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sábado, 3 de setembro de 2022

Um olhar no texto de São Lucas 14,25-33 - 23º Domingo do Tempo Comum

 

Na semana passada em Lucas 14,1.7-14  Jesus apresenta u convite  para participar do banquete e diz que  naquela mesa não pode haver  preconceito  ou tão pouco a exclusão e pouco privilégios e a liturgia deste domingo apresenta as reais condições para  participar deste banquete.   Neste tempo de eleições  há candidatos que se declaram comprometidos com  projeto de Jesus, mas se colocarmos a prova o texto de hoje  veremos que de fato é um projeto de poder.   Seguir Jesus não é fazer de um clube social ou panelinhas  em nossas Igrejas. Seguir Jesus é tomar   consciência que  ser cristão  não é para os fracos e aqui Jesus apresenta algumas condições:

citação

  Fato  

Lucas 14,26

Renunciar a família

Lucas 14,26

Renunciar os interesses pessoais

Lucas 14,33

 Renunciar os bens 

Seguir Jesus não é escolher aquilo que é  cômodo  ou fácil  então para nossa  direção temos a seguinte liturgia para esse 23º domingo  do tempo comum da liturgia da Igreja Católica:  Sabedoria  9,13-19,  Salmo 89 (90)  Refrão: Senhor, tendes sido o nosso refúgio através das gerações;   Filemon  9b- 10.12-17 e o evangelho é Lucas 14,25-33 no qual estamos tecendo nossos comentários e reflexões como os domingos anteriores.

Não tem como não recordar Adriano Hipólito[1]  que afirmava que o céu começa aqui e aqui olhamos para Padre Julio Lancelot, Padre Renato Chiera, Dulce dos Pobres,  sem esquecer Desmond Tutu[2], Tereza de Calcutá, Pedro Casaldaliga[3],  Waldir Calheiros[4], Luther King  e outros milhares de cristãos que são testemunhas desse Reino que exige renuncia.

 

Aqui deixamos bem claro que citamos esse sem seus títulos eclesiásticos  pois  muitos que ocupam cargos eclesiásticos   tem muitos  do cargo e nada de Cristo, pra  eles manterem suas poses  de  discípulos fogem da máxima do evangelho e aqui recordo uma conversa com um velho Padre que dizia que muitos religiosos são  presos a sua posição social, com referencia ao poder que exercem perdendo assim  a noção do Cristo Servo, chagado, ferido, crucificado  e pior ainda fazem parte da multidão que grita crucifica-O.  Essa semana a CNBB lançou uma carta[5] falando da realidade que vivemos, dos famintos, da fabrica de fakenews e ainda mais da insegurança com  políticos usando o nome de Deus. Como da outra vez alguns Bispo[6] se abstiveram, se omitindo em nome do carreirismo eclesiásticos ou por outro motivo que não vamos citar para não criar problemas.

Quando lemos o evangelho àquilo que ele nos propõe é cruz e dificuldade por causa do testemunho e  Jesus faz um apelo  a coerência, ele não quer seguidores movidos pela emoção,  pela motivação de um  possível  prêmio,  por isso ele fala de um planejamento para construir,  para  o combate etc.   Ser discípulo  é esta mergulhado na realidade com todas as suas dores

O Cristo que muitos usam e  falam que representam não tem nada haver com a falta de caráter de muitos que  dizem falam representar,  Jesus não esta nos sapateados de uns outros nas Igrejas cheias, não esta na mesa farta de muitos que fazem da fé um negocio  lucrativo ou tão poucos em vestes caras que  muitos ostentam para se exibir ou dizer que são autoridades  ou são preferidos do Reino.  Renunciar a si mesmo, aqueles que amamos e os bens (posição de poder)  nos faz olhar para dentro de nós  mesmo e  sendo que somos povo batizado, Povo de Deus até  que pontos somos adeptos desse Reino e de Deus de Amor,  hoje se falar em defender o patrimônio ou  a ideologia  ou ainda seu modelo eclesial.

O texto desse  Evangelho nos revela?

Um Jesus radical, que precisa de seguidores comprometidos totalmente com  o  projeto do Reino de Deus, devemos o tempo todo olhar para o nosso redor e   ver se não estamos preso ao cotidiano de frequentadores de Igreja, de participantes dos diversos grupos ou se estamos inseridos no  mistério de construir o Reino aqui e agora e aqui vamos  entrar  lá no texto de João: 15, 4-6.14-15

Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto se não permanecerem em mim. “Eu sou a videira; vocês são os ramos”. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. Se alguém não permanecer em mim, será como o ramo que é jogado fora e seca. Tais ramos são apanhados, lançados ao fogo e queimados.

Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno. Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado.

 

Sejamos seguidores de Jesus  no verdadeiro seguimento  aqui recordo Padre Zezinho scj que diz no  Cristo Inconstante que os braços da cruz são como as asas de avião que levará para o céu.





[1]  3º Bispo da Diocese de Nova Iguaçu

[2]  Arcebispo da Igreja Anglicana consagrado com o Prêmio Nobel da Paz em 1984 por sua luta contra o Apartheid em seu país natal. Desmond é o primeiro negro a ocupar o cargo de Arcebispo da Cidade do Cabo, tendo sido também o Primaz da Igreja Anglicana da África Austral entre 1986 e 1996

[3]  Prelado da Prelazia de São Felix

[4] Bispo de Volta Redonda

[6]  Seria ótimos se pudéssemos saber como cada Bispo votou.

sábado, 20 de agosto de 2022

Um olhar no texto de Lucas 1,39-56 - Domingo de N. Sra. da Glória

 No terceiro domingo de agosto celebramos o dia dos consagrados e consagradas (Irmãos e Irmãs – Freis e Freiras) e no Brasil temos a tradição de celebrar Nossa Senhora da Assunção ou da Glória. Tem  alguns personagens da história da Salvação que temos dificuldades de dissertar, pois o exercício de escrever pede que nos esvaziarmos do nosso olhar, talvez por causa de N. Senhora que ainda  continuamos  na Fé da Igreja, pois ter mãe é bom demais  e ate  já fizemos algum artigo para publicarmos e logo  apagamos, no inicio desse ano começamos um artigo sobre o Rosário  e logo  abandonamos, por motivo que desconhecemos e hoje por ser o domingo da assunção vamos deixar um pouco a nossa visão critica de lado e  refletir o texto da nossa liturgia dominical que são:   Apocalipse 11,19a;12,1-6a.10ab; Salmo 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b);  1Corintios  15,20-27 e Lucas 1,39-56 (Cântico de Maria)

 

Vamos nos prender no texto do evangelho como nos domingos anteriores  mesmo tendo aqui hoje  duas leituras muito forte que falam da presença feminina  no texto de Apocalipse que fala da Igreja que os Cristãos e Salmo que fala da Rainha como alguém que tem favores perante o Rei, sem deixar de fora o texto de Coríntios que traz um dos dogmas[1] do cristianismos mais profundo, a ressurreição.

Para muitos Cristãos protestantes (aqueles que pregam meritocracia, prosperidade e facilidade como cristão)  a presença de Maria é algo assustador e talvez seja devido  suas falas  e o seu silêncio. Ela é o modelo de aceitação do Plano de Deus  quando diz: “Eis a serva[2]”,  modelo de orientação para os cristãos quando diz: “ Faça tudo Ele vos disser”[3] e quando abriu a boca no dia de hoje traz um cântico  que escandaliza muitos cristão que querem menosprezar a presença feminina. Para aqueles que  conseguem enxergar Jesus na hóstia consagrada não podem  esquecer  que Ele antes de mais nada foi um embrião,  uma criança, um  adolescente, um jovem e um homem que sofreu a violência estatal,  com   uma combinação do poder religioso e civil e  a bíblia sendo um livro extremamente patriarcal que sempre da ênfase a presença dos homens.   O autor sagrado dá destaque para  uma mulher é algo que  poderia chocar muitos se não tivessem trabalhado uma imagem de  Maria submissa, uma mulher que não  poderia  opinar e  esse encontro de duas mulheres dando destaque para o gesto de Maria e acolhida de Isabel  é o inicio de um novo tempo. 

Muitos tentam desmerecer a presença de Maria, conhecemos  protestantes que miram nos modelos de Pedro, de Paulo, de João e até de personagem do antigo testamento, mas se recusam a olhar para Maria como a primeira a aceitar Jesus e quando O aceita se coloca a serviço, parte em missão, ficam preocupados com fundamentalismos bíblicos e aquilo que letra diz e não consegue olhar a totalidade.    A festa da assunção que celebramos neste domingo nos faz ter certeza que Deus nos reserva uma graça e Maria na sua plenitude a carrega em seu ventre passando   ser  Theotókos[4] e até mesmo o fundador do protestantismo era devoto e defensor do Dogma Mariano, por isso seja tão dificultoso para falarmos de escrever sobre uma pessoa tão importante no projeto de salvação.

Nossa Senhora diz sim a vida e não a morte, e neste evangelho temos a alegria de Isabel que viveu uma vida toda se achando inferior por não poder gerar um filho.  Lucas narra a concepção de Jesus falando do encontro de Maria com Arcanjo Gabriel no seu cotidiano e concepção de João para Zacarias, a diferença entre ambos é que Maria logo professa a fé e Zacarias duvida, precisando ser silenciado através de uma ação divina e autor sagrado dá ênfase ao encontro de Maria com sua prima que ambas geram a esperança e a promessa de novos tempos, onde os excluídos terão voz e vez  e dá destaque para o momento de jubilo de Isabel sendo um momento de extrema alegria das duas. Talvez para muitos que falam de um Deus Dinheiro não leiam o versículo 53[5].

O Encontro das mulheres é um momento celebrativo onde o louvor de Maria ao Deus de Israel que é solidário com as dores do povo e geralmente nós olhamos para a ação de Maria ir ao encontro de Isabel, mas somos chamados a olhar nossas práticas de acolhidas como seguidores desse mesmo Deus,  como  acolhemos o próximo em nossas igrejas, celebrações, cultos e até mesmo em nossa casa, ainda somos chamados a refletir sobre o nosso sim ao projeto de Deus e devemos ainda  nos questionar sobre aquilo que  temos feito com a graça que Deus nos confia, Maria não ficou isolada fora da realidade em uma adoração  individual e egoísta, ela se coloca a serviço. Na Festa da Assunção  pintamos  uma imagem de Maria lá no céu cercada de anjos, que  deve ser superada, Ela foi e é  o ser que  mais amou e pode ter a maior intimidade  com Salvador mas precisamos ter  em mente  nesta festa como a Nossa Senhora do Encontro  e aqui  recordamos  o texto da  na Fratelli Tutti  numero 215

ü A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro na vida». Já várias vezes convidei a fazer crescer uma cultura do encontro que supere as dialéticas que colocam um contra o outro. É um estilo de vida que tende a formar aquele poliedro que tem muitas faces, muitos lados, mas todos compõem uma unidade rica de matizes, porque «o todo é superior à parte». O poliedro representa uma sociedade onde as diferenças convivem integrando-se, enriquecendo-se e iluminando-se reciprocamente, embora isso envolva discussões e desconfianças. Na realidade, de todos se pode aprender alguma coisa, ninguém é inútil, ninguém é supérfluo. Isto implica incluir as periferias. Quem vive nelas tem outro ponto de vista, vê aspetos da realidade que não se descobrem a partir dos centros de poder onde se tomam as decisões mais determinantes.”

Neste tempo que estamos em campanha política e somos chamados a viver a cultura do encontro ouvir aqueles que pensam diferente e até votam diferente.  Meditemos o texto do evangelho e miremos no modelo de Maria e no seu discurso que nos aponta Jesus e aqui mais que nunca somos convidados a meditar o Canto de Maria.[6]    

"E Maria disse: “Minha alma glorifica ao Senhor  meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvado. Porque olhou para sua pobre serva. Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,  porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.  Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem.  Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos.  Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos.  Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre"




[2]  Lucas, 1,26ss

[3] João 2,2ss

[4]  Concilio de Efeso em 442 dC, podemos conheceroutros concílios 

[5]  Enche os famintos  de bens e despede os ricos de mãos vazias

[6] Lucas 1,46-55

sábado, 6 de agosto de 2022

Um olhar no texto de São Lucas 12,32-48 ; 19º Domingo do Tempo Comum

 

Nesta semana passando pelas noticias aleatória  nas redes de comunicação  podemos ver  algumas manchetes que  nos chamaram atenção:   “Médica se  recusa a atender e  é  agredida”,  “As Forças Armadas do Brasil estão de olhos nas Eleições, enquanto a Amazônia tem mais de uma centena de pistas de pouso clandestinas” e  "Bolsonarista que matou Petista levou mais de 20 chutes na cabeça”.  Observamos que tudo é questão de ponto de vista sem esquecer   a materia que dizia: “O presidente que diz que houve fraude em eleição que ele venceu”, talvez o leitor ache que essas matérias  não tem nada haver com  a palavra de deste domingo e por isso vamos contextualizar, mas antes vamos citar  as leituras deste 19º  domingo do tempo comum são elas: Sabedoria  18,6-9; Salmo 32 (33) com o  refrão: Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança; Hebreus  11,1-2.8-19 e Lucas 12,32-48[1] o qual nos iremos  refletir. 
Outro dia recebemos  uma noticia que agora  no Rio de Janeiro pessoas com  x idade teria direitos  reservado aos que  tem acima de 65, que  agora a policia poderá multa sem parar quem estiver sem mascara,  mesmo no seu carro e  esta sendo disponibilizado um emprego se você compartilhar para  numero de  x pessoas a informação que você acabou de receber e a  liturgia de hoje nos chama para uma vigilância  consciente e diante das noticias  devemos estar atentos para não cairmos nas fakenews.  A exemplo dos títulos acima tais informações  nos conduz para uma informação,  no jornalismo que se chama gatilho e hoje  Jesus   usa tal recurso  e nos leva a refletir sobre  aquilo esse texto tem em comum com o sermão da montanha[2] no versículo 31 deste capitulo quando fala de primeiro buscar o Reino dos céus[3]  para assim iniciar sua catequese  no versículo 32 somos chamados  a  buscar o  verdadeiro tesouro”[4]  essa frase "Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração” é uma resposta para o texto do último  domingo o 18⁰ domingo do Tempo Comum que falava da ganância.

 Nesta semana  a Igreja católica abriu o ano vocacional,  e nesse mês já é  tradicional celebramos a vocação dos ministros ordenados (diáconos, presbíteros, bispos), da família, dos religiosos (irmãos e irmãs consagradas), dos leigos que formam a maioria na Igreja e cada um tem sua responsabilidade diante da missão do anuncio do evangelho. A vocação não esta condicionada a uma  habilidade, talento, a  vocação é uma convocação e ela acontece em nossa realidade  de deserto,  não pode ser uma fuga ou uma busca de  uma auto-realização.  Aqui abrimos um espaço para  fazer memória do artista Jô Soares que foi Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. 


 Com seu carisma viveu sua vocação,   nos divertia  e até mesmo nos ajudava a refletir e era humor que denunciava  as mazelas e desmandos de uma elite seja   no poder ou que orbitavam o  poder


O evangelho nos chama atenção para a nossa vocação nesse tempo que algumas Igrejas são verdadeiras empresas, e entram em conflito com esse texto "Pois onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração”[5] cada vez mais temos   ministros religiosos preocupados em construir e manter um patrimônio  quando a sua   vida de  discípulos de Jesus está permanentemente em vigilância  e sabendo que Jesus  vem  ao nosso encontro,    somos desafiados  a combater tudo aquilo pode representar um empecilho para uma adesão plena ao projeto na construção do Reino, pois a nossa vocação de batizados não se resume  a um expediente que cumprimos para receber uma paga no fim do mês, somos  ministros do sagrado (como leigos, consagrados ou ordenados) e precisamos ter  uma consciência  que nossas ações e palavras devem refletir a vontade do Senhor.

A pergunta de Pedro  se Jesus falava para eles ou para  os outros reflete em nossas atitudes, quando  as vezes  ouvimos uma pregação ou lemos um texto  achamos que tal mensagem  tem haver com fulano ou sicrano ou  o pior quando instrumentizamos o texto e buscamos   torce para servir essa ou aquela ideologia,  por isso precisamos estar vigilantes e a palavra de hoje é uma interrogação a nossas escolhas.   Precisamos nos abrir para o  quanto recebemos de Deus em nossas missões especificas,   algumas  praticas nada cristãs que exercemos  como liderança com autoritarismo, prepotência e até mesmo desvios específicos do caráter   que ferem a comunhão com  uma pratica neoliberal, visando  o retorno financeiro,   pensando como gerar lucro,  perdendo a vocação específica  e como isso  seremos  condenado por nossas ações naquele grande dia

O evangelho  fala que a todos aqueles a quem foi confiado a autoridade deve ter dupla vigilância e  o evangelho de hoje  nos convida a reflexão se estamos  agindo: como servos que  com  simplicidade cumprimos  nosso dever,  tendo a consciência que não somos donos da comunidade  ou tão pouco somos  senhores uns dos outros, mas irmãos  com  a missão de servir com alegria,  não devemos  desviar  nosso objetivo   que é  servir, mesmo com a demora do Senhor  a  nossa espera deve ser ativa sempre dispostos. A Palavra de Deus  na liturgia de hoje nos convida-nos à vigilância sabendo esperar  a demora de Deus a dois domingos atrás Jesus nos ensinou a rezar  como comunidade  que tem Deus como Pai, mas hoje  falando para um grupo judaico ele apresenta Deus como um Senhor exigente que confia a humanidade administração da graça Dele  e quando ele pede que sejamos desapegados prontos para encontrar o Senhor, por isso os rins cingidos   e a  lâmpadas acesa  diante da realidade  de um mundo.   Terminamos essa nossa reflexão com citação da Epistola de Pedro:

·        "Como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para exercê-lo com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo. A ele seja dada a glória e o poder por toda a eternidade! Amém. Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós. Que ninguém de vós sofra como homicida, ou ladrão, ou difamador, ou cobiçador do alheio. Se, porém, padecer como cristão, não se envergonhe; pelo contrário, glorifique a Deus por ter esse nome. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus? E, se o justo se salva com dificuldade, que será do ímpio e do pecador?"[6]



[1]   Paralelo  ao texto de  Mt 24,42-51 e   Mc 13,33-37

[2]  Mateus: 6,33

[3] para se fazer uma boa reflexão se faz necessário ver o pretexto, o texto e o contexto  

[4]  Lucas 12,33-34

[5]  Luca 12,34

[6]  I Pedro 4,10-18

sábado, 23 de julho de 2022

Um olhar no texto de São Lucas 11,1-13 - 17ª Domingo do Tempo Comum

A oração para o cristão devia ser fácil e nos domingos anteriores tivemos o bom samaritano, a questão entre Marta e Maria e neste 17º Domingo do Tempo Comum os apóstolos pedem para Jesus ensinar a orar. A oração dos grupos daquele contexto era quase que uma identidade, uma forma de syer e de se relacionar com Deus. Ainda hoje temos em nossas Igrejas identidades de oração podemos dizer assim 
. 
A forma que Igreja Católica reza (ora) não é igual das Igrejas Evangélica (até entre elas a forma de oração se diferenciar) e na própria Igreja católica temos alguns grupos que se diferencia pelo seu ucarisma e aqui pedimos espaço para lançar um alerta, não podemos seguir o mojdismo da multidão que segue esse ou aquele carisma.  Aqui ainda continuamos com o nosso ponto de vista e demonstro que a forma de rezar da Legião de Maria, da Congregação Mariana, do Movimento de Cursilhos, da Renovação Carismática Católica, da Pastoral da Juventude, das CEBs  etc. são  espiritualidades que deve nos  levar ao encontro desse Pai que é nosso, que aponta para uma ação e reação diante do aqui recordo alguns momentos vivemos o ativismos e  perdemos a conexão  com Deus que é Pais, aqui  recordamos professore Carlos Henrique Meditti que dizia que com um coração de Mãe

Para aprender a orar se faz necessária uma relação intima com Deus, para chama-Lo de Pai, de Amigo ou mesmo aplicar o superlativo Poderoso se faz necessário trazer o próprio Deus para seu cotidiano e por isso que neste domingo temos três leituras: .1ª Leitura Genesis 18,20-32, Salmo 137 (138) com a resposta Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor, 2ª leitura Colossenses 2,12-14 e Lucas 11,1-13.

Partindo do pressuposto que o Evangelista de Lucas escreveu para as comunidades periféricas das grandes cidades do Império Romano, numa realidade de marginalização das mulheres e ainda sobre o domínio patriarcal do modelo judaico. A Oração de Jesus traz pra nós uma relação familiar e vem dizer que somos irmãos independentes do culto que prestamos ou se não prestamos culto algum, pois antes do fato de hoje o evangelista narra história do samaritano[1], a relação de Marta e Maria e como aprendemos no 128º Cursilhos de Homens das Dioceses de Nova Iguaçu nada se faz sem a oração e neste contexto nos devemos pergunta qual tipo de oração.

Pois mesmo Ele fazendo vários milagres com expulsão de demônio com curas, ressurreição de mortos e como naquele contexto os se identificavam com uma forma única de sua relação com o divino.  Um cristão que reza o Pai Nosso e pede o pão nosso não pode ter uma relação de indiferença com os irmãos, voltamos lá no samaritano onde os religiosos (sacerdote e levita) que passam  apático da realidade do caído na beira do caminho, somos ainda  indagados quando vamos para o culto e passamos pelos caídos, a oração devia abrir nossos olhos para realidade e perceber que o Reino que pedimos que venha não tem espaço para exclusão. Citando São Oscar Romero que diz:

Ø Que maravilha será o dia que cada batizado compreender que sua profissão, seu trabalho, é um trabalho sacerdotal; que, assim como eu celebro a missa no altar, cada carpinteiro celebra sua missa na sua carpintaria, cada profissional, cada médico com seu bisturi, a mulher na feira, no seu lugar de trabalho… estão fazendo um ofício sacerdotal. Quantos motoristas que escutam esta mensagem no seu táxi. “Tu, querido motorista, junto ao volante do seu táxi és um sacerdote se trabalhas com honradez, consagrando a Deus seu táxi, levando uma mensagem de paz e de amor a teus clientes que vão ao seu automóvel.” (A oração da comunidade reunida deve nos motivar para o agir cristão e a parti desse momento revelar o projeto do Reino que é de todos)[2]

Por isso podemos olhar o texto Lucas 11.1-13 nesse sentido dividido em quatro partes;

Versículos

Contexto

Atualmente

. 1-4

Pedido dos discípulos o oração

Deus é próximo, Ele tem relação familiar.

5-8

Parábola do pedido de pão para o outro (amigo inconveniente)

Ainda hoje pessoas batem a porta pedindo pão (33 milhões de famintos no Brasil)

9-10

Apelo à oração

Uma ação em prol da transformação real dos nossos ambientes (trabalho, estudo lazer etc.).

11-13

Parábola do Pai (Deus nos houve sempre)

Deus é nosso Pai, nos falta consciência de irmãos.

 

 No nascimento da Igreja a pessoa para rezar o Pai Nosso precisava ser batizado, pois a pessoa estaria inserida no mistério da História da Salvação no sentido pleno da vivência comunitária e se olharmos o modelo apresentado em Mateus, Lucas e aquela usada em nossos encontros cultos no cotidiano apresentado abaixo:

Mateus 6,9-13

Lucas 11-1-4

  Atualmente

"PAI NOS­SO, que estais no céu, santificado seja o vosso nome;"

"Pai, santificado seja o vosso nome; ·.

Pai Nosso que estais nos Céus, 
santificado seja o vosso Nome, 

"venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu.” ·.

Venha o vosso Reino"

Venha a nós o vosso Reino, 
seja feita a vossa vontade 
assim na terra como no Céu. 

"O pão nosso de cada dia nos dai hoje;” ·.

"dai-nos hoje o pão necessário ao nosso sustento;” ·.

O pão nosso de cada dia nos dai hoje, 

"perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam;"

"perdoai-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos àqueles que nos ofenderam; e não nos deixeis cair em tentação”. "

Perdoai-nos as nossas ofensas 
assim como nós perdoamos 
a quem nos tem ofendido, 
e não nos deixeis cair em tentação, 
mas livrai-nos do Mal.

Ainda temos uma versão ecumênica que diz: Vosso Reino e o poder e a Glória no final, sem esquecer a formula protestante. Dividimos-nos a Oração em quatro partes, mas temos cinco petições que não vamos aborda e aqui podemos ainda destacar na essência sempre começa com a petição Pai-Nosso inicia recordando sobre a santidade de Deus e relação de um Pai (Abba – Paizinho).   Jesus hoje nos trás uma realidade de um Deus próximo e tocado pela nossa insistência na oração e precisamos ter consciência e o vizinho inconveniente só bate a porta para atender uma visita e Jesus ainda demonstra sobre a bondade de Deus fazendo uma analogia do pedido de um filho para um pai. A oração do Pai-nosso não é qualquer oração ele fala de uma dialogo onde nós louvamos a Deus e pedimos o essencial, até mesmo a capacidade de perdoar. Uma realidade que talvez mergulhemos seja as demoras de Deus a nosso ver e a causada pela oração vazia ou mecânica por não ouvir a voz de Deus ou não querer viver segundo reino de Deus.

Temos a bancada que usa a bíblia que realiza cultos no congresso nacional, mas na hora de votar os projetos muitos dos ditos deputados não agem conforme a oração feita e também vale cada um de nós em nossas praticas em nosso cotidiano e aqui vale a pena citar São Romero[3]

Ø “Uma religião de missa dominical, mas de semanas injustas não agrada ao Deus da Vida. Uma religião de muita reza, mas de hipocrisias no coração não é cristã. Uma Igreja que instala só para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, porém que não ouve os clamores das injustiças não é a verdadeira igreja de nosso Divino Redentor.”



Que Deus nos ajude Orar e nos inspire a viver 


[1] Lc 10.28-37)

[2] 20/11/1977)

[3]  EM (04/12/1977)

 

sábado, 5 de março de 2022

Um Olhar no texto de Lucas 4,1-13 - 1º Domingo do tempo da quaresma

Vivemos tempos de deserto. são os conflitos no mundo, a tragédia de Petrópolis e  sem mencionar nossas lutas pessoais  seja no trabalho ou a

falta dele, isso sem  esquecer esse momento de pandemia  que ainda continua matando e as  discussões  do ficar em casa,  se toma vacina ou não e 
agora do tira ou coloca máscara.  São tempos de pós-verdade e mesmo assim chegamos  a quaresma, tempo que devemos olhar para o nosso ser e refletir. Jesus veio para nos salvar apesar das nossas  imperfeiçoes  e com isso mergulhamos ou somos inseridos na realidade,  onde somos tentados e aqui neste evangelho  estamos   no inicio da  vida pública de Jesus. Ele acabou de ser batizado por João Batista e recebeu o Espírito para a missão (cf. Lc 3,21-22) ouviu a frase que era o Filho amado. Neste 1ª domingo da quaresma os  textos propostos são: Deut 26,4-10; Salmo 90 (91) com o  Refrão: Estai comigo, Senhor, no meio da adversidade.;  Rom 10,8-13 e Lc 4,1-13.  Essa liturgia nos  convida a rever nossos gestos, de forma consciente sabemos  que há algumas tentações pelo deserto da vida que devemos  superar. São  as pedras de tropeço,   que estão ao longo do caminho existencial da humanidade: a necessidade do prazer, do  poder/materialismo  e de  se igualar a Deus  e  todo o projeto que visa a projeção de nós mesmos.
 Na visão judaica, daquele período Deus não passava de um ser incessível pra  realidade do homem e todo sofrimento e dor se justificava pela ação de Deus castigando  o povo, sendo um Ser distante preso em um  autoritarismo religioso  e Jesus vem superar isso. Quando Ele  se batiza,  é conduzido pelo Espirito  ao deserto, representando  todo ser humano tentado no seu deserto cotidiano.   De acordo com a narrativa estava Jesus no deserto e veio tentador, aqui recordamos o livro de Jó (o Diabo  se apresenta diante de Deus).  O autor sagrado do evangelho  faz questão de trazer detalhes quase como  uma novela,  se percebe a preocupação de não perde os  detalhes (Deserto, fome, reinos da terra, torre do templo) e sabemos que  Jesus foi confirmado como  O Filho de Deus como narra o próprio Lucas  no batismo

- O deserto:  é o  espaço onde ficamos  sozinho e na nossa solidão podemos  encontrar Deus,  mas lá também é o local onde   habita os piores monstros da alma humana. Os profetas quando tinham dificuldade de ouvir a voz de Deus,  iam para o deserto e na solidão   pra melhor ouvir a voz de Deus.  O deserto também  é  um  espaço  de transição,   o povo de Deus ficou 40 anos no deserto  até  chegar a terra  prometida

- A fome:  No livro de gênesis fala de um  fruto que os patriarcas da humanidade (Adão e Eva) comeram  e assim perderam a salvação  e fome é  uma necessidade do Instinto do ser vivo e nisso nos iigualamos aos animais,  aos seres  infracionais, a necessidade  da fome quase que nos torna feras e por causa da fome, Esaú vendeu a primogenitura  dele (Gen 25,29-30)

Reinos da terra: A capacidade que nós temos de nos organizar em cidades,  talvez isso nos diferencia  dos animais irracionais,  durante séculos cidades se levantam e caíram.  Como no caso de 1922 a Rússia se tornou a grande URSS, em 1991   votou a ser apenas Rússia e hoje tenta  reestabelecer  a grandeza que já teve. Com isso  observamos que também "os reinos" (países) estão  no tempo e podem ser extintos ou alterados. O homem é o único ser  com a capacidade de destruir a Terra umas 7 vezes sem  piscar. O ser humano gosta do poder e faz do poder um  autoritarismos  e com isso planta o anti-reino 

-Torre do templo:  A religião no contexto da epoca estava envolvida na suntuosidade e  se projetava além daquilo que ela deveria ser.  Sendo tudo menos o sinal do sagrado.   Sabemos   que o termo religião tem a  origem na palavra religar com o Divino.  Quando o tentador ordena que jesus  se jogue da torre do templo, queremos observar que autor sagrado conta que era o prédio mais alto e sabemos que no contexto  da época era  o local mais importante da cidade. A parti da religião, se  conta  a história  da humanidade que praticou  muitas  injustiça  fez até guerra santa em nome do Deus de Amor. Nesse contexto, olhamos hoje para alguns  que sao motivados  por seus lideres religiosos ou políticos, que justificam o não tomar a vacina em plena pandemia,  uma simples vacina e com discurso:   de que Jesus o protegerá da covid19, e uma suposta unção que  lhe dá essa ou aquela imunidade. 

Vivemos as três situações

no nosso cotidiano muitas das vezes  deturpada  pela lógica humana.

Buscamos como pessoa o prazer, o poder e o ter.  E  o tentador se aproxima  partindo da realidade de Jesus e da nossa. Quarenta dias no deserto, isolado e na hora da solidão que somos tentados de forma profunda e aqui temos um embate com  citações   do antigo testamento. Recordamos o texto do domingo anterior quando  no  8º Domingo do tempo comum  Jesus nos reporta sobre os frutos, e  aqui podemos dizer que para  produzir bons frutos é preciso perseverar, vencendo as tentações.  

Um dos fatos que devemos carregar neste período,  é que podemos sim,  vencer a tentação. 

Quem tem e-mail, rede social etc recebe sempre a proposta de adquirir mais um  cartão de credito esse consumismo que somos banhados, como não  olhar em um pais cristão como nosso em nome do ter /materialismo temos um dos salários mais baixos e    como   não se   indignar com atitude de um governo preocupado em  facilitar a compra de armas  pra passar uma falsa ideia de poder  e ainda diz que segue Jesus e cita a bíblia quase em todo o discurso e aqui vale  observar que o Satã da liturgia de hoje também conhece a  bíblia e cita frases completas do antigo testamento. 

Se olharmos no espelho de nossa consciência,  somos todos tentados ao autoritarismo até mesmo dentro da Igreja.  Talvez  entre nós cristãos  o abuso de autoridade seja mais comum que se  sabe. Há uma  total falta de respeito com quem tem outra linha politica ou teológica e essa falta de sentimento  cristão é algo praticado  de forma natural, invocando uma condição e uma pseudo  autoridade, que beira  um autoritarismo  que certamente Jesus não esta de acordo. Nesse campo, usam  e fazem do Deus Vivo um deus objeto  e as  liturgias passam ser:   aulas com exibição de conhecimento, shows  para uma plateia assistir (sem um envolvimento real) ou  um ritual com um rigorismo litúrgico  desligado  da vida e da realidade do povo. Líderes  cristão que muitas  das vezes agem na  covardia:  não comentem suicídio, mas em nome da "sua fé"(Aqui vale frisar o "sua") que diz ser a fé da Igreja,   matam  o irmão e  não sentem nenhum tipo de vergonha ou pudor.  

Como superar tudo isso?
Voltamos lá para a quarta-feira de cinzas  mergulhado na espiritualidade evangélica e contra as três pedras do  inimigos usemos as pedras de Deus.  Contra  o prazer  usemos o jejum,  no caso do poder/Materialismo usemos a esmola e  passemos a  visitar os asilos, casas de dependentes quimicos, presídios e contra o ser/autossuficiência passemos a rezar/orar  e sabemos que o evangelho  termina com o versículo  treze   "Então o diabo, tendo terminado toda a espécie de tentação, retirou-se da presença de Jesus, até certo tempo". 
Deus,  não  desiste de nós  e temos que saber escolher como diz o livro  de Deuteronômio 
Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a I tua posteridade
Deut: 30,19