domingo, 1 de maio de 2022

Um olhar no texto de João 21,1 -19; 3º Domingo de Páscoa

Neste 3º Domingo da Pascoa aqui no Brasil nesse ano de 2022 também acontece o dia do Trabalhador, embora nos calendários e nas agendas se  publica o dia do trabalho. Sabemos com advento da republica  no fim do século XIX alguns conceitos  foram sendo adotados e aqui no  Brasil em 1917   com uma greve iniciada no 1º de maio que levou em 1925 o Presidente Artur Bernardes a proclamar a data  como dia do trabalho e  no ano de 1943  levou o Presidente Getúlio Vargas  de forma proposital a escolher a data para proclamar o aumento nacional do salario mínimo. A grande pergunta que peço para o ilustre leitor responder é:  Celebramos o dia do trabalho ou do trabalhador? 

Vamos nós focar na  liturgia deste 3º Domingo  da Páscoa  toda a comunidade dos batizados  são convidados de forma consciente a  abraçar e dedicar seu tempo a promover e responde a pergunta de Jesus a Pedro  neste evangelho de hoje João  21,1-19 0 texto que vamos refletir durante esse nosso encontro   sem esquecer  das outras leituras são as seguintes:    Atos 5,27b-32.40b-41, Salmo 29 (30) Refrão 1: Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes. e Apocalipse 5,11-14. O evangelho de João sendo um dos último a ser escrito tem clareza da  natureza divina do Mestre Jesus  e o capitulo 21 é aquilo   que podemos dizer que é um caco (positivo) que foi  colocado posterirormente.  Que evidencia a  atividade comunitária dos discípulos. Logo traz Pedro voltando ao  velho oficio,   podemos observar que autor destaca  a presença de Tomé.  

O evangelho de hoje  tem duas parte como da semana passada.   Sendo  assim  dos versículos 1-14, temos  uma  narrativa  sobre a missão da comunidade onde reunidos em torno de Pedro estão na missão   e são sete pessoas  (Pedro, Tomé,  Natanael,  2 filhos de Zebedeu e 2 discípulos sem nome) aqui recordamos o texto de Apocalipse 1,4 que fala das 7 Igrejas, temos também a eleição dos sete Diáconos em atos 6,1-8 e ainda temos os sacramentos da Igreja que são sete.   A comunidade que  fez a experiência do Ressuscitado já  não se encontra trancada com medo, ela é convidada a  continuar sua atividade aqui também a pesca tem um sentido conforme os evangelhos sinóticos  falam da pesca como a missão  da comunidade  (Mc 1,17; Mt 4,19; Lc 5,10).  Pedro apresenta e ocupa um lugar de liderança e seu convite é quase como uma ordem,   nesse sentido olhando para diversas realidades  onde precisamos lançar redes  e  percebemos atitudes  de muitos lideres religiosos que como papagaio em suas pregações, encontros e formações  com um discurso e na pratica não tem ouvido para voz do Mestre que diz que precisa lançar e pescar diferente como canta a canção.  A pesca a noite representa uma Comunidade que as cegas sem a luz do Cristo age pelo próprio impulso e aqui vale pena lembrar que Jesus é Luz (Jo 9,-5) e  ainda   recordamos que sem Jesus, nada podemos  (Jo 15,5).  Uma comunidade que não consegue perceber Jesus com seus apelos para uma conversão certamente ela tem sérios problemas existencial. Jesus orienta onde devemos jogar as redes mas antes ele pergunta se tem algo para comer,   ainda hoje Jesus continua pedindo comida em nossas Igreja com essa multidão de desempregados (homens e mulheres - Jovens, adultos, com e sem experiência)  que  pedem uma oportunidade de emprego , que  em tempo de eleição e nesta data de forma plena  diante de instituições  religiosas que seguem o modelo neoliberal, que visam o lucro e investimento capital para se ganhar mais dinheiro e não escutam o apelo do Mestre e esquecem que toda ação,  só  obtém o fruto autêntico se estiver em  plena comunhão com o projeto de Jesus com seu evangelho e aqui abrimos espaço para orientação da CNBB na carta no final da 59ª Geral da CNBB nesta semana que diz: 

  • "Duas ameaças merecem atenção especial. A primeira é a manipulação religiosa, protagonizada tanto por alguns políticos como por alguns religiosos, que coloca em prática um projeto de poder sem afinidade com os valores do Evangelho de Jesus Cristo. A autonomia e independência do poder civil em relação ao religioso são valores adquiridos e reconhecidos pela Igreja e fazem parte do patrimônio da civilização ocidental. A segunda é a disseminação das fake news, que através da mentira e do ódio, falseia a realidade. Carregando em si o perigoso potencial de manipular consciências, elas modificam a vontade popular, afrontam a democracia e viabilizam, fraudulentamente, projetos orquestrados de poder. É fundamental um compromisso autêntico com a verdade e o respeito aos resultados nas eleições. A democracia brasileira, ainda em construção, não pode ser colocada em risco."

Reconhecer Jesus  só pelo resultado da pesca,  é algo que devemos nos questionar no sentido, qual tipo de Igreja estamos   participando, Jesus   pede  peixe e quando Pedro se joga na agua  e ao chega a margem Jesus já tinha uma brasa acesa, peixe e pão para servir a comunidade, demostrando toda sua natureza acolhedora e fraterna  com a comunidade que estava em missão. 
A comunidade  pescou 153  peixes e aqui pedimos licença para uma soma 1
+5+3 = 9 +7= 16 sendo 1+6 =7. Sabemos que  9 tem  raiz em 3 ( três uma alusão a Trindade Santa esse numero nos recorda a postagem do 3º Domingo da Quaresma sem esquecer que hoje é 3º Domingo da Páscoa,  nesse texto é a 3ª vez que Jesus se manifesta e  Pedro vai  confessar seu amor ao Mestre 3 vezes)  e  na soma simples de todos os números hoje vai dá o numero 7 e  já citamos no texto sentido da perfeição atribuída ao 7 

Entramos na segunda parte do Evangelho versículos 15 ao 19  sendo o centro deste mistério, pois aqui que se tem a confirmação e primado de Pedro  com sua resposta  que amava o Mestre chegando a ficar irritado. A Igreja não pode ser um espaço para disputas de ego ou cargo, cada pessoa tem seu valor, seu dom. Quando Jesus diz  que agora Pedro esta  envolvido que a sua vontade envolve fazer a vontade de Deus Pai, chegando as consequência do martírio, talvez não compreendamos, pois afinal queremos o Jesus vencedor lindo e cheiroso.  O Cristo crucificado como São Paulo nos apresenta  não encanta muitos cristãos, o Cristo desarmados e que se entrega não é o Cristo pregados por alguns pastores diante da cultura das armas e aqui vale o a máxima do Samba de 2020 da Grande Mangueira a  Estação Primeira,  sem essa de messias de arma na mão  e lendo a Carta ao Povo de Deus CNBB queremos ressaltar:   

  •  a flexibilização da posse e do porte de armas, a legalização do jogo de azar, o feminicídio e a repulsa aos pobres, não contribuem para a civilização do amor e ferem a fraternidade universal.

Nas nossas Igrejas não deveria  ter espaço para competição e  o Grande São Paulo e Colossenses, 3, 11-17nos diz: 

  • "Aí não haverá mais grego nem judeu, nem bárbaro nem cita, nem escravo nem livre, mas somente Cristo, que será tudo em todos.. Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entra­nhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. .Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós.  Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos. .A palavra de Cristo permaneça entre vós em toda a sua riqueza, de sorte que com toda a sabedoria vos possais instruir e exortar mutuamente. Sob a inspiração da graça cantai a Deus de todo o coração salmos, hinos e cânticos espirituais. Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

Jesus confia a Pedro a missão de orientar,  de forma e dirigir a comunidade  com centralidade no Cristo Vivo, sem esquecer que o mesmo Cristo passa pelo suplicio da Cruz das mazelas na pessoa dos pobres e excluídos. Ser cristão é ter a consciência que somos parte de um rebanho que  segue o Pastor, que tem por obrigação/direito de testemunhar o Amor  na comunidade e na sociedade. O primeiro a  reconhecer Jesus é o  discípulo amado,  o Cristo ainda esta a margem da vida.  Seguir Jesus por qualquer motivo que não seja o amor faz o cristão ter uma vida sem sentido mesmo que seja  Pastor /Diácono /Padre e até o  Bispo   acham que invocando  uma tal  da autoridade,  que acham que possuem e se esquecendo que a maior autoridade não  pertence a eles mas Aquele que nos Amou primeiro e nos e chama  para segui-Lo, diante dos direitos, das vantagens  de se abraçar essa ou aquela vocação como fuga ou para se ter um status  foge perspectiva do Mestre Jesus e aqui encerramos  com  citação de Paulo que diz que considera tudo isso titica / esterco (Filipense 3,8) pois o Amor é o centro da vivência na comunidade que nos convida a segui-Lo e seguir Jesus é assumir a possibilidade do Martírio  diante das fogueiras da vaidade dos tempos de hoje que queima tanto quanto as fogueiras medievais e  para concluir orientamos  que todos  façam a leitura da Carta ao Povo de Deus da 59ª Assembléia da  CNBB que aconteceu essa semana,
Que Deus nos ajude.






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