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sexta-feira, 15 de março de 2013

Refletindo sobre a eleição do Papa Francisco


Irmãos a Eleição de Francisco é algo que inspira mudança.  A mais de 800 anos um jovem  pensou  em reforma a Igreja.   Fato ocorrido no ano de 1210, Francisco foi a Roma buscar a aprovação do Papa para o seu modo de vida. Mas, como aquele bando de mendigos, maltrapilhos e desconhecidos seria recebido pelo severo Papa Inocêncio III.   O Papa não só  o recebeu,  como  reconheceu que  aquele jovem era o enviado de Deus para fazer as reformas necessárias,  em uma Igreja que estava para ruir  e permitiu que a ordem Franciscana fosse criada contrariando a vontade de alguns membros da Cúria Romana.  A tradição também,   relata que  quando o Papa recebe  Francisco    ele desce do seu trono e se dobra  perante aquele jovem.
 Ontem,  a Igreja reencontrou esse desejo de Reforma  com o anuncio do novo Papa com o titulo de Francisco,  que se apresenta com a simples batina branca e antes de invocar a benção de Deus sobre o povo se curva e pede que todo o povo reze pelo Bispo de Roma. Ele se curvando,  nos traz a memória o gesto de 800 anos atrás,  nos convida a humildade nesta Igreja hierárquica que às vezes esquece que sua vocação é o serviço do evangelho e o bem do povo.
Um do fato  interessante,  que logo após a fumaça branca no Vaticano encontramos dois amigos um com nome de João Paulo e
Francisco.  E na discussão sobre o nome do novo Papa dissemos que devia ser Francisco, pois já havia na história dois Papas com titulo de João Paulo . Não tínhamos nem se quer a nacionalidade do Papa,  e já escolhemos o nome.
Aqui deixamos um pensamento para todos os brasileiros, vocês não podem ter tudo. O Papa até pode ser argentino, mas Deus continua sendo Brasileiro.   
Saudamos ao sucessor de São Pedro e pedimos que ele possa trazer para Igreja  a reforma necessária neste momento da História humana

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A Renuncia do Papa Bento XVI.

[A]Scitis fratres mei dilecti
Vocaverunt eos ad consistorium non solum propter tres causas canonizationis vos certiores sed in vita Ecclesiae magni iudicii
Iterum inspecto coram Deo conscientia, curare, ut accepimus, in senectute vires non recte Petrini ministerii exercitio. Naturae spiritualis ministerii huius conscius sum, non solum verbis et exhibenda, sed non minore vexatione et orantes.
Sed in mundo, sub celeritate motus agitat justo vitae magna fide Evangelii agat et Petri naviculam, necesse est animum et corpus et spiritus alacritate quod in recenti menses, ceciderunt super me ut mea inhabilitatem ad recognoscendum hoc est ad ministerium exercendum puteus EGO negotium datum.
Itaque hoc etiam graue sentit, plena libertate relinquerent Romani Episcopi ministerio esse successorem Petri credita est mihi secundum XIX Cardinalium aprilis, MMV, ut cum XXVIII Februarii, MMXIII ad XX horas sedem Romanam Petri sedem et inania esse quaerendum, a quo artes Conclave eligendi pontificem.
Queridísimos fratres, quoniam omnis amor dare gratiam, quam tulisti mihi opus ministerii pondere et omnes defectus meos, veniam peto.
Nunc princeps pastorum Ecclesiae cura tradiderit Dominus noster Iesus Christus orare Maria sancta parens, cum subvenit maternae bonitatis Cardinalibus eligendi pontificem. Quod ad me de cetero deservire sancta Dei Ecclesia equidem velim cum precationibus vitae.
Vatican, in februario X, MMXIII.

Queridíssimos irmãos,
Convoquei-os a este Consistório, não só para as três causas de canonização, mas também para comunicar-vos uma decisão de grande importância para a vida da Igreja
Após ter examinado perante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino. Sou muito consciente que este ministério, por sua natureza espiritual, deve ser realizado não unicamente com obras e palavras, mas também e em não menor grau sofrendo e rezando.
No entanto, no mundo de hoje, sujeito a rápidas transformações e sacudido por questões de grande relevo para a vida da fé, para conduzir a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor tanto do corpo como do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de tal forma que eis de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado.
Por isso, sendo muito consciente da seriedade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao Ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado por meio dos Cardeais em 19 de abril de 2005, de modo que, desde 28 de fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro ficará vaga e deverá ser convocado, por meio de quem tem competências, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Queridísimos irmãos, lhes dou as graças de coração por todo o amor e o trabalho com que levastes junto a mim o peso de meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos.
Agora, confiamos à Igreja o cuidado de seu Sumo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e suplicamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista com sua materna bondade os Cardeais a escolherem o novo Sumo Pontífice. Quanto ao que diz respeito a mim, também no futuro, gostaria de servir de todo coração à Santa Igreja de Deus com uma vida dedicada à oração.
Vaticano, 10 de fevereiro 2013."



Com esse texto o Papa Bento XVI  comunica a todo povo de Deus que congrega a Fé  na Igreja Católica e ao mundo  que  deixará o cargo máximo da Igreja, surpreendendo a todos com esse gesto, revela a grandeza do Bento XVI. Não se prende a honrarias  e reconhece a sua limitação, o faz de forma consciente e livre, pois uma das exigências do cânon  187[B] e no caso do Sumo Pontífice ele goza do direito de renuncia e irrevogável conforme o direito canônico:

332
§ 2. Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie ao cargo, para a validade requer-se que a renúncia seja feita livremente, e devidamente manifestada, mas não que seja aceite por alguém.
   Ela acontece da seguinte forma ele reúne 3 ou mais cardeais ele comunica o desejo livre de deixar o  ministério de lidera a Igreja. Ele é o 7° a abdicar do cargo de liderar a  Barca de Pedro e na história tivemos as seguintes renuncias:

Papa
Ano
Motivo
Ponciano
235
No governo de Maximiliano Sofreu exilio na Sardenha e percebeu que jamais seria solto para voltar ao Vaticano.
Silvério
537
Obrigado pela imperatriz Teodora a se exilar na ilha de Palmaria, também no Mediterrâneo. Quando conseguiu voltar ao Vaticano, a imperatriz já havia colocado outro pontífice em seu lugar, o papa Virgílio. 
João XVIII
1009
Abdicou pouco antes de sua morte para viver como monge na basílica de São Paulo, em Roma.
Bento IX
1045
acredita-se que foi para beneficiar seu padrinho, João Graciano, que veio a se tornar o papa Gregório VI mas Bento IX foi reempossado dois anos depois.
Celestino V
1234
Renúncia porque as obrigações da função não lhe permitiam a vida de eremita que almejava.
Gregório XII
1415
Ele renuncia para o bem Igreja. Ele governou no período do cisma do ocidente quando a Igreja chegou a ter 3 papas[C].

·       Ainda tivemos  a renuncia imposta aos seguintes papas:

Papa
Ano
Motivo
Clemente I
101
Entregou o pontificado ao Lino pela paz, e se tornou papa novamente após a morte de Cleto.
Marcelino
304
Foi deposto após receber acusações de que teria feito oferendas a deuses pagãos para fugir da perseguição de Diocleciano
Martinho I
655
Exilado pelo imperador bizantino Constante II

Enfim, louvado seja Deus pelo exemplo do Papa Bento XVI, que tenhamos a coragem de reconhecer que somos limitados. Deixar o  cargo não é sinal de fraqueza,  que  todas as lideranças comunitárias, politicas e religiosas siga esse belíssimo exemplo quando percebe que o corpo já não tem mais agilidade que o ministério pede.




[A]  Texto em latim.
[B]: Qualquer pessoa no uso da razão pode, por justa causa, renunciar ao ofício eclesiástico.
[C] Bento XIII, Alexandre V e  João XXIII