mas em muitos casos revela a tentativa de substituir a relação viva por um simulacro controlável. Somos tentados a nos conectar com o que não exige reciprocidade. Essa realidade ecoa a advertência de Paulo. Têm aparência de piedade, mas negam-lhe o poder (2Tm 3,5). Essa substituição também ocorre no campo da fé. Comunidades inteiras podem preferir um Cristo moldado às suas ideologias, em vez do Cristo verdadeiro que questiona, desinstala e chama à conversão. Permanecer na videira implica aceitar esse processo de transformação, que não é confortável, mas é vital.

Essa crítica pode ser iluminada também por uma narrativa simbólica contemporânea. Na obra O Mundo de Krypton da década de 80 do século  XX, obra  de John Byrne,  que conta a história  de uma civilização altamente desenvolvida, que  colapsa não por falta de tecnologia, mas por ausência de vínculos afetivos e comunitários. O isolamento e o orgulho racionalista produzem esterilidade relacional. Sem comunhão, até civilizações morrem. A lógica do controle destrói o futuro, enquanto o cuidado sustenta a vida. Nosso tempo, de muitas formas, repete esse roteiro. Um sistema orientado pelo lucro e pela competição transforma pessoas em mercadorias, relações em transações e a natureza em recurso explorável. Jesus confronta essa lógica ao expulsar os vendedores do Templo (cf. Jo 2,13-17). O sagrado não pode ser reduzido a comércio. Quando a fé se torna instrumento de poder ou lucro, ela perde sua seiva.

A tradição da Igreja retoma essa denúncia ao afirmar que uma economia que exclui e mata é incompatível com o Evangelho e ao recordar que tudo está interligado. A imagem da videira ganha, assim, uma dimensão ecológica e social. O Deus agricultor deseja uma vinha que produza vida para todos, não um sistema que concentre frutos em poucos e deixe muitos na fome.

É necessário discernir o uso da religião em projetos de poder que geram exclusão e violência. A advertência de Mt 7,21 permanece como critério. Não basta invocar o nome de Deus, é necessário viver sua vontade, que se manifesta na prática da justiça e da misericórdia. O Cristo da cruz não se alinha com discursos de ódio nem com fundamentalismos que reduzem o Evangelho a ideologia. Os Evangelhos mostram Jesus curando no sábado, comendo com pecadores e rompendo exclusões. Em Mt 21,33-43, a parábola da vinha denuncia a rejeição do projeto de Deus. Em João, essa mesma imagem é aprofundada como convite à comunhão. A vinha julgada se torna videira vivificante.

Outro ramo que precisa ser podado é o clericalismo. Quando o ministério se transforma em espaço de poder e privilégio, desconectado da vida do povo, perde sua seiva. A Igreja é chamada a ser comunhão e não uma estrutura fechada. A corresponsabilidade de todos os fiéis expressa essa dinâmica viva. No contexto marcado por desigualdade, essa reflexão se torna ainda mais urgente. Permanecer em Cristo implica compromisso com a vida concreta dos pobres e excluídos. O fruto esperado não é prestígio institucional, mas dignidade restaurada.

A Palavra não termina na denúncia, ela se abre à esperança. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto (Jo 15,5). Permanecer é enraizar-se na Palavra, na oração e na prática da justiça. É deixar que o amor se torne critério de vida. Como no Cântico dos Cânticos, onde a videira simboliza o amor fecundo (cf. Ct 2,13), somos chamados a uma espiritualidade viva, ousada e comprometida com a transformação do mundo. A poda pode doer, mas é necessária. Ela não é castigo, mas cuidado, e produz fruto de justiça (cf. Hb 12,11).

Frutificar hoje é resistir. Resistir ao ódio que desumaniza, à indiferença que mata lentamente, à superficialidade que esvazia o sentido e à fé domesticada que já não incomoda nem transforma. Permanecer em Cristo não é refúgio passivo, mas adesão ativa a uma vida enraizada no amor e comprometida com a missão. Em um mundo fragmentado, a videira reúne o que foi disperso; em uma cultura marcada pela esterilidade das relações utilitaristas, ela devolve a fecundidade que brota do dom de si.

“Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos” (Jo 15,8). Aqui não há espaço para uma espiritualidade intimista ou alienante. A glória de Deus não se revela no espetáculo religioso, mas na vida que floresce em meio às contradições da história. Permanecer na videira é consentir que a seiva do Ressuscitado circule nas estruturas concretas da existência, traduzindo-se em práticas de justiça que confrontam a opressão, em misericórdia que restaura o humano ferido e em cuidado que rompe com a lógica do descarte..Assim, a fé deixa de ser discurso e se torna carne, história e compromisso. E o discípulo, longe de uma religião vazia ou cúmplice do poder, torna-se sinal vivo de uma esperança que resiste, insiste e transforma. Frutificar, portanto, é tornar visível, no hoje da história, a vida nova que brota da Páscoa e insiste em florescer mesmo nos terrenos mais áridos.

DNonato  - Graduado  em História, teólogo  do cotidiano